quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Ao Jornal Atos e Fatos


Quero por meio deste blog, o qual gerencio em parceria com a minha amiga e olega Claudia, agradecer o apoio e o espaço cedido para a minha pesquisa que culminou no meu trabalho de Práticas de Graduação III, ao Jornal Atos e Fatos, da cidade de Três Passos, a Gerente de Marketing Lara Ederich, e a todo o pessoal da equipe do Jornal, que me trataram muito bem e me ajudaram para a realização deste trabalho.

Após o termino deste trabalho, posso afirmar que, em mim não resta mais nenhuma duvida de que o jornal é uma fonte de material e pesquisa histórica.

Após algumas leituras sobre o assunto (jornal como fonte de pesquisa histórica), eu já sabia da importância do jornal como fonte de pesquisa histórica, mas depois da pesquisa que realizei no Jornal Atos e Fatos de Três Passos, pude chegar à plena conclusão disso. O trabalho de pesquisa no jornal ajudou muito no entendimento do que se havia lido previamente, juntando o teórico com á pratica.

Concluo ainda, que eu não poderia ter realizado tal trabalho, sem o apoio da equipe do Jornal Atos e Fatos, e principalmente a Gerente de Marketing, Sr.ª Lara Ederich. Sem o apoio de algumas pessoas, certos trabalhos, dificilmente conseguem dar certo.

Muito obrigado a toda a equipe do Jornal Atos e Fatos!

by Charles

Vídeo promocional!

Vejam o vídeo que eu produzi com algumas montagens e produções minhas no photoshop!
espero que gostem!





Mais montagens:
meu albúm no orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Album?uid=7857180909856908780&aid=1224786717

perfil de montagens (algumas montagens): http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=178463642286397958

Como o rio Tietê ficou poluído?


por Gisela Blanco

O estrago no rio mais importante do estado de São Paulo, com 1 150 quilômetros de extensão, começou na década de 1920. "Com as obras para tornar as margens retas na capital para construir pistas, as pessoas pararam de frequentar o rio e ele foi virando um depósito de lixo", diz Malu Ribeiro, coordenadora da Rede das Águas da Fundação SOS Mata Atlântica. Desde então, esgoto, resíduos industriais e todo tipo de porcaria contribuíram para tornar o Tietê um dos mais nojentos do mundo. Hoje, o maior vilão é o esgoto doméstico: só 44% dos moradores da bacia do Alto Tietê têm esgoto tratado. Ainda bem que o rio é um morto vivo: depois de apodrecer, renasce à medida que se afasta da capital. :-F

OPERAÇÃO LIMPEZA
Esgoto tratado pode ajudar a despoluir o rio

Todo o esgoto doméstico, tratado ou não, em algum momento vai parar nos rios. Já que isso não dá para mudar, o projeto de despoluição do Tietê comandado pela Sabesp (empresa de saneamento do estado de São Paulo) quer ampliar a rede de tratamento de esgotos para a população que vive em torno do rio. Em 1990, apenas 24% do esgoto em São Paulo era tratado. Hoje, já são 68%. Nesse período, a extensão da faixa de rio completamente poluído diminuiu mais de 200 quilômetros

LAVANDO A ROUPA SUJA
Como o rio que nasce limpo fica imundo, morre e renasce

NASCENTE EM SALESÓPOLIS
Nesta cidade no interior paulista, a água brota limpa e transparente por entre pedras, dentro da reserva ambiental Parque Nascentes do Rio Tietê. Em plena serra do Mar, a nascente fica a 1 027 metros de altitude. Dá para encontrar peixes, plantas e vários animais vivendo no rio ou ao redor dele. Quem for mais corajoso pode até beber a água...

BIRITIBA MIRIM
Neste trecho já há vestígios de poluição, mas a maior parte dela ainda é orgânica. O maior estrago aqui é feito por agrotóxicos e fertilizantes jogados na água por fazendeiros da região. Eles literalmente fertilizam a água (principalmente quando contém fosfato) e fazem as plantas aquáticas proliferar e competir com os peixes e outros seres vivos por oxigênio

MOGI DAS CRUZES
Aqui a casa começa a cair: o rio começa a receber esgotos domésticos das cidades da região. Os dejetos chegam à água sem tratamento nenhum, fator que mais contribui para a poluição. Imagine a descarga dos 362 mil moradores de Mogi indo parar direto no rio. Resultado: neste pedaço, são despejadas cerca de 60 toneladas de esgoto por dia

GUARULHOS
Na Grande São Paulo, são 680 toneladas de esgoto (medidas em oxigênio necessário para consumir a poluição) diárias. A partir daqui, são 100 quilômetros de rio morto: com a sujeira, nenhum peixe ou planta sobrevive - sobram apenas bactérias anaeróbias. Neste trecho, o rio também fica paradão. Como sua largura e profundidade foram diminuídas, a vazão é de 114 mil litros por segundo, pouco para um rio desse porte

PIRAPORA DO BOM JESUS
Neste trecho, há espumas brancas que se formam quando restos de detergente são agitados pelas cachoeiras. Essas quedas auxiliam o rio a recuperar vida: ajudam a barrar naturalmente a poluição e a movimentar e oxigenar a água, em um processo natural chamado autodepuração. Além disso, novos afluentes jogam um balde de água fria, mas limpa, no Tietê

CONCHAS
Com mais oxigênio, voltam a surgir peixes, plantas, algas e micro-organismos. Antes de chegar aqui, o rio ainda recebe água de boa qualidade de afluentes como o rio Sorocaba e o rio Capivari, ganhando cara de rio "normal" novamente. Apesar da poluição remanescente, aqui já há barcos navegando e até quem arrisque nadar nele

BARRA BONITA
Quando chega por aqui, o Tietê já se recuperou do passado negro e virou um belo rio. A qualidade das águas ainda não é ideal, mas, com um bom tratamento, já serve até para abastecer algumas cidades. Mas nada é perfeito. Daqui até chegar à sua foz, no rio Paraná, na bacia do Baixo Tietê, em mais 600 quilômetros de curso, não há medição sistemática da poluição, apenas controles esporádicos

TIETERMÔMETRO
Saiba como o Índice de Qualidade de Águas (IQA) mede a sujeirada do rio

OXIGÊNIO DISSOLVIDO (OD)
Quanto menos oxigênio, mais poluído

DEMANDA BIOQUÍMICA DE OXIGÊNIO (consumo de oxigênio pela água)
Quanto mais alta, mais poluído

COLIFORMES TERMOTOLERANTES
(grupo de bactérias encontradas no cocô)
Quanto mais alto, mais poluído

NITROGÊNIO AMONIACAL (NH4)
Encontrado na urina, no esgoto doméstico e nos agrotóxicos. Quanto mais houver, mais poluição

FÓSFORO
Também encontrado no esgoto, nos saponáceos (detergente, sabão) e nos agrotóxicos. Quanto mais, mais poluído

TURBIDEZ
Tudo quanto é sujeira sólida, terra e sedimentos vindos de assoreamento. Quanto mais, mais poluído

RESÍDUO
Assim como a turbidez, são de sujeiras dissolvidas na água. Quanto mais, mais poluído

TEMPERATURA E PH
Isoladas, não têm influência direta na poluição


Disponivel em: <http://mundoestranho.abril.com.br/ambiente/como-rio-tiete-ficou-poluido-496437.shtml> Acesso em: 09 de Dez. 2009

posted by Charles

Onde a biodiversidade está mais ameaçada no planeta?

por Paulo Gama

Considerando a porcentagem de vegetação original destruída, a bacia do mar Mediterrâneo é a região mais agonizante do planeta: apenas 4,7% da área original segue intacta e 32 espécies de animais endêmicas (que só existem no próprio lugar) estão ameaçadas de extinção. Mas neste ranking ingrato há outras nove regiões com mais de 90% do território original destruído (veja o mapa ao lado). Elas fazem parte de uma lista de 34 regiões definidas por organizações ambientais como as mais importantes para a conservação da biodiversidade mundial. São os hotspots: locais que possuem ao menos 1 500 espécies de plantas endêmicas e já perderam 70% ou mais de suas áreas originais. Juntas, as 34 regiões ocupam menos de 3% da superfície do planeta, mas concentram 50% de todas as espécies vegetais e 42% de todos os vertebrados da Terra. "Você acaba com a força de evolução do planeta quando interrompe de maneira tão abrupta a existência dessas regiões riquíssimas", afirma a bióloga Monica Fonseca, da ONG Conservation International do Brasil. Duas dessas regiões estão no Brasil: a mata Atlântica, com 8% da cobertura original, e o cerrado, com 20%.


