quarta-feira, 31 de março de 2010

Nova Capa - Mês de Abril

Mais uma capa de minha autoria... a final, todas são! Espero que gostem!


Esta é uma montagem que fiz antes de fazer a capa do mês...
podem baixa-lá, só clicar em cima da mesma para abrir em tamanho maior e salvar...
ambas estão em um tamanho reduzido, somente a imagem da "faxada" do blog esta em tamanho normal...

posted by Charles...

Recordação dos dias finais de Jesus na Terra

É O DIA sete do mês judaico de nisã do ano 33 EC. Imagine que você esteja observando os acontecimentos na província romana da Judéia. Saindo de Jericó, de vegetação luxuriante, Jesus Cristo e seus discípulos lentamente sobem uma estrada poeirenta e sinuosa. Há também muitos outros viajantes em caminho para Jerusalém, para a celebração anual da Páscoa. No entanto, o que ocupa a mente dos discípulos de Cristo é mais do que esta subida cansativa.
Os judeus têm ansiado um Messias que os alivie do jugo romano. Muitos crêem que Jesus de Nazaré é este Salvador há muito aguardado. Ele vem falando sobre o Reino de Deus por três anos e meio. Tem curado doentes e alimentado famintos. Deveras, tem trazido consolo ao povo. Mas os líderes religiosos se agastam com a denúncia ardente que Jesus faz contra eles e querem desesperadamente matá-lo. No entanto, lá está ele, andando com determinação pela estrada árida, na frente dos seus discípulos. — Marcos 10:32.
Quando o sol se põe atrás do monte das Oliveiras, Jesus e seus companheiros chegam à aldeia de Betânia, onde passarão as próximas seis noites. Quem os acolhe ali são seus queridos amigos Lázaro, Maria e Marta. A noite traz um refrescante alívio do calor da caminhada e marca o começo do sábado de 8 de nisã. — João 12:1, 2.

9 de nisã

Depois do sábado, Jerusalém está cheia de atividades. Milhares de visitantes já convergiram à cidade, para a Páscoa. Mas a comoção barulhenta que ouvimos é maior do que de costume para esta época do ano. Multidões inquisitivas apressam-se pelas ruas estreitas, descendo até os portões da cidade. Acotovelando-se para sair dos portões congestionados, que espetáculo vêem! Muitas pessoas jubilosas descem o monte das Oliveiras pela estrada de Betfagé. (Lucas 19:37) Que significa tudo isso?
Veja! Ali está chegando Jesus de Nazaré, montado num jumentinho. As pessoas estendem vestimentas na estrada diante dele. Outras acenam com ramos de palmeira que acabam de cortar e gritam com alegria: “Bendito aquele que vem em nome de Jeová, sim, o rei de Israel!” — João 12:12-15.
Quando a multidão se aproxima de Jerusalém, Jesus olha para a cidade e fica muito comovido. Ele começa a chorar, e nós o ouvimos predizer que esta cidade será destruída. Pouco depois, chegando Jesus ao templo, ele passa a ensinar as multidões, e a curar cegos e coxos que se chegam a ele. — Mateus 21:14; Lucas 19:41-4447.
Isso não passa despercebido pelos principais sacerdotes e pelos escribas. Como ficam irritados ao verem as coisas maravilhosas que Jesus faz e o júbilo das multidões! Não podendo ocultar sua indignação, os fariseus exigem: “Instrutor, censura os teus discípulos.” “Eu vos digo”, responde Jesus, “se estes permanecessem calados, as pedras clamariam”. Antes de partir, Jesus observa as atividades comerciais no templo. — Lucas 19:39, 40;Mateus 21:15, 16; Marcos 11:11.

10 de nisã

Jesus chega cedo ao templo. Ontem, ele não pôde deixar de ficar irado diante da crassa comercialização da adoração de seu Pai, Jeová Deus. Portanto, com muito fervor, ele começa a expulsar os que compram e vendem no templo. Daí, ele derruba as mesas dos gananciosos cambistas e as bancas dos que vendem pombas. “Está escrito”, exclama Jesus: “‘Minha casa será chamada casa de oração’, mas vós fazeis dela um covil de salteadores.” — Mateus 21:12, 13.
Os principais sacerdotes, os escribas e os principais do povo não suportam as ações de Jesus e seu ensino público. Como anseiam matá-lo! Mas ficam impedidos disso pela multidão, porque o povo fica assombrado com o ensino de Jesus e ‘se apega a ele para o ouvir’. (Lucas 19:47, 48) Ao anoitecer, Jesus e seus companheiros fazem a caminhada agradável de volta a Betânia, para uma boa noite de descanso.

