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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

O verão!

 Escrito em 21 de dezembro de 2010
            Inicia então a estação mais esperada do ano, o verão, que para muito é sinônimo de férias, viagens, praia e muita festa, mas que este verão tem muito para ser um dos mais quentes e abafados dos últimos anos.

            No verão o astro rei brilha forte lá no céu, as pessoas agitam muito aqui na terra, e acabam esquecendo que o sol também é vilão. O sol que nos ilumina e aquece (ultimamente até demais) é o algós de uma grave doença, o câncer de pele.

            Os alvos dessa perigosa doença somos todos nós, brancos, negros, jovens, velhos, homens e mulheres, todos podem ser vitimas, claro, uns correm mais riscos que outros, por isso fica a grande dica para esse verão, abuse do protetor solar, pois o uso dele possibilitara aproveitar o melhor do verão. O cuidado deve ser redobrado entre os horários das 11hs até as 17hs, o melhor e se puder evitar a exposição ao sol entre esses horários.

            Lembrem, ingiram muita água e abusem do protetor solar.

Programa Mais Você - Íntegra do dia 09/12/2010
SOS Mais Você alerta para prevenção contra câncer de pele!








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Câncer e Péle:



Verão 2011:

Escrito e postado por Charles...

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Como o rio Tietê ficou poluído?


por Gisela Blanco

O estrago no rio mais importante do estado de São Paulo, com 1 150 quilômetros de extensão, começou na década de 1920. "Com as obras para tornar as margens retas na capital para construir pistas, as pessoas pararam de frequentar o rio e ele foi virando um depósito de lixo", diz Malu Ribeiro, coordenadora da Rede das Águas da Fundação SOS Mata Atlântica. Desde então, esgoto, resíduos industriais e todo tipo de porcaria contribuíram para tornar o Tietê um dos mais nojentos do mundo. Hoje, o maior vilão é o esgoto doméstico: só 44% dos moradores da bacia do Alto Tietê têm esgoto tratado. Ainda bem que o rio é um morto vivo: depois de apodrecer, renasce à medida que se afasta da capital. :-F

OPERAÇÃO LIMPEZA
Esgoto tratado pode ajudar a despoluir o rio

Todo o esgoto doméstico, tratado ou não, em algum momento vai parar nos rios. Já que isso não dá para mudar, o projeto de despoluição do Tietê comandado pela Sabesp (empresa de saneamento do estado de São Paulo) quer ampliar a rede de tratamento de esgotos para a população que vive em torno do rio. Em 1990, apenas 24% do esgoto em São Paulo era tratado. Hoje, já são 68%. Nesse período, a extensão da faixa de rio completamente poluído diminuiu mais de 200 quilômetros

LAVANDO A ROUPA SUJA
Como o rio que nasce limpo fica imundo, morre e renasce

NASCENTE EM SALESÓPOLIS
Nesta cidade no interior paulista, a água brota limpa e transparente por entre pedras, dentro da reserva ambiental Parque Nascentes do Rio Tietê. Em plena serra do Mar, a nascente fica a 1 027 metros de altitude. Dá para encontrar peixes, plantas e vários animais vivendo no rio ou ao redor dele. Quem for mais corajoso pode até beber a água...

BIRITIBA MIRIM
Neste trecho já há vestígios de poluição, mas a maior parte dela ainda é orgânica. O maior estrago aqui é feito por agrotóxicos e fertilizantes jogados na água por fazendeiros da região. Eles literalmente fertilizam a água (principalmente quando contém fosfato) e fazem as plantas aquáticas proliferar e competir com os peixes e outros seres vivos por oxigênio

MOGI DAS CRUZES
Aqui a casa começa a cair: o rio começa a receber esgotos domésticos das cidades da região. Os dejetos chegam à água sem tratamento nenhum, fator que mais contribui para a poluição. Imagine a descarga dos 362 mil moradores de Mogi indo parar direto no rio. Resultado: neste pedaço, são despejadas cerca de 60 toneladas de esgoto por dia

GUARULHOS
Na Grande São Paulo, são 680 toneladas de esgoto (medidas em oxigênio necessário para consumir a poluição) diárias. A partir daqui, são 100 quilômetros de rio morto: com a sujeira, nenhum peixe ou planta sobrevive - sobram apenas bactérias anaeróbias. Neste trecho, o rio também fica paradão. Como sua largura e profundidade foram diminuídas, a vazão é de 114 mil litros por segundo, pouco para um rio desse porte

PIRAPORA DO BOM JESUS
Neste trecho, há espumas brancas que se formam quando restos de detergente são agitados pelas cachoeiras. Essas quedas auxiliam o rio a recuperar vida: ajudam a barrar naturalmente a poluição e a movimentar e oxigenar a água, em um processo natural chamado autodepuração. Além disso, novos afluentes jogam um balde de água fria, mas limpa, no Tietê

CONCHAS
Com mais oxigênio, voltam a surgir peixes, plantas, algas e micro-organismos. Antes de chegar aqui, o rio ainda recebe água de boa qualidade de afluentes como o rio Sorocaba e o rio Capivari, ganhando cara de rio "normal" novamente. Apesar da poluição remanescente, aqui já há barcos navegando e até quem arrisque nadar nele