Os 10 pontos mais críticos

Nestas regiões pelo menos 90% da cobertura original já foi destruída

Caribe

Concentra diversos ecossistemas, como florestas tropicais e regiões semi-áridas

Extensão original - 229 549 km2

Extensão atual - 22 955 km2 (10% da cobertura original)

Espécies endêmicas ameaçadas - 209

Principal ameaça - Desmatamento para agricultura e inserção de espécies estrangeiras

Bacia do Mediterrâneo

Originalmente, apresentava uma flora quatro vezes maior do que a de todo o resto do continente europeu

Extensão original - 2 085 292 km2

Extensão atual - 98 009 km2 (4,7% da cobertura original)

Espécies endêmicas ameaçadas - 34

Principal ameaça - Ocupação humana

Mata AtlÂntica

A floresta tropical que cobre grande parte da costa brasileira atinge também o território de nossos vizinhos Uruguai, Paraguai e Argentina

Extensão original - 1 233 875 km2

Extensão atual - 99 944 km2 (8,1% da cobertura original)

Espécies endêmicas ameaçadas - 90

Principal ameaça - Ocupação humana

Chifre da África

Região árida, é o habitat da maioria das espécies de antílopes do mundo

Extensão original - 1 659 363 km2

Extensão atual - 82 968 km2 (5% da cobertura original)

Espécies endêmicas ameaçadas - 18

Principal ameaça - Desmatamento para pastagem e extração mineral

Montanhas do sudOeste chinês

Habitat original de uma das mais ricas faunas de clima temperado, a região tem altitudes que podem chegar a 7558 metros

Extensão original - 262 446 km2

Extensão atual - 20 996 km2 (8% da cobertura original)

Espécies endêmicas ameaçadas - 8

Principal ameaça - Caça, extração de madeira e queimadas para a criação de pastos

Florestas da costa leste africana

Concentra florestas secas e úmidas, que abrigam uma grande variedade de primatas

Extensão original - 291 250 km2

Extensão atual - 29 125 km2 (10% da cobertura original)

Espécies endêmicas ameaçadas - 12

Principal ameaça - Desmatamento para agricultura

Filipinas

As mais de 7 mil ilhas que compõem o arquipélago eram cobertas originalmente por extensas florestas tropicais

Extensão original - 297 179 km2

Extensão atual - 20 803 km2 (7% da cobertura original)

Espécies endêmicas ameaçadas - 151

Principal ameaça - Extração de madeira

Indochina

Coberta principalmente pelas florestas tropicais do Sudeste Asiático. Apesar da devastação, nos últimos 12 anos foram descobertas seis novas espécies de mamíferos

Extensão original - 2 373 057 km2

Extensão atual - 118 653 km2 (5% da cobertura original)

Espécies endêmicas ameaçadas - 78

Principal ameaça - Desmatamento para agricultura e extração madeira

Madagascar

A ilha africana tem grande diversidade de ecossistemas, como florestas tropicais e secas e um deserto

Extensão original - 600 461 km2

Extensão atual - 60 046 km2 (10% da cobertura original)

Espécies endêmicas ameaçadas - 169

Principal ameaça - Erosão gerada pelo desmatamento

Sundaland

A região, que cobre a Indonésia, a Malásia e outras ilhas do arquipélago do Sudeste Asiático, é dominada pelas florestas tropicais

Extensão original - 1 501 063 km2

Extensão atual - 100 571 km2 (6,7% da cobertura original)

Espécies endêmicas ameaçadas - 162

Principal ameaça - Extração de madeira


Disponivel em: <http://mundoestranho.abril.com.br/ambiente/pergunta_287728.shtml> Acesso em: 09 de Dez. 2009

posted by Charles

Por que os buracos da camada de ozônio ficam nos pólos?

por Viviane Palladino

Essa dúvida faz sentido: se os maiores lançadores de gases que detonam a camada de ozônio são os países dohemisfério norte, por que o rombo maior fica sobre a Antártida? Simples: as moléculas desses gases maléficos são carregadas para os pólos por correntes de ar poderosas, que viajam do Equador em direção aos extremos do globo. Por causa desse fenômeno natural, os pólos se tornam depósitos naturais de gases que têm vida longa - como o CFC, o clorofluorocarboneto, principal destruidor da camada de ozônio (você confere o efeito maléfico do CFC no infográfico ao lado). Sem a camada de ozônio na alta atmosfera, entre 20 e 35 quilômetros de altitude, o ser humano fica vulnerável aos efeitos nocivos dos raios ultravioleta que vêm do Sol. Eles podem causar, por exemplo, um aumento na incidência dos casos de câncer de pele. Os cientistas detectaram pela primeira vez um buraco na camada de ozônio na década de 1980. Hoje, há um buraquinho sobre o Pólo Norte e um buracão de 28 milhões de km2 (mais de 3 vezes o tamanho do Brasil!) sobre o Pólo Sul. Para diminuir o problema, 180 países já aderiram ao Protocolo de Montreal, um acordo para reduzir a fabricação de produtos que tenham CFC e outros gases destruidores da camada de ozônio. O esforço tem dado certo: nos últimos 10 anos, a velocidade de destruição da camada vem diminuindo. Mas os cientistas calculam que serão precisos 50 anos para a camada se regenerar por completo.

O buraco é mais embaixo

Correntes de ar fazem o rombo se concentrar no Pólo Sul

1. A camada de ozônio (O3) nasce de uma reação dos raios ultravioleta do Sol com o oxigênio (O2) da atmosfera. Em contato com o UV, os átomos de oxigênio se rearranjam, formando moléculas de O3 que funcionam como escudo contra os raios UV do Sol

2. Os raios UV também modificam os gases CFC (clorofluorocarbonetos), emitidos por produtos como geladeiras, sprays e ares-condicionados. A ação do ultravioleta decompõe as moléculas de CFC em seus elementos básicos: cloro, flúor e carbono

3. Liberado no ar, o cloro (Cl) reage com o ozônio (O3), formando uma mólecula de oxigênio (O2) e outra de óxido de cloro (ClO). Como o cloro pode existir por até 80 anos, um único átomo destrói milhares de moléculas de ozônio

4. Os maiores emissores de CFC são os países do hemisfério norte. Mas a sujeira não fica por lá porque poderosas correntes de ar levam os gases tóxicos para os extremos norte e sul do globo. Por isso, os buracos da camada de ozônio aparecem apenas nos pólos

5. O buraco no sul é bem maior que no norte porque no Pólo Sul a temperatura é mais fria e a circulação atmosférica é pequena. Com isso o CFC se concentra em enormes quantidades nas nuvens. Quando chegam os meses de sol, os raios UV dissolvem essas nuvens de uma só vez, liberando uma quantidade muito maior de cloro para detonar o ozônio


Disponivel em: <http://mundoestranho.abril.com.br/ambiente/pergunta_287398.shtml> Acesso em: 09 de Dez. 2009

posted by Charles

Por que o plástico demora tanto tempo para desaparecer na natureza?