11 de nisã

É de manhã cedo, e Jesus e seus discípulos já estão em caminho a Jerusalém, passando pelo monte das Oliveiras. Chegando ao templo, os principais sacerdotes e os anciãos confrontam logo a Jesus. Ainda estão bem lembrados das ações dele contra os cambistas e os vendedores no templo. Seus inimigos perguntam malevolamente: “Com que autoridade fazes estas coisas? E quem te deu esta autoridade?” “Também eu vos pergunto uma coisa”, responde Jesus. “Se ma disserdes, também eu vos direi com que autoridade faço estas coisas: O batismo de João, donde se originou? Do céu ou dos homens?” Ajuntando-se, os opositores raciocinam: “Se dissermos: ‘Do céu’, ele nos dirá: ‘Então, por que não acreditastes nele?’ Se, porém, dissermos: ‘Dos homens’, temos a multidão para temer, porque todos eles consideram João como profeta.” Confusos, respondem francamente: “Não sabemos.” Jesus responde calmamente: “Tampouco eu vos digo com que autoridade faço estas coisas.” — Mateus 21:23-27.

“Um covil de salteadores”

JESUS tinha amplos motivos para dizer que os comerciantes gananciosos haviam transformado o templo de Deus num “covil de salteadores”. (Mateus 21:12, 13) Para poder pagar o imposto do templo, os judeus e os prosélitos procedentes de outros países tinham de cambiar seu dinheiro estrangeiro em moeda aceitável. Alfred Edersheim, no seu livro The Life and Times of Jesus the Messiah (A Vida e a Época de Jesus, o Messias), explica que os cambistas costumavam montar seus negócios nas províncias em 15 de adar, um mês antes da Páscoa. A partir de 25 de adar, mudavam-se para a área do templo em Jerusalém, para tirar proveito do enorme influxo de judeus e de prosélitos. Os cambistas operavam negócios lucrativos, cobrando uma taxa para cada moeda cambiada. Chamá-los Jesus de salteadores sugere que as taxas deles eram tão excessivas, que na realidade extorquiam dinheiro dos pobres.
Alguns não podiam levar seus próprios animais para ser sacrificados. Todos os que os levavam tinham de submetê-los a um exame feito por um inspetor no templo — por uma taxa. Muitos que não queriam arriscar-se a ter um animal rejeitado depois de trazê-lo de longe, compravam um leviticamente “aprovado” dos negociantes corruptos no templo. “Muitos dos camponeses pobres eram bem espoliados ali”, diz um erudito.
Há evidência de que o ex-sumo sacerdote Anás e sua família tinham capital investido nos comerciantes no templo. Escritos rabínicos falam de “bazares dos filhos de Anás [no templo]”. O lucro que recebiam dos cambistas e da venda de animais na área do templo era uma das suas principais fontes de renda. Um erudito diz que a ação de Jesus, de expulsar os comerciantes, “não só tinha por alvo o prestígio dos sacerdotes, mas também os bolsos deles”. Seja como for, seus inimigos certamente queriam acabar com ele! — Lucas 19:45-48.
Os inimigos de Jesus procuram agora enlaçá-lo para dizer algo pelo qual o possam prender. “É lícito ou não”, perguntam, “pagar a César o imposto por cabeça?” “Mostrai-me a moeda do imposto por cabeça”, retruca Jesus. Ele pergunta: “De quem é esta imagem e inscrição?” Dizem: “De César.” Deixando-os perplexos, Jesus diz claramente aos ouvidos de todos: “Portanto, pagai de volta a César as coisas de César, mas a Deus as coisas de Deus.” — Mateus 22:15-22.
Tendo silenciado seus inimigos com uma argumentação irrefutável, Jesus passa agora para a ofensiva, diante das multidões e dos seus discípulos. Escute-o denunciar destemidamente os escribas e os fariseus. “Não façais segundo as ações deles”, diz ele, “pois dizem, mas não realizam”. Firmemente, ele profere uma série de ais contra eles, identificando-os como guias cegos e hipócritas. “Serpentes, descendência de víboras”, diz Jesus, “como haveis de fugir do julgamento da Geena?” — Mateus 23:1-33.
Essas denúncias fulminantes não significam que Jesus não se apercebe dos pontos bons de outros. Mais tarde, ele vê pessoas lançar moedas nos cofres de tesouro do templo. Como é tocante ver uma viúva necessitada lançar neles todo o seu meio de vida — duas pequenas moedas de muito pouco valor! Com cordial apreço, Jesus salienta que, na realidade, ela lançou neles muito mais do que todos os que haviam feito contribuições generosas “do que lhes sobrava”. Na sua terna compaixão, Jesus aprecia profundamente o que for que a pessoa é capaz de fazer. — Lucas 21:1-4.
Jesus sai agora do templo pela última vez. Alguns dos seus discípulos mencionam a magnificência do templo, “adornado com pedras excelentes e com coisas dedicadas”. Para a surpresa deles, Jesus responde: “Virão os dias em que não ficará aqui pedra sobre pedra sem ser derrubada.” (Lucas 21:5, 6) Enquanto os apóstolos seguem Jesus para fora da cidade congestionada, eles se perguntam o que queria dizer com isso.
Pois bem, um pouco mais tarde, Jesus e seus apóstolos estão sentados, usufruindo a paz e o sossego do monte das Oliveiras. Diante da esplêndida vista de Jerusalém e do templo, Pedro, Tiago, João e André procuram obter esclarecimento da surpreendente predição de Jesus. “Dize-nos”, querem saber: “Quando sucederão estas coisas e qual será o sinal da tua presença e da terminação do sistema de coisas?” — Mateus 24:3; Marcos 13:3, 4.
Em resposta, o Instrutor-Mestre fornece uma profecia realmente notável. Ele prediz severas guerras, terremotos, escassez de víveres e pestilências. Jesus prediz também que as boas novas do Reino serão pregadas em toda a Terra. “Então”, adverte ele, “haverá grande tribulação, tal como nunca ocorreu desde o princípio do mundo até agora, não, nem tampouco ocorrerá de novo”. — Mateus 24:7, 1421; Lucas 21:10, 11.
Os quatro apóstolos prestam atenção enquanto Jesus considera outros aspectos do ‘sinal da sua presença’. Ele enfatiza a necessidade de se ‘manterem vigilantes’. Por quê? “Porque”, diz ele, “não sabeis em que dia virá o vosso Senhor”. — Mateus 24:42; Marcos 13:33, 3537.
Este tem sido um dia inesquecível para Jesus e para seus apóstolos. De fato, é o último dia do ministério público de Jesus antes de ele ser preso, julgado e executado. Visto que já está ficando tarde, começam a voltar a Betânia pelo caminho curto por cima do morro.