BARRA BONITA
Quando chega por aqui, o Tietê já se recuperou do passado negro e virou um belo rio. A qualidade das águas ainda não é ideal, mas, com um bom tratamento, já serve até para abastecer algumas cidades. Mas nada é perfeito. Daqui até chegar à sua foz, no rio Paraná, na bacia do Baixo Tietê, em mais 600 quilômetros de curso, não há medição sistemática da poluição, apenas controles esporádicos

TIETERMÔMETRO
Saiba como o Índice de Qualidade de Águas (IQA) mede a sujeirada do rio

OXIGÊNIO DISSOLVIDO (OD)
Quanto menos oxigênio, mais poluído

DEMANDA BIOQUÍMICA DE OXIGÊNIO (consumo de oxigênio pela água)
Quanto mais alta, mais poluído

COLIFORMES TERMOTOLERANTES
(grupo de bactérias encontradas no cocô)
Quanto mais alto, mais poluído

NITROGÊNIO AMONIACAL (NH4)
Encontrado na urina, no esgoto doméstico e nos agrotóxicos. Quanto mais houver, mais poluição

FÓSFORO
Também encontrado no esgoto, nos saponáceos (detergente, sabão) e nos agrotóxicos. Quanto mais, mais poluído

TURBIDEZ
Tudo quanto é sujeira sólida, terra e sedimentos vindos de assoreamento. Quanto mais, mais poluído

RESÍDUO
Assim como a turbidez, são de sujeiras dissolvidas na água. Quanto mais, mais poluído

TEMPERATURA E PH
Isoladas, não têm influência direta na poluição


Disponivel em: <http://mundoestranho.abril.com.br/ambiente/como-rio-tiete-ficou-poluido-496437.shtml> Acesso em: 09 de Dez. 2009

posted by Charles

Onde a biodiversidade está mais ameaçada no planeta?

por Paulo Gama

Considerando a porcentagem de vegetação original destruída, a bacia do mar Mediterrâneo é a região mais agonizante do planeta: apenas 4,7% da área original segue intacta e 32 espécies de animais endêmicas (que só existem no próprio lugar) estão ameaçadas de extinção. Mas neste ranking ingrato há outras nove regiões com mais de 90% do território original destruído (veja o mapa ao lado). Elas fazem parte de uma lista de 34 regiões definidas por organizações ambientais como as mais importantes para a conservação da biodiversidade mundial. São os hotspots: locais que possuem ao menos 1 500 espécies de plantas endêmicas e já perderam 70% ou mais de suas áreas originais. Juntas, as 34 regiões ocupam menos de 3% da superfície do planeta, mas concentram 50% de todas as espécies vegetais e 42% de todos os vertebrados da Terra. "Você acaba com a força de evolução do planeta quando interrompe de maneira tão abrupta a existência dessas regiões riquíssimas", afirma a bióloga Monica Fonseca, da ONG Conservation International do Brasil. Duas dessas regiões estão no Brasil: a mata Atlântica, com 8% da cobertura original, e o cerrado, com 20%.


Os 10 pontos mais críticos

Nestas regiões pelo menos 90% da cobertura original já foi destruída

Caribe

Concentra diversos ecossistemas, como florestas tropicais e regiões semi-áridas

Extensão original - 229 549 km2

Extensão atual - 22 955 km2 (10% da cobertura original)

Espécies endêmicas ameaçadas - 209

Principal ameaça - Desmatamento para agricultura e inserção de espécies estrangeiras

Bacia do Mediterrâneo

Originalmente, apresentava uma flora quatro vezes maior do que a de todo o resto do continente europeu

Extensão original - 2 085 292 km2

Extensão atual - 98 009 km2 (4,7% da cobertura original)

Espécies endêmicas ameaçadas - 34

Principal ameaça - Ocupação humana

Mata AtlÂntica

A floresta tropical que cobre grande parte da costa brasileira atinge também o território de nossos vizinhos Uruguai, Paraguai e Argentina

Extensão original - 1 233 875 km2

Extensão atual - 99 944 km2 (8,1% da cobertura original)

Espécies endêmicas ameaçadas - 90

Principal ameaça - Ocupação humana

Chifre da África

Região árida, é o habitat da maioria das espécies de antílopes do mundo

Extensão original - 1 659 363 km2

Extensão atual - 82 968 km2 (5% da cobertura original)

Espécies endêmicas ameaçadas - 18

Principal ameaça - Desmatamento para pastagem e extração mineral

Montanhas do sudOeste chinês

Habitat original de uma das mais ricas faunas de clima temperado, a região tem altitudes que podem chegar a 7558 metros

Extensão original - 262 446 km2

Extensão atual - 20 996 km2 (8% da cobertura original)

Espécies endêmicas ameaçadas - 8

Principal ameaça - Caça, extração de madeira e queimadas para a criação de pastos

Florestas da costa leste africana

Concentra florestas secas e úmidas, que abrigam uma grande variedade de primatas

Extensão original - 291 250 km2

Extensão atual - 29 125 km2 (10% da cobertura original)

Espécies endêmicas ameaçadas - 12

Principal ameaça - Desmatamento para agricultura

Filipinas

As mais de 7 mil ilhas que compõem o arquipélago eram cobertas originalmente por extensas florestas tropicais