A principal razão é que a natureza ainda não sabe como se livrar dele. "Bactérias e fungos que decompõem os materiais não tiveram tempo de desenvolver enzimas para degradar a substância", afirma a engenheira química Marilda Keico Taciro, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). O plástico é um material novo na natureza - o primeiro modelo surgiu só em 1862, criado pelo britânico Alexander Parkes. Cada uma de suas moléculas possui centenas de milhares de átomos, principalmente carbono e hidrogênio. Como as ligações entre os átomos são muito estáveis, os decompositores não conseguem quebrar o material em partes menores para destruí-lo. Resultado: alguns tipos de plástico, como o PET, usado em garrafas de refrigerantes, levam mais de 200 anos para desaparecer.

"Com a evolução, os microorganismos devem se adaptar, mas isso pode levar milhões de anos", diz o biólogo José Gregório Cabrera Gomes, também do IPT. Por isso, o descarte de plásticos é uma grande dor de cabeça para os ecologistas do século XXI. O material produz gases tóxicos ao ser queimado e tem reciclagem complicada, porque não se pode misturar diferentes tipos de plástico. O jeito é desenvolver modelos biodegradáveis como o PHB, que, em aterros sanitários, vira pó em apenas seis meses. Mas esses ainda custam caro - até cinco vezes mais que os convencionais - e, por isso, respondem por apenas 1% do total de plásticos vendidos no mundo.

Duro de matar

Plásticos tradicionais levam até 200 anos para se decompor

TIPO DE PLÁSTICO - Polietileno

ONDE É USADO - Material hospitalar, utensílios domésticos

QUANDO DESAPARECE* - 50 anos

TIPO DE PLÁSTICO - Poliestireno

ONDE É USADO - Brinquedos

QUANDO DESAPARECE* - 50 anos

TIPO DE PLÁSTICO - Polipropileno

ONDE É USADO - Pára-choques de carro, carpetes

QUANDO DESAPARECE* - 100 anos

TIPO DE PLÁSTICO - Polietilenotereflalato (PET)

ONDE É USADO - Embalagens de refrigerantes, fitas magnéticas

QUANDO DESAPARECE* - 200 anos

TIPO DE PLÁSTICO - Polihidroxibutirato (PHB - Biodegradável)

ONDE É USADO - Cartões de crédito, talheres descartáveis

QUANDO DESAPARECE* - 6 meses a 2 anos

* Em ambientes ricos em bactérias e fungos, como aterros sanitários

Fonte: Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT)

Haja fungo!

Objetos de alumínio e vidro são ainda mais perenes

MATERIAL - Folha de papel

QUANDO DESAPARECE - 3 a 6 meses

MATERIAL - Fósforos de madeira

QUANDO DESAPARECE - 6 meses

MATERIAL - Miolo de maçã

QUANDO DESAPARECE - 6 meses a 1 ano

MATERIAL - Chiclete

QUANDO DESAPARECE - 5 anos

MATERIAL - Lata de aço

QUANDO DESAPARECE - 10 anos

MATERIAL - Pote de vidro

QUANDO DESAPARECE - 4 000 anos

MATERIAL - Lata de alumínio

QUANDO DESAPARECE - nunca

Fonte: Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb)


Disponivel em: <http://mundoestranho.abril.com.br/ambiente/pergunta_285997.shtml> Acesso em: 09 de Dez. 2009.

posted by Charles

Como eram os túneis que derrotaram os EUA no Vietnã?




por Roberto Navarro

Uma das "armas secretas" dos vietcongues, os túneis eram escavados com as mãos ou com ajuda de pás, atingindo até 20 metros de profundidade e 120 quilômetros de extensão. Enquanto tropas e helicópteros americanos ocupavam os céus e as florestas do Vietnã, durante a guerra de 1961 a 1975, os vietnamitas do norte e as forças comunistas valeram-se dessa estrutura primitiva, mas extremamente eficaz. Cada malha subterrânea podia abrigar milhares de pessoas, por períodos que podiam durar vários meses. O complexo mais famoso ficava no distrito de Cu Chi, a cerca de 70 quilômetros a sudeste de Saigon, a capital do Vietnã do Sul, e próximo de importantes bases militares americanas. Aliás, havia túneis que se estendiam até debaixo das bases inimigas, criando entre os americanos a lenda dos fantasmas vietcongues. Eles apareciam, de repente, disparavam rajadas de metralhadoras e... sumiam!

Guerra subterrânea
Com o inimigo bombando nas florestas, os vietcongues atacavam da lama

Comendo na surdina

A alimentação dos ocupantes era preparada em cozinhas equipadas com um sistema de "chaminés". Por meio delas, a fumaça criada com o cozimento de arroz e carne era desviada para centenas de metros de distância

Rasteira fatal

As imediações eram cheias de armadilhas. Umas eram feitas de explosivos acionados por arames. Outras eram buracos no chão, forrados de estacas sujas com fezes, para infeccionar os feridos

Ratos da lama

Soldados magros e baixos, a maioria de origem latino-americana, foram treinados pelo Exército dos EUA para explorar os esconderijos vietcongues. Originados em 1966, ficaram conhecidos como "ratazanas de túneis"

Enterrados vivos

Escondidos em pequenos redutos nas laterais dos túneis principais, guerrilheiros disparavam contra inimigos que se aventurassem pelas galerias. Muitos soldados americanos ficavam presos pelos corpos dos companheiros mortos

Ataque-surpresa

Os soldados americanos e sul-vietnamitas eram surpreendidos por guerrilheiros escondidos em alçapões camuflados no chão. Disparando fuzis AK-47 e lançando granadas, os vietcongues preferiam ferir a matar os inimigos, a fim de atrasar o deslocamento da tropa até o resgate dos feridos

Saída de emergência

Acessos escondidos dentro de córregos, no interior de casas ou em seus quintais uniam os túneis com a vida exterior. A população das aldeias fornecia alimentos e informações aos ocupantes, além de refugiar-se ocasionalmente neles

Ambulatório

Alguns túneis tinham hospitais de emergência, onde eram tratados não apenas guerrilheiros mas também a população das vizinhanças, num esforço para conquistar sua simpatia. O atendimento chegava a incluir a realização de partos

Cobras criadas

A disposição dos túneis formava um verdadeiro labirinto no subsolo. Passagens falsas levavam a becos sem saída, onde muitas vezes eram deixadas cobras venenosas para atacar intrusos

Sala de aula

Além de reuniões de guerrilheiros, algumas câmaras abrigavam a doutrinação ideológica dos moradores, fornecida por comissários políticos do governo do Vietnã do Norte


Disponivel em: <http://mundoestranho.abril.com.br/historia/como-eram-tuneis-derrotaram-eua-vietna-516311.shtml> Acesso em: 09 de Dez. 2009.

posted by Charles

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

As embalagens de spray ainda agridem a camada de ozônio?

por Yuri Vasconcelos

Não, porque elas não usam mais o gás propelente CFC (clorofluorcarbono), que era o que detonava a camada de ozônio. "Atualmente, entre 90 e 95% dos aerossóis fabricados no Brasil utilizam, no lugar do CFC, o GLP, sigla para gás liquefeito de petróleo, que não provoca danos à camada de ozônio", afirma Rogério Teramoto, gerente de Desenvolvimento e Aplicações de Soluções Tecnológicas da Liquigás, de São Paulo. O gás propelente dos aerossóis - seja ele o CFC, seja o GLP ou outro - é responsável por fazer com que o líquido presente na embalagem (perfume, desodorante, tinta etc.) seja "expulso" dela na forma de um jato formado por milhares de pequenas gotinhas. Acontece que uma parcela do gás também escapa da latinha a cada borrifada. A boa-nova, como você pode ver abaixo, é que, enquanto o CFC que escapava destruía a camada de ozônio, o GLP é um gás inócuo, que não causa nenhum problema ao meio ambiente. o/***

TROCA GASOSA
No passado, os sprays eram deste jeito...

