sexta-feira, 23 de outubro de 2009

O Processo de Mumificação



Por: Claudia Zelini Diello
A mumificação era um processo muito utilizado no Antigo Egito, consistindo no preparo do cadáver para o sepultamento. Esse método mantém seus fundamentos de acordo com a ideologia da religião egípcia, que afirma que a alma necessita de um corpo mesmo quando a vida chega ao fim.



No além-túmulo, ba (o espírito) precisaria do corpo para habitar. Por isso, o corpo teria que ser conservado como um santuário. Esta preservação do corpo era feita através da mumificação.

Inicialmente, o corpo era colocado em uma tenda chamada “ibu” (lugar de purificação), onde era lavado com vinhos de palmeira e enxaguado com a água do Nilo. Logo abaixo da costela, ao lado esquerdo do corpo, era feito uma incisão para evisceração.

Os intestinos, rins, estômago, fígado e pulmões eram extraídos. Segundo a tradição, o coração era o órgão responsável pelos pensamentos e emoções alem de regulador das funções do corpo. Por esta razão, não era retirado.



A cavidade era temporariamente preenchida com soluções aromáticas e então recoberto com natro (uma mistura de carbonato, bicarbonato, sulfato e cloreto de sódio) que desidratava os tecidos e mantinha-os conservados.

Após quarenta dias, os enchimentos temporários e o excesso de natro eram retirados e o corpo era novamente lavado. Substituía-se o material de preenchimento por outro à base de areia e barro. Novamente eram aplicados os óleos aromáticos. Tratava-se a superfície corporal com resina e introduzia-se ouro sob as unhas do cadáver.

Em seguida vinha o processo de enfaixamento e inclusão de jóias e amuletos. Este procedimento era acompanhado por sacerdotes e as atividades de cerimônia duravam os próximos 30 dias.

Após a múmia estar finalizada, era colocada dentro de um sarcófago, que seria levado à pirâmide para ser protegido e conservado. O processo era tão eficiente que, muitas múmias, ficaram bem preservadas até os dias de hoje.

Elas servem como importantes fontes de estudos para egiptólogos. Com o avanço dos testes químicos, hoje é possível identificar a causa da morte de faraós, doenças contraídas e, em muitos casos, até o que eles comiam.

Graças ao processo de mumificação, os egípcios avançaram muito em algumas áreas científicas. Ao abrir os corpos, aprenderam muito sobre a anatomia humana. Em busca de substâncias para conservar os corpos, descobriram a ação de vários elementos químicos.







Curiosidades:
As funções do cérebro eram desconhecidas. Por isso, davam pouca importância a ele. Sua remoção era feita através da inserção de um instrumento em forma de gancho através do nariz. O instrumento macerava o material do cérebro que era rapidamente liquefeito e drenado para fora do crânio. Curiosamente, esta forma de atingir à base do cérebro e suas estruturas ainda é utilizado na neurocirurgia contemporânea.


Para transformar um corpo em múmia era muito caro naquela época. Portanto, apenas os faraós e sacerdotes eram mumificados.


Alguns animais como, por exemplo, cães e gatos também foram mumificados no Egito Antigo.

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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Análise do Filme Lutero


Por: Claudia Zelini Diello
Martin Lutero desejava se tornar padre, desde sua infância, em 1507 chegou a Enfurt, na Alemanha para trabalhar como professor de Teologia na Universidade de Wittemberg, fundada pelo Príncipe Frederico III. Em sua primeira missa, Lutero já apresentava visível desequilíbrio emocional, provenientes de duvidas referentes sobre a postura “capitalista” da Igreja Católica, Lutero acreditava na existência de um caminho "gratuito" ao amor de Cristo e da salvação.

Lutero não conseguia compreender alguns dogmas da Igreja para com seus súditos, como a "oferta" de indulgências aos fiéis, em torça da salvação de suas almas do purgatório, Lutero fora para Roma conhecer de perto o centro do Catolicismo. Martin Lutero voltou de Roma, logo depois de presenciar o "comércio de indulgências" oferecido pela Igreja Católica, aos fiéis decepciona
do com a postura da Igreja, Lutero sentia-se atormentado pelo Diabo, e, em várias oportunidades acreditava que poderia conversar com este.

Lutero refletiu muito quando voltara de Roma, onde pode visualizar com seus próprios olhos cenas polêmicas referentes às atuações dos "representantes de Deus", este identificou, por exemplo, a existência de prostíbulos "específicos" para monges, centenas de pessoas entregando o pouco que possuíam para seu sustento em nome da "salvação" pregada pelos lideres católicos.

Os inquisidores chegando a Wittenberg, para trazer aos fiéis uma "esperança divina", visto que o julgamento de Deus estaria próximo estes traziam
o discurso aos fiéis da região com direito a imagens do purgatório para que os "verdadeiros tementes a Deus" pudessem conhecer o seu poder, recomendando assim, a compra da "passagem" ou livramento do purgatório.

Alguns moradores da região "adquiriram" seu livramento após serem convencidos pela Igreja. Essas pessoas se encontraram com Lutero, que por sua vez, se mostrava contra as indulgências, mencionando que tudo não passava de papéis com dizeres de meros homens.

Martin Lutero alegava ainda, que somente o amor de Cristo era capaz de providenciar paz de espírito, o alcance deste amor era oferecido por meio da Bíblia, gratuitamente. A Igreja Católica centralizava seu poder sobre os fieis privando-os de possuírem um exemplar da bíblia, sob alegação que jamais poderiam entendê-la, devido a sua complexidade. Diziam ainda que
o papel de ensinar as orientações de Deus era uma responsabilidade exclusiva da Igreja

Logo após a conclusão das 95 teses, Lutero pregou-as na porta da Cat
edral de Wittemberg. Fiéis da região passaram a ler o que havia nos papéis. Em seguida, os escritos foram publicados em grande escala, atingindo assim, um maior número de pessoas, inclusive o Papa obteve acesso essas teses estavam compostas por certos conceitos
Teses aceitáveis ao Catolicismo

Teses demagógicas
Teses que supõem o conceito luterano de justificação
Teses que procuram reconhecer o magistério do Papa

Teses que denotam termos sarcásticos

Assim que a Igreja tomara conhecimento dos pensamentos de Lutero com respeito às "verdades" do catolicismo, o Papa Leão X designou um de seus cardeais para conversar pessoalmente sobre o assunto. Lutero respeitou tal solicitação e conversou com um representante oficial do Papado. Nesta ocasião, muitos achavam que Martin revogaria suas afirmações em respeito à Santa Igreja. Alguns de seus companheiros mais achegados o aconselharam a não desafiar Leão X, com receio à ser condenado como um herege frente a "Santa Igreja". O próprio Cardeal jamais esperava ouvir a reafirmação de Lutero sobre tudo o que já havia escutado por meio de outras pessoas e, sobretudo, pro meio de suas teses. A partir deste momento, Lutero deixou de ser considerado católico, definitivamente.