Extensão original - 297 179 km2

Extensão atual - 20 803 km2 (7% da cobertura original)

Espécies endêmicas ameaçadas - 151

Principal ameaça - Extração de madeira

Indochina

Coberta principalmente pelas florestas tropicais do Sudeste Asiático. Apesar da devastação, nos últimos 12 anos foram descobertas seis novas espécies de mamíferos

Extensão original - 2 373 057 km2

Extensão atual - 118 653 km2 (5% da cobertura original)

Espécies endêmicas ameaçadas - 78

Principal ameaça - Desmatamento para agricultura e extração madeira

Madagascar

A ilha africana tem grande diversidade de ecossistemas, como florestas tropicais e secas e um deserto

Extensão original - 600 461 km2

Extensão atual - 60 046 km2 (10% da cobertura original)

Espécies endêmicas ameaçadas - 169

Principal ameaça - Erosão gerada pelo desmatamento

Sundaland

A região, que cobre a Indonésia, a Malásia e outras ilhas do arquipélago do Sudeste Asiático, é dominada pelas florestas tropicais

Extensão original - 1 501 063 km2

Extensão atual - 100 571 km2 (6,7% da cobertura original)

Espécies endêmicas ameaçadas - 162

Principal ameaça - Extração de madeira


Disponivel em: <http://mundoestranho.abril.com.br/ambiente/pergunta_287728.shtml> Acesso em: 09 de Dez. 2009

posted by Charles

Por que os buracos da camada de ozônio ficam nos pólos?

por Viviane Palladino

Essa dúvida faz sentido: se os maiores lançadores de gases que detonam a camada de ozônio são os países dohemisfério norte, por que o rombo maior fica sobre a Antártida? Simples: as moléculas desses gases maléficos são carregadas para os pólos por correntes de ar poderosas, que viajam do Equador em direção aos extremos do globo. Por causa desse fenômeno natural, os pólos se tornam depósitos naturais de gases que têm vida longa - como o CFC, o clorofluorocarboneto, principal destruidor da camada de ozônio (você confere o efeito maléfico do CFC no infográfico ao lado). Sem a camada de ozônio na alta atmosfera, entre 20 e 35 quilômetros de altitude, o ser humano fica vulnerável aos efeitos nocivos dos raios ultravioleta que vêm do Sol. Eles podem causar, por exemplo, um aumento na incidência dos casos de câncer de pele. Os cientistas detectaram pela primeira vez um buraco na camada de ozônio na década de 1980. Hoje, há um buraquinho sobre o Pólo Norte e um buracão de 28 milhões de km2 (mais de 3 vezes o tamanho do Brasil!) sobre o Pólo Sul. Para diminuir o problema, 180 países já aderiram ao Protocolo de Montreal, um acordo para reduzir a fabricação de produtos que tenham CFC e outros gases destruidores da camada de ozônio. O esforço tem dado certo: nos últimos 10 anos, a velocidade de destruição da camada vem diminuindo. Mas os cientistas calculam que serão precisos 50 anos para a camada se regenerar por completo.

O buraco é mais embaixo

Correntes de ar fazem o rombo se concentrar no Pólo Sul

1. A camada de ozônio (O3) nasce de uma reação dos raios ultravioleta do Sol com o oxigênio (O2) da atmosfera. Em contato com o UV, os átomos de oxigênio se rearranjam, formando moléculas de O3 que funcionam como escudo contra os raios UV do Sol

2. Os raios UV também modificam os gases CFC (clorofluorocarbonetos), emitidos por produtos como geladeiras, sprays e ares-condicionados. A ação do ultravioleta decompõe as moléculas de CFC em seus elementos básicos: cloro, flúor e carbono

3. Liberado no ar, o cloro (Cl) reage com o ozônio (O3), formando uma mólecula de oxigênio (O2) e outra de óxido de cloro (ClO). Como o cloro pode existir por até 80 anos, um único átomo destrói milhares de moléculas de ozônio

4. Os maiores emissores de CFC são os países do hemisfério norte. Mas a sujeira não fica por lá porque poderosas correntes de ar levam os gases tóxicos para os extremos norte e sul do globo. Por isso, os buracos da camada de ozônio aparecem apenas nos pólos

5. O buraco no sul é bem maior que no norte porque no Pólo Sul a temperatura é mais fria e a circulação atmosférica é pequena. Com isso o CFC se concentra em enormes quantidades nas nuvens. Quando chegam os meses de sol, os raios UV dissolvem essas nuvens de uma só vez, liberando uma quantidade muito maior de cloro para detonar o ozônio


Disponivel em: <http://mundoestranho.abril.com.br/ambiente/pergunta_287398.shtml> Acesso em: 09 de Dez. 2009

posted by Charles

Por que o plástico demora tanto tempo para desaparecer na natureza?


A principal razão é que a natureza ainda não sabe como se livrar dele. "Bactérias e fungos que decompõem os materiais não tiveram tempo de desenvolver enzimas para degradar a substância", afirma a engenheira química Marilda Keico Taciro, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). O plástico é um material novo na natureza - o primeiro modelo surgiu só em 1862, criado pelo britânico Alexander Parkes. Cada uma de suas moléculas possui centenas de milhares de átomos, principalmente carbono e hidrogênio. Como as ligações entre os átomos são muito estáveis, os decompositores não conseguem quebrar o material em partes menores para destruí-lo. Resultado: alguns tipos de plástico, como o PET, usado em garrafas de refrigerantes, levam mais de 200 anos para desaparecer.