As embalagens usavam como gás propelente o CFC (clorofluorcarbono). Esse gás era liberado na atmosfera sempre que o jato de aerossol saía. Como o CFC é um gás leve, subia na atmosfera até a camada de ozônio (O3), reagindo com ela e transformando o ozônio em oxigênio (O2). A questão é que a camada de ozônio age como um filtro para as radiações ultravioleta. Sem ela, essa radiação chega ao solo, podendo causar câncer.

... e, agora, ficaram assim

No lugar do CFC, os sprays modernos usam o GLP, que é formado pela mistura dos gases butano e propano. Mais pesados, esses gases, ao serem liberados na atmosfera, não sobem para as camadas mais altas e não atingem a massa de ozônio. Como não sofrem nenhum tipo de reação química no ar, são inofensivos ao meio ambiente.

Fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/ambiente/embalagens-spray-ainda-agridem-camada-ozonio-516714.shtml

posted by Charles

Nova ferramenta de busca de Imagens

No ano em que o mundo relembra dramaticamente os 70 anos da deflagração da Segunda Guerra Mundial, a Google anuncia a publicação do arquivo de imagens da revista Life Magazine, que cobriu a guerra.

O endereço é http://images.google.com/hosted/life
Digite World War II e veja o excelente arquivo de imagens desse episódio.

Também é possível encontrar imagens de outros fatos históricos, basta apenas digitá-los em inglês.

Abraços!
Boa pesquisa!

Fonte: http://cafeehistoria.blogspot.com/2009/05/nova-ferramenta-de-busca-de-imagens.html
posted by Charles

Operação Cubana

Desde que assumiu o poder pela Revolução Cubana de 1959, Fidel Castro já foi alvo de pelo menos 600 planos maquinados pela CIA, a agência de inteligência americana.

Alguns planos pretendiam apenas desacreditar Fidel em público, outros queriam realmente matá-lo!

Vejamos abaixo alguns desses planos:

Molusco Explosivo
Essa ideia maluca da CIA pretendia encher uma concha marinha de dinamite e depois pintá-la com cores chamativas e introduzí-la no local de mergulho favorito de Fidel. O plano não deu certo pela dificuldade em chegar até a esse local com um artefato desse porte camuflado.

•Baforada Assassina
Como grande apreciador de charutos, Fidel quase morreu por causa do vício.
A ideia era "presentear" o líder cubano com charutos explosivos - que detonariam ao serem acesos - ou charutos envenenados com toxina botulínica, que seria injetada na boca por uma seringa introduzida do cigarrão. O plano, contudo, não saiu do papel.

•Bombas no Palanque
Outra conspiração rolou em novembro de 2000, no Panamá, durante uma cúpula de países ibero-americanos. O plano era explodir um carro-bomba junto do palanque onde Castro discursaria. A ação, desbaratada pela polícia local e pelo Serviço Secreto de Cuba, havia sido montada pelo exilado cubado e agente da CIA Luis Posada, que foi preso com outros comparsas.

•Spray Alucinógeno
Para baixar o moral do líder socialista, a CIA pensou em borrifar alguma substância alucinógena no estúdio de rádio usado por Fidel em seus pronunciamentos à nação. Sob efeito da droga, ele começaria a falar bobagem, fragilizando-o politicamente. O esquema foi para o brejo por problemas de logística.

•Sapatos Radioativos
Esta ação, também de efeito moral, rolaria numa viagem de Fidel ao exterior. À noite, um agente da CIA se infiltraria no hotel de Castro e iria contaminar seus sapatos com tálio, um material radioativo com forte efeito depilatório - o tálio faria cair os pelos da barba, sombrancelhas e até da região pubiana de Fidel!. Só que ele desistiu de tal viagem.

•Amante Mortal
Este foi um dos planos levados a cabo. Recrutada pela CIA, uma amante de Fidel foi encarregada de matá-lo após uma noite de amor - ela colocaria pílulas com veneno na bebida ou no café de Castro. Para esconder as cápsulas, a mulher as colocou num pote de creme. Ela só não contava que, em contato com o cosmético, as pílulas derretessem...

Adaptado de: Revista Mundo Estranho - ED.087 maio/09

posted by Charles

O roubo da Fórmula da Coca-Cola

No início de 2006, Joya Williams, então secretária de um alto executivo da matriz da Coca-Cola em Atlanta (EUA), escondeu na bolsa documentos sigilosos sobre o lançamento de um novo refrigerante e um frasco com o líquido que seria uma amostra do tal refri.

Em seguida, seus dois comparsas, Ibrahim Dimson e Edmund Duhaney, enviaram uma carta à Pepsi, oferecendo segredos da rival em troca de 1,5 milhão de dólares.

A carta, enviada num envelope oficial da Coca, era assinada por um certo Dirk, que se dizia ser do alto escalão da firma.

Mas, ao receber a proposta, a diretoria da Pepsi decidiu não aceitá-la. Na hora, enviou uma cópia da carta à direção da Coca.

"A competição deve ser muito acirrada, mas deve ser justa e leal", declarou, na ocasião, um porta-voz da Pepsi.

Acionados pela Coca, agentes do FBI fizeram-se passar por executivos da Pepsi, iniciando uma falsa negociaçãocom os conspiradores!

Um policial entregou a Dimson 30 mil dólares escondidos numa caixa de biscoitos, dizendo que depositaria o resto depois.

Um vacilo dos ladrões foi abrir uma conta bancária com o endereço de Duhaney, em Decatur, na Geórgia (estado americano), para receber o restante do pagamento.

Os agentes do FBI invadiram o local e acharam uma caixa com os documentos secretos e o frasco contendo o líquido roubado.

Para saber quem seria o contato dos dois trambiqueiros na Coca, policiais montaram escutas telefônicas na empresa e vasculharam as imagens de segurança. Por fim, encontraram a gravação em que Joya aparecia com a boca na butija!

Os três comparsas foram presos e acusados de conspiração industrial. Em janeiro de 2007, Joya Williams, a mentora do plano, foi condenada a oito anos de prisão. Os outros dois cúmplices receberam pena de 5 anos de reclusão cada um.

Fonte: http://cafeehistoria.blogspot.com/2009/05/o-roubo-da-formula-da-coca-cola.html
posted by Charles

Os maiores mentirosos da história


1. Barão de Münchausen

O Barão de Münchausen (1720-1797) era um militar alemão que entrou, em algumas campanhas, ao lado dos russos contra os turcos. Na volta das campanhas, começou a contar histórias absurdas, como ter viajado na bala de um canhão, virado um lobo do avesso e ter saído de um pântano puxando os próprios cabelos!