Martin Lutero não ficou livre do julgamento pela elaboração das 95 teses. Leão X queria um "julgamento" em Roma. O Príncipe Frederico não concordou com as intenções da Igreja e conseguiu um acordo com seu sucessor, Carlos V para que este ocorresse em Wittemberg. O Imperador disse ainda seria montado um esquema de segurança para Lutero, com intuito de acompanhá-lo até os limites da região. Esta segunda parte do acordo não foi realizada por Carlos V. Foi neste momento que Frederico demonstrou seu verdadeiro apreço por Lutero, providenciando alguns de seus homens para o "capturarem" antes da Igreja. Lutero ficou escondido em nos arredores da Universidade, foi também neste momento que Lutero tomou a decisão de traduzir a Bíblia para a língua alemã.

Enquanto estava escondido, Lutero ganhou tempo para traduzir a Palavra de Deus para língua alemã. Desta forma, ele esperava poder oferecer o acesso da bíblia a muitas outras pessoas, o primeiro exemplar foi dedicado ao Príncipe Frederico.

Matin Lutero provocou a reforma religiosa, muitos acompanharam suas idéias e deixaram para trás as doutrinas "sugeridas" pela Igreja Católica. Houve grandes confrontos entre protestantes e católicos, inúmeras pessoas morreram. A Catedral de Wittemberg não escapou da devassa dos revoltosos. Lutero pôde presenciar os estragos após a "guerra santa" em Wittemberg desencadeada e liderada por seu amigo professor da Universidade. Martin jamais admitira que o ocorrido fora em conseqüência do que ele pregava. Pois suas ideologias estavam, segundo ele, embasadas no verdadeiro amor de Cristo não em desrespeito, violência e revolta.

Logo após o conflito, algumas Freiras fugiram duma cidade distante com destino a Enfurt. Uma delas era Katharine Von Bora, uma freira que havia lido todo material de Lutero e queria muito o conhecer pessoalmente. Katharine foi além, casou-se com Martin e teve filhos. Tal fato, desafiando mais uma vez os líderes católicos. A "cúpula" que compunha o reinado de Carlos V deu total apoio negando-se a condenar Lutero com o herege, foi uma verdadeira vitória para aqueles que apoiavam as idéias luteranas.

Lutero morreu em 1546, aos 63 anos. Após seu casamento, ele ainda pregou seus entendimentos por mais dezesseis anos. Muitos dos que vieram a conhecer seus escritos ficaram de seu lado, dando continuidade ao processo de expansão. Os efeitos do protesto de Lutero mudaram a história do mundo dando inicio a liberdade religiosa.

Aspectos de relevância:
A tradução da Bíblia para o alemão foi uma das mais importantes contribuições de Martinho Lutero para a história. Ao tornar acessível ao povo à leitura das sagradas escrituras, Lutero quebrou o monopólio da compreensão e interpretação do documento máximo da cristandade.

O luteranismo deu origem a um movimento reformista que foi ampliado pelo surgimento de outras igrejas cristãs protestantes.

A reação da Igreja Católica ao movimento protestante foi a chamada Contra-Reforma ou Reforma Católica. Algumas dessas práticas apenas acentuaram a dificuldade dos católicos em sua relação com um mundo mais amplo e diverso como aquele da modernidade européia.

Ficha Técnica
Lutero (Luther)
País/Ano de produção: Alemanha/EUA, 2003
Duração/Gênero: 112 min., Drama
Direção de Eric Till
Roteiro de Bart Gavigan e Camille Thomasson
Elenco: Joseph Fiennes, Alfred Molina, Bruno Ganz, Peter Ustinov, Jonathan Firth, Claire Cox, Uwe Ochsenknecht, Benjamin Sadler, Mathieu Carriére.


posted by Charles

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Acontecimentos do Mês de Outubro ao Longo dos Tempos


1 de Outubro
- de 366. Eleição de São Dâmaso I, papa até 11 de Dezembro de 384. Nasceu em Idanha, no actual território de Portugal, por volta do ano 304, sendo o 37.º pontífice romano. Era irmão de Santa Irene.
- de 1642. Subida ao trono do rei visigodo Chindasvinto.
- de 1541. Nasce o pintor Domenicos Theotocopuli (1541-1614), em Creta, no Império Otomano. Trabalhando em Toledo, Espanha, ficará conhecido na história da pintura por El Greco.
- de 1801. O Tratado de Amiens é assinado pondo fim ao conflito começado na Primavera de 1792 com as sucessivas declarações de guerra da França revolucionária às potências europeias.
- de 1908. O Ford T, primeiro modelo automóvel produzido em grande número para o público em geral, começou a ser vendido nos Estados Unidos da América.
- de 1938. Após a assinatura do acordo de Munique, as tropas alemãs ocuparam a região dos Sudetas, na Checoslováquia.
- de 1946. Doze dirigentes nazis foram condenados à morte pelo Tribunal Internacional para os Crimes de Guerra de Nuremberga
- de 1949. A República Popular da China é proclamada, tendo Mao-Tse-Tung como seu primeiro presidente.
- de 1962. A Amnistia Internacional é fundada em Londres, por Sean Mac Bride e Peter Bernson.

2 de Outubro
- de 1869. Mohandas (Mahatma) Gandhi (1869-1948) nasce em Porbandar, na Índia.
- de 1935. A Itália fascista de Mussolini invade a Abissínia.