"Com a evolução, os microorganismos devem se adaptar, mas isso pode levar milhões de anos", diz o biólogo José Gregório Cabrera Gomes, também do IPT. Por isso, o descarte de plásticos é uma grande dor de cabeça para os ecologistas do século XXI. O material produz gases tóxicos ao ser queimado e tem reciclagem complicada, porque não se pode misturar diferentes tipos de plástico. O jeito é desenvolver modelos biodegradáveis como o PHB, que, em aterros sanitários, vira pó em apenas seis meses. Mas esses ainda custam caro - até cinco vezes mais que os convencionais - e, por isso, respondem por apenas 1% do total de plásticos vendidos no mundo.

Duro de matar

Plásticos tradicionais levam até 200 anos para se decompor

TIPO DE PLÁSTICO - Polietileno

ONDE É USADO - Material hospitalar, utensílios domésticos

QUANDO DESAPARECE* - 50 anos

TIPO DE PLÁSTICO - Poliestireno

ONDE É USADO - Brinquedos

QUANDO DESAPARECE* - 50 anos

TIPO DE PLÁSTICO - Polipropileno

ONDE É USADO - Pára-choques de carro, carpetes

QUANDO DESAPARECE* - 100 anos

TIPO DE PLÁSTICO - Polietilenotereflalato (PET)

ONDE É USADO - Embalagens de refrigerantes, fitas magnéticas

QUANDO DESAPARECE* - 200 anos

TIPO DE PLÁSTICO - Polihidroxibutirato (PHB - Biodegradável)

ONDE É USADO - Cartões de crédito, talheres descartáveis

QUANDO DESAPARECE* - 6 meses a 2 anos

* Em ambientes ricos em bactérias e fungos, como aterros sanitários

Fonte: Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT)

Haja fungo!

Objetos de alumínio e vidro são ainda mais perenes

MATERIAL - Folha de papel

QUANDO DESAPARECE - 3 a 6 meses

MATERIAL - Fósforos de madeira

QUANDO DESAPARECE - 6 meses

MATERIAL - Miolo de maçã

QUANDO DESAPARECE - 6 meses a 1 ano

MATERIAL - Chiclete

QUANDO DESAPARECE - 5 anos

MATERIAL - Lata de aço

QUANDO DESAPARECE - 10 anos

MATERIAL - Pote de vidro

QUANDO DESAPARECE - 4 000 anos

MATERIAL - Lata de alumínio

QUANDO DESAPARECE - nunca

Fonte: Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb)


Disponivel em: <http://mundoestranho.abril.com.br/ambiente/pergunta_285997.shtml> Acesso em: 09 de Dez. 2009.

posted by Charles

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

As embalagens de spray ainda agridem a camada de ozônio?

por Yuri Vasconcelos

Não, porque elas não usam mais o gás propelente CFC (clorofluorcarbono), que era o que detonava a camada de ozônio. "Atualmente, entre 90 e 95% dos aerossóis fabricados no Brasil utilizam, no lugar do CFC, o GLP, sigla para gás liquefeito de petróleo, que não provoca danos à camada de ozônio", afirma Rogério Teramoto, gerente de Desenvolvimento e Aplicações de Soluções Tecnológicas da Liquigás, de São Paulo. O gás propelente dos aerossóis - seja ele o CFC, seja o GLP ou outro - é responsável por fazer com que o líquido presente na embalagem (perfume, desodorante, tinta etc.) seja "expulso" dela na forma de um jato formado por milhares de pequenas gotinhas. Acontece que uma parcela do gás também escapa da latinha a cada borrifada. A boa-nova, como você pode ver abaixo, é que, enquanto o CFC que escapava destruía a camada de ozônio, o GLP é um gás inócuo, que não causa nenhum problema ao meio ambiente. o/***

TROCA GASOSA
No passado, os sprays eram deste jeito...

As embalagens usavam como gás propelente o CFC (clorofluorcarbono). Esse gás era liberado na atmosfera sempre que o jato de aerossol saía. Como o CFC é um gás leve, subia na atmosfera até a camada de ozônio (O3), reagindo com ela e transformando o ozônio em oxigênio (O2). A questão é que a camada de ozônio age como um filtro para as radiações ultravioleta. Sem ela, essa radiação chega ao solo, podendo causar câncer.

... e, agora, ficaram assim

No lugar do CFC, os sprays modernos usam o GLP, que é formado pela mistura dos gases butano e propano. Mais pesados, esses gases, ao serem liberados na atmosfera, não sobem para as camadas mais altas e não atingem a massa de ozônio. Como não sofrem nenhum tipo de reação química no ar, são inofensivos ao meio ambiente.

Fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/ambiente/embalagens-spray-ainda-agridem-camada-ozonio-516714.shtml

posted by Charles

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Enxurrada em Três Passos

por Charles Moisés Müller
26 de novembro de 2009

Ontem dia 25 de novembro de 2009, a cidade de Três Passos passou por algo que nunca se imaginou em nossa região. Com uma chuva que no dia de ontem passou de 120 mm, áreas da cidade foram alagadas, famílias ficaram desabrigas, pontes no interior foram arrancadas, animais foram levados e mortos pela fúria das águas.