A lorota foi tanta que Münchausen deu nome a um desvio psiquiátrico, a Síndrome de Munchausen, em que o paciente inventa problemas para chamar atenção.

2. Pernas Curtas

Henri de Toulouse-Lautrec (1864-1901), um dos maiores pintores da história, também entrou pra história por causa de um dom menos nobre.
O artista mentia tanto, e com tanta frequência, que nos bares da boemia parisiense diziam que seu talento com as lorotas era tão grande quanto com os pincéis.

A baixa estatura do pintor, causada por um defeito que prejudicou o crescimento das pernas, somada às suas mentiras, originou o famoso ditado "mentira tem pernas curtas".


3. Imprensa Marrom

Janet Leslie Cooke (1954-), escreveu uma série de matérias para o jornal Washington Post sobre Jimmy, um menino de oito anos viciado em heroína. A história fez muito sucesso e ela acabou ganhando o prestigioso prêmio Pulitzer. Detalhe: tudo mentira.

A mentira foi descoberta quando assistentes sociais comovidas com a história procuraram a criança, que não existia. Além de demitida, a ex- jornalista ainda perdeu o prêmio.

4. A arte de mentir

O artista plástico Joey Skaggs (1945-) decidiu que sua arte seria a mentira e a sua tela seria a mídia. Há várias décadas, inventa "notícias", que são engolidas por jornais. Como simular uma passeta de ciganos (todos atores) para protestar contra o nome de uma mariposa (mariposa-cigana), alegando que o nome é preconceituoso.

Além de sempre conseguir que algum jornal caia nas suas lorotas, Joey viaja o mundo dando palestras sobre o seu "dom".

5. O filho do dono da Gol

Marcelo Nascimento da Rocha (1976-), trabalhava como piloto do tráfico drogas, quando, em 2001, resolveu deixar de ser empregado para virar patrão. Encantado com a figura de Henrique Constantino, filho do dono da Gol, se mandou para Recife, onde se fez passar pelo jovem milionário para curtir um carnaval com todas as regalias possíveis.Já chegou esbanjando, de helicóptero, que conseguiu emprestado graças à boa lábia. Saiu com muitas modelos interesseiras, além de capas de revistas e deu até entrevista ao programa do Amaury Jr., fazendo o apresentador pagar o maior mico!

O malandro voltou à realidade quando uma secretária da Gol o viu e desmentiu a história. Preso mais tarde por crimes como estelionato e associação com o tráfico, ele agora conta suas histórias na cadeia.
Literalmente:
Na prisão inventou ser chefe do PCC de São Paulo e até chefiou uma rebelião!



Adaptado de: Revista Mundo Estranho. ed. 086 - abril 2009

posted by Charles

A Terceira Guerra Mundial quase começou em 1995!

Cessada a Guerra Fria, a URSS saiu como "perdedora". E como todo perdedor tem medo de tomar um pisão no rosto, a Federação Russa não baixou a guarda perante os EUA.

No dia 25 de janeiro de 1995, o presidente russo, Boris Yeltsin, é acordado com um alerta: radares detectaram um míssil a caminho de Moscou! Yeltsin chegou a pegar a maleta usada para comandar o disparo de mísseis nucleares.

Porém, momentos antes da decisão drástica, o míssil mudou de direção.
Mais tarde descobriu-se que ele havia sido lançado de uma base americana na Noruega para fazer fotos aéreas do Pólo Norte. Conforme manda a regra, os americanos enviaram um comunicado oficial avisando os países que seriam sobrevoados pelo míssil.
Por alguma razão, o comando russo não recebeu a mensagem e a Terceira Guerra Mundial quase começou por uma simples falha de comunicação!

fonte: http://cafeehistoria.blogspot.com/2009/06/terceira-guerra-mundial-quase-comecou.html
by Charles

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Nova Capa, Mês de Dezembro


Capa do Mês de Dezembro...


Capa do Mês de Novembro...

Capa do Mês de Outubro...

Capa utilizada Até o Mês de Setembro...

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Enxurrada em Três Passos

por Charles Moisés Müller
26 de novembro de 2009

Ontem dia 25 de novembro de 2009, a cidade de Três Passos passou por algo que nunca se imaginou em nossa região. Com uma chuva que no dia de ontem passou de 120 mm, áreas da cidade foram alagadas, famílias ficaram desabrigas, pontes no interior foram arrancadas, animais foram levados e mortos pela fúria das águas.

O município esta desolado, mais de 60 pessoas desabrigadas, prejuízos na cidade e no meio rural. Só nesse mês de novembro, as chuvas já passaram de 500 mm aqui no município. Algo do tipo nunca se viu aqui. Ao vermos enchentes na televisão, pensávamos que isso nunca se abateria sobre nós, mas não foi o que vimos ontem.

Aqui em casa mesmo, nos fundos do terreno, passa um pequeno córrego, que a primeira vista sempre foi inofensivo, ontem expressava sua fúria e voracidade. O nível d’água teve um aumento tão grande, que a mesma passou o leito do rio e veio subindo até chegar ao porão de minha casa, e lá atingir cerca 30cm. O corregozinho possui uma margem alta, e uma distancia de no mínimo uns 20m até minha casa, mas isso não impediu que tudo ficasse alagado. A cena não foi diferente ao longo do córrego que virou um forte rio, casas mais a baixo ficaram alagadas, trazendo prejuízos aos moradores.

Foto tirada por mim dos fundos de minha casa. A direita pode-se ver a casinha do cachorro, o qual tive que salvar, pois estava prestes a se afogar.

Foto tirada por mim, também dos fundos, mas mais ao lado. Daqui podemos ver o alagamento atingindo o vizinho. Nessa parte mais a frente o corregozinho já passa por tubos de concreto.

A chuva foi mais forte que o normal, pode ser um dos vários sinais que o mundo esta tendo de que o Planeta já agüenta mais tanta falta de caso com o mesmo. Reflexos de um mundo novo, que se não haver mudanças drásticas em nosso estilo de viver, a tendência é só de piorar. Para se ter idéia, a chuva veio com tanta força, que estamos sem água aqui no município, e sem prazo determinado para o abastecimento voltar ao normal. Escolas também suspenderam as aulas por essa semana.

Mas algo que muito contribui para tal fato da enchente nesse ponto e em alguns outros pontos da cidade, é o grande acumulo de sujeira, e muita dessa sujeira não é só terra, folhas e etc., mas como também lixo doméstico, como litros pet, sacos plásticos e outros. Junte tudo isso, temos as tubulações, “bocas de lobo” e bueiros entupidos, impossibilitando a vazão da água.

O que falta ainda ao povo é um pouco de consciência, que não se deve jogar lixo nos lugares indevidos, o município tem a coleta seletiva, que passa semanalmente, e para outros tipos de entulhos é só contatar a prefeitura ou serviços terceirizados.

Espero que a população aprenda um pouco com o desastre que ocorreu na última quarta-feira, e tome consciência, e pare de jogar lixo no meio ambiente, pois tudo o que jogamos e fizemos a ele, uma dia, mais cedo ou mais tarde, volta pra nós!

Para ajudar ao povo tomar um pouco mais de juízo, eu sugeriria a prefeitura falar com os lideres de bairro, e passar a mensagem para eles, e depois, a mesma mensagem ser repassada nas próximas reuniões que acontecem a cada dois meses nos bairros. As reuniões são de saúde, mas nada melhor que usar esse momento de falar algo tão importante. E torcer para que na próxima, pois não pensemos que essa foi a última vez que a chuva veio tão forte, estejamos livres do acumulo de lixo e sujeira, o que fará com que diminua e muito o risco de enchente. Para isso tem que ser feito uma cooperação, prefeitura e população, os moradores não jogando lixo, e a prefeitura mantendo sempre as aberturas e as saídas das tubulações, bueiros e etc. sempre limpas, com manutenção periódicas.