3 de Outubro
- de 382. Os Visigodos, aliados do imperador romano Teodósio I, instalam-se na Trácia, atualmente parte da Grécia.
- de 1929. O Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos, criado após a Primeira Guerra Mundial, passa a chamar-se oficialmente Jugoslávia.
- de 1932. O Iraque torna-se independente da Grã-Bretanha e adere à ONU.
- de 1990. A Alemanha Ocidental e Oriental dão origem a uma Alemanha reunificada, tendo Berlim como capital.

4 de Outubro
- de 1182. Nascimento de São Francisco de Assis (1181-1226), em Assis, Itália. O seu nome de baptismo foi Giovanni Francesco Bernardone.
- de 1582. O Papa Gregório XIII decreta a reforma do calendário, que ficará conhecida por Gregoriana. O dia seguinte seria o dia 15 de Outubro de 1582. A Inglaterra, os seus domínios, e as suas colónias, só adoptaram a reforma, abandonando o calendário Juliano, em 1752, a Rússia só em 1917.
- Morre em Alba de Tormes Teresa de Jesus. A futura Santa Teresa de Ávila tinha realizado a sua reforma radical da Ordem do Carmelo.
- de 1830. A Bélgica tornou-se independente da Holanda, de que fazia parte desde 1815.
- de 1957. Lançamento do primeiro satélite artificial terrestre - o Sputnik-1 - lançado pela União Soviética. Com um peso de 90 quilos, enviará um sinal rádio durante 21 dias.
- de 1970. A cantora rock americana Janis Joplin foi encontrada morta, devido a uma dose excessiva de drogas.

5 de Outubro
- de 1143. Na Conferência de Zamora, Afonso VII de Castela assina um tratado de paz com D. Afonso Henriques, na presença de um representante do Papa, sendo reconhecida a independência de Portugal.
- de 1908. A Bulgária proclamou a independência, separando-se do Império Otomano.
- de 1910. A República é proclamada em Portugal, cerca das 10 horas da manhã, nos Paços do Concelho de Lisboa.
- de 1911. Forças monárquicas comandadas por Paiva Couceiro realizam a primeira de várias incursões no norte do país.
- de 1919. António José de Almeida ocupa o lugar de Presidente da República, em substituição do almirante Canto e Castro.

6 de Outubro
- de 1101. São Bruno (c.1030-1101), fundador da Ordem da Cartuxa, morre em La Torre, perto de Catanzaro, na Calábria, sul de Itália. Erigiu uma capela no vale de Chartreuse, na Sabóia em 1084 que deu origem ao mosteiro de La Grande Chartreuse.
- de 1908. A Áustria-Húngria anexa a Bósnia-Herzegovina.
- de 1927. Estreia do primeiro filme comercial sonoro - The Jazz Singer.
- de 1973. Início da Guerra do Yom-Kippur, iniciada pelo Egipto e a Síria contra posições israelitas no canal do Suez e nos montes Golan.
- de 1978. A França concede asilo político ao dirigente religiosos iraniano Ayatollah Khomeini, expulso do Irão devido à sua oposição ao Xá .
- de 1981. O presidente egípcio Anwar el-Sadat (1918-1981) é assassinado durante um desfile militar, por muçulmanos fundamentalistas.
- de 1992. A SIC começa a emitir oficialmente, enquanto 3.º canal de televisão. É o começo da televisão privada em Portugal.

7 de Outubro
- de 1940. Tropas alemãs entram na Roménia, para proteger os campos petrolíferos do país de uma possível invasão soviética.
- de 1949. Fundação da República Democrática Alemã, na zona ocupada pelo exército soviético na Alemanha.
- de 1985. Terroristas palestinianos tomam o comando do navio de cruzeiro italiano Achille Lauro que transportava 440 passageiros a bordo, matando um turista americano.

8 de Outubro
- de 1846. Com a prisão do Duque da Terceira, lugar-tenente da Rainha D. Maria II nas províncias do Norte, por José Passos e forças revoltadas de infantaria 6, tem início a Guerra Civil da Patuleia.
- de 1871. Deflagração do grande incêndio de Chicago, que provocou a morte de 300 pessoas e deixou 90.000 sem casa.
- de 1912. Começa da Guerra dos Balcãs que pôs em confronto a Bulgária, a Grécia e a Bulgária, contra a Turquia .
- de 1992. Morte de Willy Brandt (1913-1992), chanceler alemão e Prémio Nobel da Paz em 1971.

9 de Outubro
- de 1874. A União Postal Internacional foi criada em Genebra.
- de 1940. Nascimento de John Lennon (1940-1980), compositor e músico inglês, um dos fundadores dos Beatles, em Liverpool, na Inglaterra.
- de 1962. O Uganda tornou-se independente da Grã-Bretanha.
- de 1967. Che Guevara (1928-1967), guerrilheiro de origem argentina, antigo dirigente cubano, é preso e morto na Bolívia.
- de 1978. Jacques Brel (1929-1978), cantor, compositor e poeta belga, morre em Paris.

10 de Outubro
- de 1801. O primeiro ministro de Espanha, Godoy é nomeado «Generalíssimo dos exércitos de mar e terra», por Carlos IV.
- de 1813. Nascimento do compositor de ópera italiano Giuseppe Verdi (1813-1901), em Le Roncole. As suas óperas mais famosas são: Rigoletto, La Traviata e Aida.
- de 1886. O Smoking é usado pela primeira vez, no Tuxedo Park Country Club, de Nova Iorque.
- de 1954. Ho Chi Minh entrou em Hanoi depois do abandono da cidade pelo exército francês.

11 de Outubro
- de 1889. Os Boers, colonos de origem holandesa na África do Sul, revoltam-se contra a Grã-Bretanha.
- de 1896. É fundado o «Diário de Notícias» do Funchal.
- de 1962. Abertura do Concílio Vaticano II, na Basílica de São Pedro, pelo Papa João XXIII.
- de 1963. Morre a cantora francesa Edith Piaf (1915-1963), nome artístico de Edith Giovanna Cassion.
- de 1968. Lançamento da Apolo 7, nave espacial tripulada americana que orbitou pela primeira vez a Lua.
- de 1976. Os membros do chamado «Gang dos Quatro», em que se incluía a viúva de Mao-Tse-Tung Chiang-Ching, foram presos na China, e acusados de vários crimes contra o estado.