O município esta desolado, mais de 60 pessoas desabrigadas, prejuízos na cidade e no meio rural. Só nesse mês de novembro, as chuvas já passaram de 500 mm aqui no município. Algo do tipo nunca se viu aqui. Ao vermos enchentes na televisão, pensávamos que isso nunca se abateria sobre nós, mas não foi o que vimos ontem.

Aqui em casa mesmo, nos fundos do terreno, passa um pequeno córrego, que a primeira vista sempre foi inofensivo, ontem expressava sua fúria e voracidade. O nível d’água teve um aumento tão grande, que a mesma passou o leito do rio e veio subindo até chegar ao porão de minha casa, e lá atingir cerca 30cm. O corregozinho possui uma margem alta, e uma distancia de no mínimo uns 20m até minha casa, mas isso não impediu que tudo ficasse alagado. A cena não foi diferente ao longo do córrego que virou um forte rio, casas mais a baixo ficaram alagadas, trazendo prejuízos aos moradores.

Foto tirada por mim dos fundos de minha casa. A direita pode-se ver a casinha do cachorro, o qual tive que salvar, pois estava prestes a se afogar.

Foto tirada por mim, também dos fundos, mas mais ao lado. Daqui podemos ver o alagamento atingindo o vizinho. Nessa parte mais a frente o corregozinho já passa por tubos de concreto.

A chuva foi mais forte que o normal, pode ser um dos vários sinais que o mundo esta tendo de que o Planeta já agüenta mais tanta falta de caso com o mesmo. Reflexos de um mundo novo, que se não haver mudanças drásticas em nosso estilo de viver, a tendência é só de piorar. Para se ter idéia, a chuva veio com tanta força, que estamos sem água aqui no município, e sem prazo determinado para o abastecimento voltar ao normal. Escolas também suspenderam as aulas por essa semana.

Mas algo que muito contribui para tal fato da enchente nesse ponto e em alguns outros pontos da cidade, é o grande acumulo de sujeira, e muita dessa sujeira não é só terra, folhas e etc., mas como também lixo doméstico, como litros pet, sacos plásticos e outros. Junte tudo isso, temos as tubulações, “bocas de lobo” e bueiros entupidos, impossibilitando a vazão da água.

O que falta ainda ao povo é um pouco de consciência, que não se deve jogar lixo nos lugares indevidos, o município tem a coleta seletiva, que passa semanalmente, e para outros tipos de entulhos é só contatar a prefeitura ou serviços terceirizados.

Espero que a população aprenda um pouco com o desastre que ocorreu na última quarta-feira, e tome consciência, e pare de jogar lixo no meio ambiente, pois tudo o que jogamos e fizemos a ele, uma dia, mais cedo ou mais tarde, volta pra nós!

Para ajudar ao povo tomar um pouco mais de juízo, eu sugeriria a prefeitura falar com os lideres de bairro, e passar a mensagem para eles, e depois, a mesma mensagem ser repassada nas próximas reuniões que acontecem a cada dois meses nos bairros. As reuniões são de saúde, mas nada melhor que usar esse momento de falar algo tão importante. E torcer para que na próxima, pois não pensemos que essa foi a última vez que a chuva veio tão forte, estejamos livres do acumulo de lixo e sujeira, o que fará com que diminua e muito o risco de enchente. Para isso tem que ser feito uma cooperação, prefeitura e população, os moradores não jogando lixo, e a prefeitura mantendo sempre as aberturas e as saídas das tubulações, bueiros e etc. sempre limpas, com manutenção periódicas.

Veja os vídeos no meu canal do YouTube:
http://www.youtube.com/user/charlesmuller7

Mais algumas fotos:







sexta-feira, 20 de novembro de 2009

A Farsul contra o meio ambiente gaúcho


Do Blog de Juremir Machado da Silva:

“Quem é mais perigoso: o MST ou a Farsul? Parece provocação. E é. O MST andou derrubando laranjeiras em São Paulo. A Farsul quer derrubar toda a legislação ambiental gaúcha. Os agrochatos pretendem liquidar os ecochatos. Tramita na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul o PL 154, tramado meio na surdina, que propõe acabar com as Áreas de Proteção Permanente. Em lugar dos 30 metros mínimos, por exemplo, de preservação às margens dos rios, a Farsul e os seus ruralistas xiitas querem uma proteção de 5 metros. Eta mundo velho sem porteira! Se der, vai ter eucalipto dentro de rio. E não haveria diferença entre áreas intocadas e áreas já utilizadas.

A Farsul, como no caso dos transgênicos, faz da desobediência às leis vigentes o seu melhor argumento, o do fato consumado. A isso a Farsul chama de princípio de realidade. Ao mesmo tempo em que tenta crimininalizar os movimentos sociais e exigir deles que respeitem as leis mesmo quando as leis não foram respeitadas por quem grilou terras, não faz o mesmo quando é do seu interesse. Os deputados da base aliada estão empurrando com as enormes barrigas um projeto devastador e ardiloso, em nome, como sempre, da produção, da economia e dos ganhos sedutores e incomensuráveis. É a velha ganância travestida de razoabilidade e de progresso. Muita gente tem medo do MST. Faz sentido. Neste caso, eu tenho mais medo da Farsul. Salvo se tudo isso é ignorância minha. Afinal, todo dia um ruralista garante que sou muito ignorante e tolo. Acredito no IBGE”.