Veja os vídeos no meu canal do YouTube:
http://www.youtube.com/user/charlesmuller7

Mais algumas fotos:







terça-feira, 24 de novembro de 2009

91 anos da lendária Batalha das Toninhas!

por Charles Moisés Müller


Trago ao blog com muita alegria e um pouco de sátira, que dia 18 de novembro comemoraram-se os 91 nos da Batalha das Toninhas!


Não sabe o que é? Não fique tão surpreso, pouquíssima gente sabe, eu mesmo fiquei sabendo isso há pouco tempo, enquanto pesquisava sobre a I GM para o meu estagio no 3º ano do ensino médio no 1º semestre de 09.


O texto ai em baixo é feito por mim, baseado em algumas pesquisas em sites e vídeos sobre assunto. Espero que gostem, comemorem ou se espantem com o desenrolar da história. Leiam...

O Brasil na Primeira Guerra Mundial

No inicio manteve-se na neutralidade;


Abril de 1917, a navio brasileiro “Paraná” foi torpedeado ao largo da costa francesa por um submarino alemão;


O presidente brasileiro na época, Venceslau Braz, assina a declaração de guerra contra a Alemanha;


O Brasil envia para a Europa uma missão militar com o contingente da Marinha, Exercito incluindo aviadores e médicos;


10 aviadores brasileiros são incorporados a “RAF” (Real Força Aérea – britânica), mas recebem a função de missões de reconhecimento;


Brasil com a DNOG – Divisão Naval De Operações de Guerra;


O Brasil recebe a missão de, patrulhar o Estreito de Gibraltar no Mar Mediterrâneo e o Atlântico;


O que os livros de História não contam sobre a nossa participação na 1ª GM
Resumindo a nossa participação na guerra em uma palavra: PATÉTICA;


A junta médica teve um “trabalhinho” no sul da França;


Nós tínhamos só UMA MISSÂO, “cuidem do Estreito de Gibraltar”, só isso!


Mas resolveram dar um “pulo” no sul da Espanha. O único lugar que você não podia ir no mundo inteiro era no sul da Espanha. Por que? Pois lá havia uma epidemia de gripe, A Gripe Espanhola;


Tanto, que morreram alguns dos nossos pela gripe espanhola;


Avisados pelos britânicos, os quais delegaram a missão de cuidarmos do Estreito de Gibraltar, que poderia haver submarinos alemães naquele local;


Até ai, tudo beleza, a não ser por parte de a tripulação ter pegado gripe espanhola e morrido, mas tudo bem;


Em 18 de novembro de 1918, acontece um fato “decisivo” na Guerra;


Houve uma movimentação no mar, os oficiais mandaram abrir fogo, sob suspeita de um submarino alemão;


Acertaram! Acertaram sim... mas um cardume de toninhas (golfinho), eram sangue para tudo que é lado e golfinho voando...


Isso foi tirado dos livros de História;


Ficou conhecida como... A Batalha das Toninhas;


Ainda hoje se brinca sobre esse fato, que os alemães ficaram tão apavorados com o que fizemos com um cardume de toninhas, que pensaram, “se os caras fizeram tudo isso com as toninhas, o que eles vão fazer com agente?”. Por isso que no mesmo dia, 18 de novembro os alemães assinaram a rendição;


Mais sites sobre o assunto:
http://dokatano.blogspot.com/2009/04/i-guerra-mundial-sangrenta-batalha-das.html

http://brunopinheirom.blogspot.com/feeds/posts/default


sexta-feira, 20 de novembro de 2009

A Farsul contra o meio ambiente gaúcho


Do Blog de Juremir Machado da Silva:

“Quem é mais perigoso: o MST ou a Farsul? Parece provocação. E é. O MST andou derrubando laranjeiras em São Paulo. A Farsul quer derrubar toda a legislação ambiental gaúcha. Os agrochatos pretendem liquidar os ecochatos. Tramita na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul o PL 154, tramado meio na surdina, que propõe acabar com as Áreas de Proteção Permanente. Em lugar dos 30 metros mínimos, por exemplo, de preservação às margens dos rios, a Farsul e os seus ruralistas xiitas querem uma proteção de 5 metros. Eta mundo velho sem porteira! Se der, vai ter eucalipto dentro de rio. E não haveria diferença entre áreas intocadas e áreas já utilizadas.

A Farsul, como no caso dos transgênicos, faz da desobediência às leis vigentes o seu melhor argumento, o do fato consumado. A isso a Farsul chama de princípio de realidade. Ao mesmo tempo em que tenta crimininalizar os movimentos sociais e exigir deles que respeitem as leis mesmo quando as leis não foram respeitadas por quem grilou terras, não faz o mesmo quando é do seu interesse. Os deputados da base aliada estão empurrando com as enormes barrigas um projeto devastador e ardiloso, em nome, como sempre, da produção, da economia e dos ganhos sedutores e incomensuráveis. É a velha ganância travestida de razoabilidade e de progresso. Muita gente tem medo do MST. Faz sentido. Neste caso, eu tenho mais medo da Farsul. Salvo se tudo isso é ignorância minha. Afinal, todo dia um ruralista garante que sou muito ignorante e tolo. Acredito no IBGE”.

Fonte: http://rsurgente.opsblog.org/2009/11/11/a-farsul-contra-o-meio-ambiente-gaucho/

by charles...

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Lenda da Mandioca...





O Brasil é um País com uma invejável diversidade cultural... Pensando nisto hoje posto aqui a "Lenda da Mandioca"... Para desta forma conhecermos um pouco mais do imaginário indígena de nossa terra.

Lenda da Mandioca
Por: Claudia Zelini Diello
Nasceu uma indiazinha linda da tribo dos Tupis.
Todos na aldeia espantaram-se:

- Como é branquinha esta criança!
Chamaram-na de Mani.
Mani...
Comia pouco e pouco be
bia.
Mani era quieta e
triste.
Parecia esconder um mistério.
Uma bela manhã,
Mani não se levantou da rede.
O Pajé deu ervas e bebidas à menina.

Mani sorria, muito doente, mas sem dores.

E sorrindo Mani morreu.

Os pais enterraram-na dentro da própria
oca e regaram a sua cova com água.
Como era costume dos índios Tupis, mas também com muitas lágrimas de saudade.

Um dia, perceberam que do túmulo de Mani rompia uma plantinha verde e viçosa.

A plantinha desconhecida crescia depressa.

Poucas luas se passaram e ela estava alta, com um caule forte que até fazia a terra rachar ao redor.

- Vamos cavar?

- comentou a mãe de Mani.

Cavaram um pouco e, à flor da terra, viram umas raízes grossas e
morenas, quase da cor dos curumins, nome que dão aos indiozinhos.
Mas, sob a casquinha escura, lá estava a polpa branquinha, quase da cor de Mani.

- Vamos chamá-la de Mani-oca.

- resolveram os índios.

Transformaram a planta em alimento.

E até hoje, entre os índios do norte e do centro do Brasil, este é um alimento muito importante.

E em todo o Mundo, quem não gosta da Mandioca?

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Proclamação da República no Brasil


História da Proclamação da República, feriado do dia 15 de Novembro, crise da monarquia, Marechal Deodoro da Fonseca, movimento republicano, história do Brasil, fim da monarquia, democracia no Brasil.