12 de Outubro
- de 1492. Na sua primeira viagem, Cristóvão Colombo aportou a uma das ilhas das Bahamas, descobrindo um novo continente, pensando que tinha chegado perto da Índia.
- de 1822. D. Pedro é aclamado imperador do Brasil, enquanto D. Pedro I.
- Morte do escultor italiano Antonio Canova (1757-1822).
- de 1888. Nascimento do pintor português Abel Manta (1888-1982), em Gouveia.
- de 1890. Nascimento do compositor português Luís de Freitas Branco (1890-1955), em Lisboa.
- de 1971. Uma faustosa celebração em Persépolis, no Irão governado pelo Xá Reza Palahvi, comemora os 2.500 anos do Império Persa.

13 de Outubro
- de 54 a.C. . O imperador romano Cláudio (10 a.C-54 d.C.), morre envenenado pela sua mulher Agripina, mãe do futuro imperador Nero.
- de 1195. Morte Gualdim Pais (1118-1195), mestre da Ordem dos Templários em Portugal, e companheiro de Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal .
- de 1666. D. Francisco Manuel de Melo (1608-1666), escritor e militar português, morre em Lisboa.
- de 1781. O imperador José II da Alemanha, Habsburgo, concede a liberdade de exercício a todos os cultos cristãos.
- de 1792. Começo da construção da Casa Branca, em Washington.
- de 1884. O meridiano de Greenwich tornou-se a hora universal.
A Itália declara a guerra à Alemanha, no seguimento da queda de Mussolini.
- de 1961. Amílcar Cabral dirige uma carta aberta ao governo português reclamando a independência da Guiné e do arquipélago de Cabo Verde.

14 de Outubro
- de 1066. Início da invasão da Grã-Bretanha pelos normandos, com a vitória de Guilherme da Normandia sobre o rei Harold II em Hastings.
- de 1882. Nascimento de Eamon de Valera, futuro Pai da Irlanda independente.
- de 1933. A Alemanha abandona a Sociedade das Nações.
- de 1947. A barreira do som é ultrapassada por um avião da Força Aérea dos E.U.A., ao atingir a velocidade de 1.078 km por hora .

15 de Outubro
- de 912. Abd al-Rahman III é consagrado como Califa em Córdova.
- de 982. Os nobres galegos proclamam rei Bermudo III.
- de 1385. Batalha de Valverde entre os exércitos português e castelhano.
- de 1815. Napoleão Bonaparte chega à Ilha de Santa Helena, começando o seu exílio após a derrota na Batalha de Waterloo.
- de 1844. Nascimento do filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900), em Rocken, na Saxónia.
- de 1917. Mata Hari (1876-1917) foi executada em Vincennes, condenada por espionagem em favor da Alemanha.
- de 1921. É publicado o primeiro número da revista Seara Nova.
- de 1951. É publicado o livro de Eva Duarte Péron, La razón de mi vida.

16 de Outubro
- de 1311. A Ordem dos cavaleiros Templários é extinta. Em Portugal, será transformada, por ordem de D. Dinis, na Ordem de Cristo, continuando a ser governada pelo mesmo Mestre.
- de 1769. Sebastião José de Carvalho e Melo, conde de Oeiras, é feito marquês de Pombal.
- de 1793. A rainha de França Maria Antonieta (1755-1793) foi guilhotinada, na continuação da política de Terror, imposta pelos jacobinos.
- de 1796. O general Napoleão Bonaparte cria a República Cispadana no Norte de Itália.
- de 1853. Começo da Guerra da Crimeia pondo em confronto o Império Otomano, a que se aliaram a Grã-Bretanha, a França e o Reino da Sardenha-Piemonte, e a Rússia.
- de 1854. Nascimento do poeta e dramaturgo irlandês Oscar Wilde (1854-1900).
- de 1886. Nasce Ben-Gurion (1886-1973), na Polónia, dominada pela Rússia. Foi um dos principais responsáveis pela criação do Estado de Israel.
- de 1978. O cardeal Karol Wojtyla foi eleito Papa, adoptando o nome de João Paulo II. Há 456 anos que não havia um papa que não fosse italiano.
- de 1981. Morre o general israelita Moshe Dayan (1915-1981), herói da Guerra dos Seis Dias.

17 de Outubro
- de 1849. Morte de Frederic Chopin (1810-1849), pianista e compositor polaco, em Paris.
- de 1941. Perante o rápido avanço das forças militares alemãs, o governo soviético abandona Moscovo, mas José Estaline mantém-se na capital..

18 de Outubro
- de 1685. O Édito de Nantes foi revogado por Luís XIV, rei de França. O fim da liberdade religiosa concedida em 1598 por Henrique IV, fundador da dinastia Bourbon em França, obriga os protestantes a abandonar o país.
- de 1931. Morte de Thomas Alva Edison (1847-1931), criador do fonógrafo e da lâmpada eléctrica incandescente.
- de 1941. Morre Manuel Teixeira Gomes (1860-1941), presidente da República de 5 de Outubro de 1923 a 11 de Dezembro de 1925.
- de 1945. Tem início o julgamento de Nuremberga, em que são pronunciados 24 antigos dirigentes nazis. O julgamento durou 10 meses.

19 de Outubro
- de 1512. Martinho Lutero doutora-se em Teologia..
- de 1842. É inaugurado em Donaustauf, nas margens do Danúbio, perto de Regensburg na Baviera, a Walhalla, monumento aos heróis germânicos.
- de 1889. Morte do rei D. Luís (1838-1889) na Cidadela de Cascais, após 28 anos de reinado. O seu filho D. Carlos subiu ao trono.
- de 1913. Nascimento de Vinícius de Morais (1913-1980), poeta brasileiro, conhecido pela canção A Garota de Ipanema, com música de António Carlos Jobim.
- de 1921. Movimento revolucionário radical - A Noite Sangrenta - contra o governo de António Granjo, que acaba por assassinar o presidente do governo assim como Machado Santos, Carlos da Maia e outros dirigentes históricos republicanos.
- de 1926. Leão Trotski é expulso do Politburo da URSS..