Fonte: http://rsurgente.opsblog.org/2009/11/11/a-farsul-contra-o-meio-ambiente-gaucho/

by charles...

sábado, 24 de outubro de 2009

A Morte do Mar de Aral - Uma Tragédia Ambiental Descomunal


Fotos via satélite: Revista Planeta


ESTA, SEM DÚVIDA É MAIS UMA TRISTE ESTÓRIA DE USO IRRACIONAL DOS RECURSOS DO MEIO AMBIENTE...não gostaríamos de ter notícias de outras tragédias como esta.
É POSSÍVEL SALVAR O MAR DE ARAL?

O QUE O MUNDO PODERIA CONTRIBUIR PARA ISTO?

A tragédia ecológica do Mar de Aral
por Rama Sampath Kumar [*]Tradução de João Manuel Pinheiro
O Mar de Aral, um lago terminal alimentado por dois rios principais, (Sirdaria e Amudaria) forma uma fronteira natural entre o Cazaquistão e o Uzbequistão. Era o quarto maior lago mundial em 1960; hoje, está em vias de desaparecer num pequeno e sujo poço. A destruição do Mar de Aral é um exemplo de como uma tragédia ambiental e humanitária pode ameaçar rapidamente toda uma região. Tal destruição constitui um caso clássico de desenvolvimento não-sustentado. Vale a pena estudá-lo pois, de certa forma, prefigura o que poderá acontecer a nível planetário se a humanidade continua a desperdiçar recursos finitos como a água.

O Mar de Aral e toda a bacia do lago ganhou notoriedade mundial como uma das maiores degradações ambientais do Século XX causadas pelo homem. A União Geográfica Internacional destacou a bacia Aral, nos começos dos anos 90, como uma das zonas críticas da terra [Kasperson, 1995]. É também referida como a “Chernobil Calada”, uma catástrofe silenciosa que evoluiu lentamente, quase imperceptivelmente, ao longo das últimas décadas [Glantz e Zonn, 1991]. A redução do Mar de Aral, captou a atenção e o interesse de governos, organizações ambientais e de desenvolvimento, leigos e comunicação social nos últimos anos em todo o mundo [Ellis, 1990]. A partir de meados dos anos 80, quando os soviéticos abriram as portas ao abrigo da política de glasnost (abertura), a situação do Mar de Aral ganhou a fama, junto de muitos observadores estrangeiros, de uma calamidade ambiental [Glantz, 1998]. Desde então que os cientistas têm vindo a exigir muito mais energicamente a salvação do Mar de Aral. Infelizmente, por essa altura, já o Mar de Aral estava reduzido a um terço do seu tamanho original. Apesar de ser novamente motivo da comunicação social mundial, e debatido, com uma nova abertura na União Soviética, era uma situação de crise conhecida que estava na agenda dos políticos da Federação por mais de 30 anos.

O Mar de Aral antes de 1960
O Mar de Aral fica situado a aproximadamente 600 km do Mar Cáspio. Costumava haver nele mais de 1.100 ilhas, separadas por lagoas e estreitos apertados, que deram ao mar o seu nome; na língua kasaque, Aral significa 'ilha'. No presente, a Kok Aral, a maior de todas as ilhas (é agora uma península) dispersas pelo Mar de Aral, separa a parte nordeste, chamada Pequeno Aral, da parte sudoeste, chamada o Grande Aral. Esta forma a fronteira natural entre Cazaquistão e Uzbequistão, que partilham entre si o lago. As duas partes estão ligadas pelo estreito de Berg.

O Mar de Aral era, até 1960, o quarto maior lago do mundo, cobrindo uma área de 66 mil quilómetros quadrados, com um volume estimado de mais de 1.000 km cúbicos .

Embora seja chamado um mar, na realidade é um lago terminal, alimentado por dois rios principais: Sirdaria no norte e Amudaria no sul. Este último, o maior rio da região, começa nas montanhas de Kunlun na cordilheira Hindu Cushe, dirige-se para noroeste através dos Montes Pamir e depois passa pelo Kirguizistão, Tadjiquistão, Uzbequistão (que forma fronteira com o Afeganistão) , Turcomenistão, e volta a passar por Uzbequistão antes de entrar no Mar de Aral.