A Proclamação da República (15/11/1889)


Introdução


No final da década de 1880, a monarquia brasileira estava numa situação de crise, pois representava uma forma de governo que não correspondia mais às mudanças sociais em processo. Fazia-se necessário a implantação de uma nova forma de governo, que fosse capaz de fazer o país progredir e avançar nas questões políticas, econômicas e sociais.
Crise da Monarquia


A crise do sistema monárquico brasileiro pode ser explicada através de algumas questões:


• Interferência de D.Pedro II nos assuntos religiosos, provocando um descontentamento na Igreja Católica;


• Críticas feitas por integrantes do Exército Brasileiro, que não aprovavam a corrupção existente na corte. Além disso, os militares estavam descontentes com a proibição, imposta pela Monarquia, pela qual os oficiais do Exército não podiam se manifestar na imprensa sem uma prévia autorização do Ministro da Guerra;


• A classe média (funcionário públicos, profissionais liberais, jornalistas, estudantes, artistas, comerciantes) estava crescendo nos grandes centros urbanos e desejava mais liberdade e maior participação nos assuntos políticos do país. Identificada com os ideais republicanos, esta classe social passou a apoiar o fim do império;


• Falta de apoio dos proprietários rurais, principalmente dos cafeicultores do Oeste Paulista, que desejavam obter maior poder político, já que tinham grande poder econômico;


Diante das pressões citadas, da falta de apoio popular e das constantes críticas que partiam de vários setores sociais, o imperador e seu governo, encontravam-se enfraquecidos e frágeis. Doente, D.Pedro II estava cada vez mais afastado das decisões políticas do país. Enquanto isso, o movimento republicano ganhava força no Brasil.


A Proclamação da República

No dia 15 de novembro de 1889, o Marechal Deodoro da Fonseca, com o apoio dos republicanos, demitiu o Conselho de Ministros e seu presidente. Na noite deste mesmo dia, o marechal assinou o manifesto proclamando a República no Brasil e instalando um governo provisório.


Após 67 anos, a monarquia chegava ao fim. No dia 18 de novembro, D.Pedro II e a família imperial partiam rumo à Europa. Tinha início a República Brasileira com o Marechal Deodoro da Fonseca assumindo provisoriamente o posto de presidente do Brasil. A partir de então, o pais seria governado por um presidente escolhido pelo povo através das eleições. Foi um grande avanço rumo a consolidação da democracia no Brasil.

Fonte: http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/proclamacaodarepublica.htm



HINO DA PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA
Letra: Medeiros e Albuquerque
Música: Leopoldo Augusto Miguez

Seja um pálio de luz desdobrado.
Sob a larga amplidão destes céus
Este canto rebel que o passado
Vem remir dos mais torpes labéus!
Seja um hino de glória que fale
De esperança, de um novo porvir!
Com visões de triunfos embale
Quem por ele lutando surgir!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!

Nós nem cremos que escravos outrora
Tenha havido em tão nobre País...
Hoje o rubro lampejo da aurora
Acha irmãos, não tiranos hostis.
Somos todos iguais! Ao futuro
Saberemos, unidos, levar
Nosso augusto estandarte que, puro,
Brilha, avante, da Pátria no altar!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!

Se é mister que de peitos valentes
Haja sangue em o nosso pendão,
Sangue vivo do herói Tiradentes
Batizou este audaz pavilhão!
Mensageiros de paz, paz queremos,
É de amor nossa força e poder
Mas da guerra nos transes supremos
Heis de ver-nos lutar e vencer!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!

Do Ipiranga é preciso que o brado
Seja um grito soberbo de fé!
O Brasil já surgiu libertado,
Sobre as púrpuras régias de pé.
Eia, pois, brasileiros avante!
Verdes louros colhamos louçãos!
Seja o nosso País triunfante,
Livre terra de livres irmãos!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!

Fonte: http://www.velhosamigos.com.br/DatasEspeciais/diarepub4.html

Autores:

. Leopoldo Miguez (1850/1902) - Filho de pai espanhol e mãe brasileira, Leopoldo Américo Miguez nasceu no Rio de Janeiro, em 08 de setembro de 1850, onde morreu em 06 de julho de 1902, deixando numerosa obra. Republicano convicto, o compositor inscreveu-se no concurso aberto à composição do Hino à Proclamação da República, realizado em janeiro de 1890, obtendo, entre 29 candidatos, o primeiro lugar. Ele foi o primeiro diretor do Instituto Nacional de Música, criado após a Proclamação da República, para substituir o Conservatório de Música. Além de compositor inspirado e regente, era um bom administrador. Com a autorização do Governo e sem ônus para os cofres públicos, ele viajou para a Europa. Visitou conservatórios e recolheu sugestões para serem aplicadas ao ensino, adquirindo nessa viagem instrumentos, aparelhos de acústica e livros para o Instituto. Ele também comprou um grande órgão de tubos da marca “Wilhelm Sauer”, que ofereceu ao Instituto com o prêmio de 20 contos que ganhou pelo primeiro lugar no concurso. Leopoldo Miguez ocupou a cadeira de composição de 1890 a 1896, abandonando-a para dirigir o curso de violino. Foi ele o responsável pela orquestração oficial do Hino Nacional Brasileiro, mantida até 1936. Em 1937, o Instituto Nacional de Música tornou-se a Escola Nacional de Música.

. Medeiros e Albuquerque (1867/1934) - José Joaquim de Campos da Costa de Medeiros e Albuquerque, nasceu em Recife, PE, em 04 de setembro de 1867, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 1934. O autor da letra do Hino da República era professor, jornalista, político, contista, poeta, orador, romancista, teatrólogo, ensaísta, memorialista, e membro fundador da Academia Brasileira de Letras. Ainda no Império, foi nomeado professor primário. Tomou parte ativa na propaganda republicana. Após a Proclamação da República foi nomeado secretário e depois diretor geral do Ministério do Interior. Foi presidente do Conservatório Dramático e diretor geral da Instrução Pública. Os hinos finalistas do concurso que escolheu o Hino da Proclamação da República, foram compostos sobre os versos de Medeiros e Albuquerque. Venceu o de Leopoldo Miguez.

Fontes: Música na Escola Primária, 1962, MEC (Ministério da Educação e Cultura); Escola de Música da UFRJ

by Charles...

20 anos da queda do Muro de Berlim: confira filmes e livros que retratam a divisão da Alemanha

Confira a lista de filmes, alguns até conteem trailler...
Matéria publicada no site zerohora.com

Clique aqui...

by Charles...
A BALAIADA
História da Balaiada, revoltas populares no século XIX, conflitos n
o Maranhão, a vida dos balaios
Por: Claudia Zelini Diello

No ano de 1838 surgiu um movimento popular no Maranhão. Este era contrário ao poder e aos aristocratas rurais que, até então, dominavam aquela região.

Em dezembro de 1838, Raimundo Gomes (líder do movimento), com objetivo de libertar seu irmão que se encontrava preso em vila Manga, invadiu a prisão libertando não só seu irmão, mas também todos os outros que se encontravam presos.

Após algumas conquistas dos balaios, como a tomada de Caxias e a organização de uma Junta Provisória, o governo uniu tropas de diferentes províncias para atacá-los. Contudo, Os balaios venceram alguns combates.

Outros líderes, como, por exemplo, o coronel Luís Alves de Lima e Silva também entrou em combate com os revoltosos. Entretanto, o comandante dos balaios, Raimundo Gomes, rendeu-se.