20 de Outubro
- de 1570. Morreu o historiador João de Barros (1496-1570), autor das «Décadas da Ásia».
- de 1822. Reuniam em Verona de um Congresso internacional que decidiu a intervenção de forças militares da Santa Aliança, nos países italianos e em Espanha que tinham tido em 1820 revoluções liberais. Portugal por força da sua aliança com a Inglaterra foi poupado à intervenção estrangeira.
- de 1935. Termina a Longa Marcha, de mais de 9.000 quilómetros, realizada pelo Exército do Partido Comunista Chinês, dirigido por Mao-Tse-Tung, em fuga do exército de Chiang Kai-shek.

21 de Outubro
- de 1147. Lisboa cercada por D. Afonso Henriques e uma força de cruzados rende-se.
- de 1805. Batalha de Trafalgar. A frota britânica, comandada pelo almirante Nelson, derrota a frota conjunta franco-espanhola, comandada pelo almirante francês Villeneuve.
- de 1821. Nascimento em Moscovo do escritor russo Fiodor Dostoievsky (1821-1881).
- de 1833. Nascimento do engenheiro e industrial sueco Alfred Nobel (1833-1896) inventor da dinamite e criador dos prémios Nobel.
- de 1917. Vasco Santana inicia a sua carreira artística.

22 de Outubro
- de 1383. Morte do rei D. Fernando (1345-1383), nono rei de Portugal. A sua morte dará origem a uma crise política resolvida com a subida ao trono de D. João, Mestre de Aviz, filho natural do rei D. Pedro.
- de 1811. Nascimento do compositor húngaro Ferenc Liszt (1811-1886), em Raiding, na Húngria. Será conhecido pela tradução alemã do seu nome - Franz Liszt.
- de 1862. Um golpe de estado militar derruba o rei Otão I da Grécia.

23 de Outubro
- de 1942. Começo da Batalha de El Alamein, na fronteira egipcia entre as forças britânicas de Montgomery e as italo-alemãs de Rommel.
- de 1949. Visita oficial de Francisco Franco a Portugal.
- de 1954. Os Aliados, Estados Unidos, União Soviética, Grã-Bretanha e França, concordam em acabar com a ocupação da Alemanha.
- de 1906. Primeiro vôo de Santos Dumont, no aeroplano 14bis.
- de 1956. Começo da revolta da população húngara contra o domínio comunista, apoiado pela União Soviética.

24 de Outubro
- de 1458. Alcácer Ceguer, no Norte de África, é conquistada por D. Afonso V.
- de 1601. O astrónomo dinamarquês Tycho Brahe (1546-1601) morre em Praga, ao serviço do imperador Rudolfo II.
- de 1836. Nascimento do escritor português Ramalho Ortigão (1836-1915), conhecido pelas Farpas que começou a escrever com Eça de Queirós e de A Holanda.
- de 1881. Nasce em Málaga, Espanha, Pablo Ruiz Picasso (1881-1973).
- de 1922. O Parlamento Irlandês vota uma resolução decidindo adoptar uma Constituição para um futuro Estado Livre Irlandês, que virá a ser criado em Dezembro.
- de 1929. «Crash» da Bolsa de Nova Iorque, que ficará conhecido pelo nome de «Quinta-feira Negra», devido à venda de 13 milhões de acções.
- de 1931. Al Capone, o famoso gangster italo-americano de Chicago, é condenado a cumprir uma pena de prisão por fraude fiscal.
- de 1945. A Organização das Nações Unidas (ONU) foi fundada.

25 de Outubro
- de 732. As forças francas de Carlos Mardel vencem as forças muçulmanas em Poitiers, impedindo assim o seu avanço para o interior da Europa.
- de 1147. Entrada de D. Afonso Henriques em Lisboa, após a rendição acontecida em 21 de Outubro.
- de 1495. Morte de D. João II (1455-1495), rei de Portugal.
- de 1854. Batalha de Balaclava, durante a Guerra da Crimeia, que opunha a Grã-Bretanha, a França e a Turquia à Rússia. Durante a batalha dá-se a célebre «Carga da Brigada Ligeira» da cavalaria britânica, imortalizada pelo poeta Alfred Lord Tennyson.
- de 1881. Nascimento de Pablo Picasso (1881-1973), em Málaga, Espanha.
- de 1936. Assinatura do tratado que deu origem ao Eixo Roma-Berlim.
- de 1941. Começo da ofensiva alemã contra Moscovo, durante a Operação Barbarrossa, na Segunda Guerra Mundial.
- de 1951. Morreu a última rainha de Portugal, D. Amélia de Orleans e Bragança (1865-1951), mulher do rei D. Carlos, em França.
- Winston Churchill, com 77 anos de idade, regressou ao poder, ao conseguir que o Partido Conservador, que dirigia, vencesse as eleições na Grã-Bretanha.
- de 1955. A Áustria reassume a sua soberania com a retirada das últimas tropas aliadas do seu território.

26 de Outubro
- de 1841. Em Barcelona é destruída a odiada Cidadela, símbolo do absolutismo e centralismo castelhano.
- de 1969. Realizam-se as primeiras eleições após a substituição de Salazar por Marcelo Caetano, no cargo de Presidente do Conselho. São eleitos deputados Pinto Leite, Sá Carneiro, Pinto Balsemão, Magalhães Mota e Miller Guerra que formarão a chamada «Ala Liberal» da Assembleia Nacional. A oposição contesta em bloco os resultados eleitorais.
- de 1980. Morreu Marcelo Caetano (1906-1980), último Presidente do Conselho do regime ditatorial, instaurado com a Constituição de 1933. Professor de direito e historiador, tinha sido escolhido, em 1968, para substituir Salazar na chefia do governo, sendo deposto pelo movimento militar de 25 de Abril de 1974.

27 de Outubro
- de 1561. Durante a sua louca expedição ao Amazonas, Lope de Aguirre mata a filha para evitar que caia em poder dos seus inimigos.
- de 1728. Nascimento do explorador britânico James Cook (1728-1779), em Marton-in-Cleveland, Yorkshire.
- de 1782. Nascimento de Niccoló Paganini (1782-1840), violinista e compositor italiano, em Génova, Itália.
- de 1807. A França, governada por Napoleão Bonaparte, e a Espanha de Carlos IV assinam o Tratado de Fontainebleau, que prepara a 1.ª Invasão Francesa de Portugal. Portugal é repartido em três áreas, sendo que Napoleão Bonaparte nunca teve intenção de pôr em prática o Tratado.
- de 1949. O professor Egas Moniz recebe o Prémio Nobel da Medicina.