O Sirdaria que começa na base norte das montanhas Tien Shan no Quirguistão, corre através de Tadjiquistão, Uzbequistão, Cazaquistão e depois entra no Mar de Aral . Por conseguinte, embora o Mar de Aral se situe entre Uzbequistão e Cazaquistão, todos os cinco estados da Ásia Central compartilham a bacia do Mar de Aral, uma área de 690 mil quilômetros quadrados. Os caudais destes dois sistemas fluviais perenes, sustentavam um nível estável no Mar de Aral. Ao longo dos séculos, cerca de metade do caudal dos dois rios alcançou o Mar de Aral. Um vasto delta sustentava uma prolífica atividade pesqueira. No lago, encontrava-se uma variedade de espécies de peixes que eram pescados, incluindo certas espécies que só existiam no Mar de Aral, entre eles o famoso esturjão de Aral. As suas águas alimentavam indústrias de pesca locais com capturas superiores a 40 mil toneladas anuais, enquanto os deltas dos seus principais afluentes abrigavam dezenas de lagos mais pequenos e terrenos alagadiços de grande riqueza biológica . Florestas cerradas de juncos e canas, algumas vezes estendendo-se vários quilômetros em direção ao mar, rodeavam as margens do lago. À volta do lago e no delta fluvial, viviam grandes populações de saikas (antílopes), javalis selvagens, lobos, raposas, almíscares, perus, gansos e patos. O Mar Aral era como um grande oásis no deserto. Durante muitos séculos, as estepes e as regiões semi - desertas abrigaram vários grupos étnicos. Antes da chegada da Rússia imperial, a população que vivia na área do Mar de Aral era, predominantemente, nômade. Este modo de vida era, até certo ponto, essencial, devido às condições de desertificação ambiental. O clima é fortemente continental e a paisagem é do tipo semi – deserto. A precipitação anual é de cerca de 200 mm. Não é possível haver agricultura com esta quantidade de chuva. Somente na zona perto dos dois rios era possível ter agricultura e por esse motivo, as pessoas que estavam afastadas dasmargens dos rios, viviam unicamente da criação de gado. A primeira tarefa do governo imperial russo foi fixar a população em comunidades agrícolas. Perceberam que uma terra seria boa para agricultura se houvesse água disponível. No final do século XIX, cultivou-se algodão a uma relativamente larga escala quando se introduziram novas tecnologias de irrigação. Foram abertos canais para facilitar o processo de irrigação e uma boa proporção da produção agrícola da Ásia central estava completamente dependente da irrigação. Nos anos que se seguiram à Revolução Bolchevique cresceu o interesse na irrigação dos territórios da Ásia central. A área irrigada foi extensivamente desenvolvida nos começos dos anos 20, pois os soviéticos da altura (bolcheviques) estavam interessados em aumentar a produção do algodão. Em 1918, Lênin emitiu uma proclamação pedindo mais algodão do Turquestão. Para além disto pretendiam também controlar a população rural. Nos finais dos anos 30, sob o comando de Stalin, o ministro soviético da água iniciou um projecto maciço de desvio da água a fim de irrigar as estepes do Uzbequistão, Cazaquistão e Turcomenistão para os preparar para a cultura do algodão. O primeiro grande projeto de irrigação iniciou a operação em 1939 com a construção do canal que rodeava o Vale de Ferghana no Uzbequistão. A caminho dos finais dos anos 40, grandes quantidades de água do Rio Sirdaria foram desviadas para fins agrícolas para Kizil-Orda no Cazaquistão e para uma zona perto de Tashkent no Uzbequistão. A produção agrícola ao longo do Sirdaria foi preparada e iniciada, com trágicas conseqüências para a cultura nómade kasaque. O programa de propriedade coletiva de Etalin atingiu duramente os kasaques e calcula-se que mais de um milhão de pessoas morreram ou abandonaram a região dirigindo-se para países a sul do Cazaquistão......................................................................................................................leia a história completa desta tragédia, no site:http://resistir.info/asia/mar_de_aral.html

AS TRISTES ALTERAÇÕES...
“Tudo isto (crise sanitária) é o preço excessivo pago com a saúde da população para se ter auto-suficiência em algodão”. Não surpreende que toda a literatura médica local esteja repleta de histórias de deformidades à nascença, incremento de doenças renais e hepáticas, gastrite crônica, crescente mortalidade infantil e taxas de aumento de cancro. As pessoas tiveram também que se adaptar a alterações drásticas no clima. Como já foi observado, nas últimas quatro décadas os verões tornaram-se mais quentes e mais curtos e os invernos mais frios. “As alterações climatéricas não afetam, necessariamente, a propagação da doença, mas tornam a vida muito mais difícil,” diz Darin Portnoy, um especialista ocidental de tuberculose, que trabalha para um projeto do Banco Mundial em Moynaq. “As pessoas concentram-se em locais fechados durante longos períodos. Vivem encerrados e proporcionam a propagação da doença.”

Quando parecia que as coisas não poderiam ficar mais deprimentes surgiu outra exasperante revelação: Foi noticiado de que tinham sido enterrados barris de bactéria de antraz na Ilha de Vozrozhdeniye, situada no Mar de Aral, quando o Uzbequistão fazia parte da União Soviética. Durante o tempo que Mikhail Gorbachev esteve à frente do governo, os serviços de informação de Washington disseram que a União Soviética, contrariamente às suas promessas de respeitar os tratados, estava a produzir armas químicas. Em 1988, os Estados Unidos exigiram inspecionar as instalações químicas soviéticas. Julga-se ter sido ordenado aos cientistas da cidade siberiana de Sverdiovsk, que transferissem centenas de toneladas de antraz para caixas gigantes de aço inoxidável e o regassem com lixívia para matar a bactéria. A mortífera carga foi depois transportada para a ilha no Mar de Aral que tinha sido o local a céu aberto para as experiências de armas biológicas. Contudo, a lixívia não matou completamente a bactéria. Amostras de testes feitos ao solo revelam que alguns esporos continuam vivos. O receio é que a bactéria de antraz enterrada possa ser transportada para os territórios uzbeque e kazaque por lagartos e pássaros. O antraz caracteriza-se por lesões nos pulmões e úlceras no corpo e é transmitido aos humanos per animais através do contato.