Após a morte de Balaio, Cosme (ex-escravo e um dos principais chefes dos balaios) assumiu a liderança do movimento e partiu em fuga para o sertão. Daí em diante, a força dos balaios começou a diminuir, até que, em 1840, um grande número de balaios rendeu-se diante da concessão da anistia. Pouco tempo depois, todos os outros igualmente se renderam. Com a completa queda dos balaios, Cosme foi enforcado.

'Operação Rosa’ levou apenas 5 horas para dividir Berlim com arame farpado

Muro foi construído numa madrugada de domingo para ser surpresa.


Separação visava evitar fugas do leste para o lado capitalista do país.

A construção do Muro de Berlim, que dividiu fisicamente a principal cidade da Alemanha por 28 anos e se consolidou como maior símbolo da Guerra Fria, pegou de surpresa quase todas as pessoas que teriam as vidas transformadas por ele a partir do dia 13 de agosto de 1961.

O mundo começa nesta semana a celebrar os 20 anos da queda do Muro, que marcou a reunificação da Alemanha e o fim da Guerra Fria.



Trabalhadores e soldados da Alemanha Oriental iniciam a construção do muro que dividiu a cidade usando blocos de contreto, em 13 de agosto de 1961


Uma operação ultrassecreta de codinome “Rosa”, comandada pelo Birô Político do lado oriental, levou apenas cinco horas para fechar completamente as fronteiras internas da cidade, proibindo a circulação entre as zonas ocidentais e a área sob influência da União Soviética.


Tudo foi feito sob sigilo, durante a madrugada de um domingo, para que não houvesse reação dos berlinenses ou dos Estados Unidos, maior potência que fazia oposição aos soviéticos. Além dos envolvidos na operação, ninguém foi informado sobre decisão de fechar as fronteiras, e mesmo os que viam a instalação das cercas de arame farpado que mais tarde se tornariam um muro de concreto achavam improvável que o fechamento fosse definitivo.


Tropas da Alemanha Oriental formam barreira próximo à fronteira entre os dois lados de Berlim, no portal de Brandemburgo, em 13 de agosto de 1961, dia em que a cidade alemã foi dividida.


Às 6h da manhã, enquanto a cidade dormia, era finalizada a primeira parte da operação que bloqueava 81 pontos de cruzamento e 193 ruas que atravessavam a fronteira, bem como os sistemas de transportes públicos. A cidade de 4 milhões de pessoas, que havia sido dividida de forma teórica após a Segunda Guerra Mundial, mas que na prática funcionava até então como um único organismo urbano, acordou cortada ao meio, separando famílias, amigos, casais e afastando trabalhadores dos seus empregos e estudantes de suas escolas. O dia ficou conhecido como “o domingo do arame farpado”.


O governo da República Democrática da Alemanha (RDA, o lado oriental) havia mobilizado 10 mil homens para garantir a segurança e evitar protestos após o fechamento da fronteira. À exceção de pequenos ataques de jovens do lado ocidental e de protestos menores do lado oriental, não chegou a haver confrontos violentos, nenhuma reação radical. Pego igualmente de surpresa, o governo norte-americano preferiu evitar o enfrentamento, permitindo que o lado socialista concluísse sua operação.


Contra desertores

A partir da operação “Rosa”, o objetivo era fechar a fronteira de 164 quilômetros em torno da Berlim Ocidental, ilha capitalista dentro da RDA. A antiga capital da Alemanha havia sido dividida entre os vencedores da Segunda Guerra Mundial, assim como o resto do país. Apesar de estar dentro do setor soviético, metade da cidade estava sob influência ocidental, vivendo num regime mais democrático e capitalista de que o restante da RDA.

Por mais que o lado ocidental fosse o alvo prático das cercas que mais tarde se tornariam um muro de concreto, a população oriental, no lado comunista, é que acabou se tornando prisioneira do regime.


Trabalhadores de Berlim Oriental aumentam o tamanho do muro para isolar ainda mais os dois lados em 1º de outubro de 1961


Segundo o historiador britânico Frederick Taylor, autor de “Muro de Berlim”, obra que narra em detalhes, e quase 600 páginas, a história da separação da cidade alemã e da Guerra Fria, este era o principal objetivo da separação.

Para os líderes do lado comunista, diz, era preciso interromper o fluxo de pessoas que fugiam definitivamente para o lado ocidental em busca do capitalismo que se desenvolvia lá, ou evitar a ação de “atravessadores de fronteiras”, que trabalhavam do lado ocidental de viviam na economia socialista oriental. Um mês antes da separação de fato, uma média de mil pessoas do leste passavam, por dia, para o oeste de Berlim, ritmo que diminuiria a população do lado socialista em meio milhão de habitantes em apenas um ano.

O que era visto como uma busca por uma vida mais digna pelo Ocidente era chamado “deserção” pela Alemanha Oriental, reflexo de um tráfico de seres humanos. A migração se dava porque, apoiada pelas potências capitalistas, a Alemanha Ocidental se desenvolvia muito desde o fim da guerra e tinha maior qualidade de vida, enquanto a Oriental vivia o que era considerado o equivalente socialista de uma recessão, com a economia mantida artificialmente com apoio soviético.

Durante o “domingo do arame farpado” e depois que a fronteira foi fechada definitivamente pelo muro de concreto, as deserções passaram a ser punidas com severidade, e os guardas da fronteira tinham permissão para atirar contra os alemães orientais que tentavam fugir. Dados oficiais dizem que a média de mil fugitivos por dia caiu para 28 na noite do domingo, 41 no dia seguinte e casos muito isolados desde então.


Guerra Fria

Desde o fim da Segunda Guerra, Berlim havia se consolidado como o principal palco de atuação das maiores potências em confronto durante a Guerra Fria. A cidade era usada como área em que Estados Unidos e União Soviética testavam suas políticas internacionais, pressionando o adversário e estudando a resposta inimiga.


Bem antes da separação com cercas de arames farpados e da construção do muro, Berlim Ocidental já tinha sofrido as conseqüências de um maior desenvolvimento econômico. O crescimento industrial de todo o lado ocidental era alto, chegando à ordem de 15% ao ano nos anos 1950, mas, antes disso, ainda em 1948, a área de influência de EUA, Inglaterra e França adotou uma nova e mais forte moeda, o marco alemão. Em resposta, em 24 de junho, um dia depois da reforma monetária, os soviéticos bloquearam todas as vias de acesso à cidade.


O Bloqueio de Berlim foi um dos primeiros eventos de grande relevância da Guerra Fria. Todas as ligações ferroviárias e rodoviárias para a cidade de dois milhões de habitantes (do lado ocidental) foram cortadas, e até o abastecimento de energia elétrica foi interrompido. Os governos ocidentais, entretanto, abraçaram a causa dos berlinenses como símbolo do bloco capitalista do conflito não-declarado contra os comunistas.


Evitando abrir uma guerra contra a União Soviética, iniciaram uma enorme operação aérea para abastecer a cidade usando aviões. Em pouco tempo, mais de 70 mil toneladas de alimentos eram desembarcadas nos aeroportos do lado ocidental de Berlim por mês, o que aumentou a admiração pelos Estados Unidos na cidade, e aproximou o Ocidente da Alemanha. O bloqueio durou menos de um ano, mas foi o primeiro sinal da divisão que a cidade enfrentaria até novembro de 1989, quando o muro de Berlim foi derrubado e deu início à reunificação da Alemanha.


Fonte: http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL1361418-17398,00-OPERACAO+ROSA+LEVOU+APENAS+HORAS+PARA+DIVIDIR+BERLIM+COM+ARAME+FARPADO.html

by Charles...