28 de Outubro
- de 312. Constantino venceu as forças de Maxêncio na Ponte Milvio, colocando as letras “chi” (“C” em grego, que tinha forma de um X) e “rho” (“P” em grego), que vinham a ser as iniciais gregas de Cristo, símbolo de que tinha tido a visão alguns dias antes, antes da batalha de Saxa Rubia.
- de 1918. A República da Checoslováquia é fundada unificando três provincias do antigo império austro-húngaro - a Boémia, a Morávia e a Eslováquia.
- de 1919. A Proibição de vendas alcoólicas nos Estados Unidos tem início com a votação da Lei de Proibição Nacional.
- de 1922. Os fascistas italianos começam, em Nápoles, a sua «Marcha sobre Roma», que deu origem à instauração de um regime ditatorial dirigido por Benito Mussolini.
- de 1958. Eleição para Papa do cardeal Roncalli, Patriarca de Veneza, que adopta o nome de João XXIII.

29 de Outubro
- de 1772. O suicídio de um amigo inspira a Goethe o seu romance Werther.
- de 1807. Conspiração do Escorial do príncipe das Astúrias, o futuro Fernando VII, contra o pai, o rei Carlos IV e o primeiro ministro Manuel Godoy.
- de 1863. A Cruz Vermelha é fundada.
- de 1936. O primeiro grupo de prisioneiros políticos chega ao Campo de concentração do Tarrafal, constituída por 157 deportados, formado por dirigentes anarquistas, comunistas e sindicais.

30 de Outubro
- de 1911. Pu-Yi, imperador da China, com cinco anos de idade, jura a constituição chinesa, terminando o domínio da dinastia Manchu.
- de 1946. Apresentação de um sistema de televisão inteiramente digital pela RCA.
31 de Outubro
- de 1391. Nascimento do rei D. Duarte (1391-1438), décimo primeiro rei de Portugal.
- de 1451. Nascimento do descobridor da América, Cristóvão Colombo (1451-1506), em Génova, Itália.
- de 1902. Nascimento do escritor brasileiro Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), em Itabira, Minas Gerais.
- de 1922. Após a realização da Marcha sobre Roma, Mussolini foi convidado pelo rei de Itália a formar governo.
- de 1984. Morte de Indira Gandhi (1902-1984), primeira-ministra da Índia, assassinada por dois dos seus guarda-costas Sikhs.


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Joana D’Arc: A Santa da Guerra


Apesar da fé e da coragem em batalhas, a Igreja Católica foi implacável contra
Joana D’Arc.A história de sua vida, porém, venceu as fogueiras da Inquisição e atravessou os séculos.

Joana D’Arc era uma garota pobre e analfabeta de 17 anos quando decidiu salvar a França dos ingleses. Guiada pelas vozes de Santa Catarina, Santa Margarida e São Miguel, que ela dizia ouvir desde os 13, deixou a aldeia de Domrémy, na atual Lorena, com a meta de ver o príncipe herdeiro, Carlos VII, o delfim, coroado rei.

Era 1429 e a França via-se em um mau momento um século antes, fora dizimada por pestes, intempéries e fome. Desde 1337 o país se debatia contra os ingleses, na Guerra dos Cem Anos. A região vivia uma guerra civil entre a população local e o rico ducado da Borgonha, vizinho à Lorena, que se aliara aos ingleses.

Para Joana, e suas vozes, apenas uma França forte e soberana poderia derrotar os inimigos. E isso só aconteceria quando o delfim recebesse a coroa na Catedral de Notre-Dame, em Reims, como mandava a tradição. Destemida, presunçosa, Joana D’Arc, sem nenhum conhecimento militar, convenceu pela fé um pequeno grupo de soldados a acompanhá-lá.

Esta teve sua conferência com o príncipe, obteve o que parecia impossível, seu próprio exército, de cerca de 7 mil homens, e a autorização real para marchar até Orléans e livrá-la do cerco inglês. Montada num cavalo branco, a Donzela, como se denominou, inspirou os militares. Joana nunca usara uma armadura, jamais estudara táticas de guerra e nem sequer tinha visto um combate. No entanto, nada disso a intimidava. A prova é uma carta sua endereçada ao alto-comando inglês, pouco antes de invadir Orléans, na qual se afirmava chefe de guerra e emissária de Deus. “Rei da Inglaterra”, dizia ela no comunicado, “se não entregardes o que haveis tomado e violado na França, vos matarei a todos.”

Seu desempenho como soldado, porém, não se mostrou excepcional, na Batalha de Orléans, ela pisou numa bola de cravos, que machucou seus pés e, por pouco, não a deixou fora do cerco à cidade. Durante o combate, foi ferida no peito por uma flecha, mas resistiu.

Em Jargeau, Joana foi derrubada de uma escada por uma pedra e, se não fosse seu elmo, teria sofrido um ferimento sério. Apesar das trapalhadas, a presença de Joana D’Arc foi à inspiração que faltava aos soldados franceses quando chegaram à cidade, em 29 de abril de 1429. Carregando um estandarte branco com a figura de Deus ladeada por dois anjos, ela viu as tropas protagonizarem um ataque sangrento.

No dia 8 de maio, 4 mil dos cerca de 5 mil ingleses jaziam aniquilados. Encerrava-se assim a Batalha de Orléans, que alterou o cenário da guerra, até então marcada pela dominação britânica.

"O fato de ela ser mulher e ouvir vozes sagradas era algo fabuloso para as mentes da população do século 15", diz Ricardo Luiz Costa, professor de história medieval da Universidade Federal do Espírito Santo. A aura mística em torno de Joana aumentou ainda mais com novas vitórias nas vilas de Jargeau, Meung e Beauregency. As pessoas passaram a se amontoar para vê-la.

No dia 17 de julho de 1429, seu sonho se realizou: o delfim foi coroado. A missão poderia ter acabado ali, mas a garota tinha incorporado o papel de soldado. Sua nova ambição era expulsar os ingleses de Paris. Mas a total falta de preparo pesou, e Joana nunca mais conheceu a vitória.