Tanto o Uzbequistão como o Cazaquistão pediram ajuda aos Estados Unidos para que se fizesse a determinação do perigo que os seus territórios corriam, uma vez que a Rússia não cumpriu a promessa de Boris Yeltsin em 1992, de fechar e descontaminar o local. Estratégia Regional para a água já em 1982, o governo procurou desenvolver um plano pormenorizado dos recursos hídricos das bacias dos rios Sirdaria e Amudaria e colocou estritas limitações à retirada de água. Pouco tempo depois, foram criadas duas organizações para operar e manter as principais infra-estruturas hidráulicas e controlar a utilização da água. Houve muitas propostas para se transferir água do Mar Cáspio para o Aral.

Um plano de longa duração consistia em desviar as águas dos rios siberianos Ob, Irtysh e Yenisey e canalizá-los para Sul, para a região do Mar de Aral e para o deserto. Após anos de controvérsia este plano foi abandonado devido aos custos e conseqüências ambientais, mas alguns cientistas locais ainda defendem a idéia.

Outra sugestão era desfazer os glaciares das montanhas Pamir e Tien Shan com explosões nucleares. Estas ideias não eram realistas, especialmente em tempos de crise econômica. Todavia, elas ainda perduram. Com o fim do período soviético, as cinco Repúblicas da Ásia Central (RAC) independentes, estabeleceram uma comissão conjunta para a coordenação da água e para regular a sua distribuição na bacia, consolidando posições próprias para a adoção de estratégias regionais para a água.

Em 1992, foi pedido ao Banco Mundial que coordenasse a ajuda internacional em resposta à crise na bacia do Mar de Aral. Em Setembro do mesmo ano, uma comissão do banco visitou a região e preparou um relatório sobre aquilo que viu. Teve lugar em Washington, em Abril de 1993, uma conferência internacional patrocinada pelo Banco Mundial, Programa Ambiental da Nações Unidas (UNEP) e Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (UNDP) para discutir a proposta do banco. Estiveram presentes representantes das cinco repúblicas, assim como de outras organizações internacionais e agências de assistência. Com base nas recomendações do Banco Mundial, um grupo que incluía o Banco, o UNEP e o UNDP visitou a região em Maio de 1993 e preparou um programa de assistência financeira em colaboração com as RAC.

Este programa continha 19 projetos para a primeira etapa de um programa de três fases para salvar o Mar de Aral. As RAC, por sua vez, criaram três organizações regionais – o Concelho Interestadual, o Fundo Internacional para o Mar de Aral e a Comissão Executiva – para implementarem o programa. Foi encarada, e em parte implementada, uma maior utilização das águas de drenagem e residuais, assim como a introdução de colheitas mais tolerantes ao sal. Cerca de 6 km cúbicos/ano de águas de drenagens agrícolas e de águas residuais são diretamente reutilizadas para irrigação, enquanto 37 km cúbicos/ano regressam às depressões naturais ou rios, onde são misturadas com água fresca e podem ser reutilizadas para irrigação ou outros fins. O melhor que se espera é conseguir-se alguma estabilidade do lago e a sobrevivência dos dois deltas fluviais. A salvação dos deltas podia levar a uma nova atividade pesqueira comercial. Líderes governamentais afirmaram que a quantidade de terra para algodão será reduzida e que grandes quantidades de água serão bombadas para o Mar de Aral até 2005.

Funcionários da agricultura, contudo, dizem que é impossível demolir o sistema de canais. Muitos agricultores dependem dos rendimentos da cultura do algodão. O governo indicou também que as necessidades dos agricultores de algodão estão em primeiro lugar. A exportação de algodão é uma fonte importante de rendimento. As RAC não querem extirpar a monocultura do algodão e arriscar perder as suas recompensas econômicas. E assim, a maioria dos cientistas acredita que o Mar de Aral nunca irá ser como foi. O futuro do Mar de Aral é, portanto, incerto. A única coisa certa é que o lago é agora uma catástrofe ambiental à medida que o nível de água declina e o ecossistema se degrada, provocando um ambiente de deterioração e condições de vida e de saúde precárias para os povos que vivem nas margens do lago.

É agora impossível prever, com algum rigor, o futuro para o Aral, mas se não se encontrarem soluções apropriadas o nível da água continuará a declinar. Seja qual for o futuro, esta situação de certeza que abriu os olhos aos governos do mundo. É um forte aviso à comunidade internacional e ilustra a rapidez – em menos de 20 anos – como uma tragédia humanitária e ambiental pode ameaçar toda uma região e a sua população. A destruição do Mar de Aral é um exemplo clássico de desenvolvimento não-sustentado.

Fonte: http://resistir.info/asia/mar_de_aral.html
http://vamossalvarnossoplaneta.blogspot.com/2008/07/morte-do-mar-de-aral-uma-tragdia.html


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infelizmente, by Charles