Na Batalha de Compiègne, que iniciou sem a autorização real, a jovem, então com 19 anos, foi capturada. “Embora seu julgamento, que durou seis meses, fosse eclesiástico, Joana D’Arc terminou por ser condenada pelo governo inglês, que, ligando suas vitórias militares à bruxaria, pôde justificar suas perdas.

Eram derrotas consideradas mais humilhantes por serem para uma mulher", diz a professora inglesa Mary Gordon, autora do livro Joana D’Arc. “A guerreira foi acusada de herege, relapsa e idólatra e levada a morrer na fogueira.” No dia 30 de maio de 1431, Joana caminhou acorrentada até uma praça no centro de Rouen, onde prenderam-na a uma estaca. Uma vez dentro do fogo, ela gritou mais de seis vezes ‘Jesus!’, teria contado um dos carrascos. Seu corpo carbonizado, acabou exposto em praça pública à multidão. Os restos mortais foram queimados e as cinzas atiradas ao rio Sena para impedir o culto. Mas o mito de Joana só aumentou.


Fonte (Bibliografia):
Joana D’Arc, Mary Gordon, ed. Objetiva, 2001
El Legado Secreto de los Cátaros, Francesco Zambon, ed. Siruela, 1997

by Claudia

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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Disney na Segunda Guerra - Pato Donald Nazista

Você já parou para pensar como eram os desenhos na época que a segunda guerra estava acontecendo? Provavelmente não, mas a Disney fez alguns desenhos anti-nazistas que são bacanas até hoje em dia.

Pra começar esse desenho que o pato Donald é um nazista que mora na Nazilandia, é bem engraçado, ele critica de forma humorada o nazismo, é como se fosse um "Tempos Modernos" em animação.

O desenho é de 1943 e ganhou o oscar de melhor curta-metragem.


Pato Donald - Der Fuehrer's Face



A Disney também fez esse desenho que se chama Educação para a morte, ele é mais sério, e é muito interessante, ele é tão sombrio que é difícil acreditar que é um desenho da casa do Mickey.

Educação Para a Morte - A história de uma criança nazista

Fonte: http://www.turmadobolovo.com/2009/06/disney-na-segunda-guerra-pato-donald.html


Cidades Mesopotâmicas: História e Representação

O mundo urbano - espaço profano e sagrado.

A antiga Mesopotâmia foi fundamentalmente uma civilização urbana. As causas da origem dos grandes centros urbanos continuam em discussão, mas hoje podemos afirmar que o principal fator foi o desenvolvimento dos templos, que exerceram um papel religioso, mas também econômico e administrativo. Segundo os próprios mesopotâmicos, as cidades eram o lugar de moradia dos deuses e possuíam três funções principais: centro político, centro de comércio e centro religioso.

Os textos mesopotâmicos sublinham a origem divina das cidades, e ao mesmo tempo, relatam que suas realizações foram obras dos reis e seus suditos. Cada divindade do panteão possuía sua residência principal, sua cidade predileta.

(...) diferentes grupos populacionais existentes na Mesopotâmia estabeleceram relações entre si, eram pastores do deserto, pescadores dos pântanos e agricultores das planicies. Eles formaram um núcleo de contato com os povos de áreas montanhosas distantes, em busca de matérias-primas inexistentes no sul da região, tais como pedra, metal e madeira. Iniciou-se, assim, um processo de diferenciação social, onde um grupo conquistou o monopólio sobre a produção da riqueza daquela sociedade.

Muros da Cidade de Uruk


Em 3.500 a.C, surgem centros como Uruk, com uma instituição urbana fundamental - o templo, construído sob uma plataforma monumental, simbolizando visivelmente seu poder. E foi sob a responsabilidade destes templos que vários aspectos da sociedade surgiram: a escrita, o Estado, o sistema jurídico, a arte e a arquitetura, entre outros.

Por volta de 2.800 a.C, iniciaram-se disputas pela hegemonia política dos territórios vizinhos (...). O resultado dessas guerras transformou o desenvolvimento dessas cidades: as revoltas no interior do pais levaram a uma migração significativa do campo para a cidade, fazendo com que a maioria da população se tornasse urbana; maciças fotificações foram construídas para garantir a segurança destas cidades, definindo assim a diferença entre o espaço urbano e o rural e restringindo o acesso às cidades a determinados pontos.

As necessidades de guerra exigiam um maior desenvolvimento da autoridade política e militar, fazendo nascer a segunda principal instituição urbana - o palácio. As cidades mesopotâmicas passaram então, a contar com dois centros de poder: um político e militar o palácio, e outro econômico e religioso o templo, um espaço profano, outro sagrado.

O papel do templo e do palácio:

A única característica arquitetônica que pode ser imediatamente localizada nas cidades do sul mesopotâmico é o templo principal (templo em sumério é É.KUR, em acádio ekurru, cula tradução é a casa da montanha) que pode ou não estar acompanhado de um zigurate (é uma construção em forma de pirâmide escalonada em cujo topo era construído um templo). Os templos não eram sempre localizados no centro da cidade. Os zigurates de Isin e outros estão localizados junto a borda do sítio, enquanto que em Uruk estão simetricamente dispostos. Isto pode ser entendido como uma separação física entre o domínio do sagrado e do profano.

A segunda maior instituição urbana, o palácio (palácio em sumério é E.GAL, em acádio ekallum, cuja tradução literal é a casa grande, aquela que abriga o LUGAL, o homem grande, o rei), é de mais difícil localização, pois não se erigiu sobre uma platarforma como o templo. Também não há evidências de que todas as cidades tenham tido palácios,(...) as cidades não tinham reis, apenas governadores.(...)

Os palácios mesopotâmicos não eram apenas residênciais, cerimoniais ou centros administrativos, mas, sim um conjunto arquitetônico incluindo templos secundários, silos e oficinas de artesanato. As construções do sul mesopotâmicos que se enquadram na categoria "palácio real" são todas associadas a soberanos independentes.

(...)

Na maioria dos sítios arqueológicos mesopotâmicos, a localização dos templos e dos centros administrativos reflete um modelo de oposição, onde o paralismo conflitivo de funções das duas instituições mais importantes da cidade está claramente simbolizado.

Cidades - moradia dos deuses:

Nos períodos de Isin-Larsa e Paleobabilônico foram construídos zigurates na maior parte das cidades mesopotâmicas e, na época Neobabilônica eles foram restaurados ou reconstruídos.

Localização das cidades mesopotâmicas

Larsa e o modelo urbanístico: O sítio de Larsa é pouco elevado e recobre uma área total de 190ha.

Sabe-se que antes do III milênio a.C. Larsa já era ocupada por populações sumérias e que depois da queda do império de Ur uma dinastia amorrita se instalou e garantiu sua hegemonia política na região por mais de dois séculos, tendo alcançado seu apogeu durante a época chamada de Isin-Larsa, até a cidade ser conquistada por Hammu-rabi da Babilônia (organizador de uma coletânea de sentenças "legais e morais" gravadas em um diorito negro que ficou conhecido como "Código de Hammurabi". Ele é tido como um símbolo de justiça por defender os direitos de seus povo), num cerco que durou de 6 meses e envolveu um exército de 40.000 homens.

O sucessor de Hammu-rabi, Sansu-iluna, perdeu o controle da regiões do sul do país e, ao longo de 300 anos, Larsa não forneceu nenhuma documentação. (...) O último rei desta dinastia, Nabonida restaurou o zigurate (...). Depois da conquista da Babilônia por Ciro, rei persa, o santuário continuou existindo. Ainda no templo de Samas (o deus sol), foi encontrado um documento da época de Alexandre Magno. O material cerâmico permite constatar a sobrevivência da construção até fins do século II e início do século I a.C. Tal permanência, a uma data tão tardia,mostra a importância do templo de Samas, coração e ponto central da cidade de Larsa durante vários milênios.

A partir de fotografias aéreas, foi possível estabelecer um levantamento preciso da cidade:

- Um bairro administrativo e religioso, onde estavam situados o templo e E.babbar (a casa brilhante, o templo do deus sol), o palácio de Nûr-Adad e os conjuntos de grandes edifícios.

- Um bairro residencial, onde o povoamento era mais denso e onde havia inúmeras casas no centro, enquanto que, na periferia, encontramvam-se prédios de signicativas dimensões:

- Um bairro intermediário, abrigando, também, moradias e fornos os quais testemunhavam uma atividade importante.

- Larsa possuia um verdadeira estrutura urbana, com zonas distintas: um bairro administrativo e religioso, com templos e palácios; uma zona de grandes residências na periferia, tudo isso contrastando com o centro, denso e ocupado por pequenas casas; e mais ao sul, uma zona de atividade artesanal.Os habitantes viviam à sombra dos grandes santuários. Ruas estreitas delimitavam blocos compactos de habitações cujas fachadas apresentavam apenas portas estreitas.


Babilônia, capital do mundo: Babilônia (Bâb-ilim significa, literalmente "a porta de deus") foi o principal pólo religioso e cultural do sul mesopotâmico e a capital do maior império do mundo oriental anterior aos Persas. Ela foi construída à beira do Rio Eufrates, a cerca de 90km ao sul da atual Bagdá.

No final III milênio a.C. Babilônia era uma cidade modesta, submetida à IIIª dinastia Ur, mas quando as populações amorritas invadem o sul da Mesopotâmia no século XIX a.C a Iª dinastia da Babilônia domina a região e torna-se uma potência, sob o comando de Hammu-rabi. Mas a unidade política habilmente conquistada demonstrou-se frágil ao longo de dois séculos e, em 1595 a.C, a cidade foi tomada pelos hititas, povos do norte anatólico, atual Turquia, transformando-se, então, em uma cidade de menor importância no cenário político.

Sob o domínio assírio a cidade foi parcialmente destruída e depois reconstruída (...).

A cidade conheceu um novo momento de grandiosidade sob a dinastia neobabilônica, quando tornou-se, efetivamente, a capital do mundo oriental.

O mais famoso de todos os zigurates é o da Baiblônia, É.TEMEN.AN.KI (a casa da fundação do céu e da terra), e que é a inspiração para a Torre de Babel bíblica. A estrutura original foi construída por Hammu-rabi e restaurada por Nabuconossor II rei da dinastia caldéia.


Da Torre de Babel subsistem apenas suas fundações construídas sobre um plano quadrado de 92m de lado. O interior era de tijolos secos ao sol, enquanto as paredes externas eram de tijolos cozidos, com 15m de espessura. Ela teria atingido uma altura de no mínimo 55m o que necessaria cerca de 36 milhões de tijolos para sua construção. A torre teria sete andares, sendo que os quatro andares inferiores eram pintados de branco, preto, rosa e azul respectivamente. Cada andar simbolizaria, pela sua cor, os cinco grandes planetas que os babilônicos conheciam: Saturno, Júpiter, Marte, Vênus e Mercúrio, além dos dois satélites, o Sol e a Lua. A Torre de Babel serviria a duas funções principais: uma de caráter científico, para observação astronômica diária realizadas pelos escribas e registrada em tabletes de argila e outra, de cunho religioso, pois os mesopotâmicos acreditavam que os zigurates mais altos permitiam a descida dos deuses à terra a fim de aliviar os males e os sofrimentos dos homens.

Na concepção mesopotâmica, a cidade era o lugar onde residiam os deuses, e o santuário era edificado para abrigar a sua residência. Nos textos conhecidos como "lamentações" sobre as cidades destruídas, a existência das mesmas é objeto de longas discussões entre os deuses antes de decidirem o seu destino. Estas lamentações descrevem a destruição das cidades e, com isto ao desaparecimento dos cultos. Nelas o aniquilamento é atribuído a uma decisão tomada pelos deuses. Elas descrevem ainda a restauração das cidades, de seus templos e o retorno dos deuses.

Apoiadas em acontecimentos históricos reais, como guerras de conquista e destruição das cidades, estas composições literárias são significativas da estreita relação que havia entre a cidade e sua divindade principal e do papel do rei de mantenedor desta relação privilegiada, pois ele deveria cuidar do estado dos templos, devendo construir, retaurar e organizar as casas dos deuses, pois o templo era o coração da cidade e a razão de sua existência.

Fonte de pesquisa: Anos 90 - Revista do programa de pós-graduação em história. História Antiga e Arquelogia Dossiê Projeto Apollonia. Porto Alegre - nº 17/Julho 2003 - págs 61 a 73

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