12 e 13 de nisã
 

Jesus passa o dia 12 de nisã discretamente com os seus discípulos. Dá-se conta de que os líderes religiosos procuram desesperadamente matá-lo, e ele não quer que impeçam que ele celebre a Páscoa na noite seguinte. (Marcos 14:1, 2) No dia seguinte, 13 de nisã, as pessoas estão atarefadas em fazer os preparativos finais para a Páscoa. No começo da tarde, Jesus manda Pedro e João preparar-lhes a Páscoa numa sala de sobrado em Jerusalém. (Marcos 14:12-16; Lucas 22:8) Pouco antes do pôr-do-sol, Jesus e os outros dez apóstolos se juntam a eles ali para a sua última celebração da Páscoa.

14 de nisã, após o pôr-do-sol

Jerusalém é banhada pela suave luz do crepúsculo vespertino, ao passo que a lua cheia surge sobre o monte das Oliveiras. Numa ampla sala mobiliada, Jesus e os 12 estão recostados a uma mesa preparada. “Desejei muito comer esta páscoa convosco antes de eu sofrer”, diz ele. (Lucas 22:14, 15) Depois, os apóstolos ficam surpresos de ver Jesus levantar-se e pôr de lado a sua roupagem exterior. Tomando uma toalha e uma bacia de água, ele começa a lavar-lhes os pés. Que lição inesquecível de prestar serviço humilde! — João 13:2-15.
No entanto, Jesus sabe que um desses homens — Judas Iscariotes — já providenciou traí-lo aos líderes religiosos. É compreensível que ele fique muito aflito. “Um de vós me trairá”, revela ele. Os apóstolos ficam muito contristados com isso. (Mateus 26:21, 22) Depois de celebrar a Páscoa, Jesus diz a Judas: “O que fazes, faze-o mais depressa.” — João 13:27.
Após a saída de Judas, Jesus introduz uma refeição para comemorar a sua iminente morte. Toma um pão não levedado, dá graças numa oração, parte-o e manda que os 11 o comam. “Isto significa meu corpo”, diz ele, “que há de ser dado em vosso benefício. Persisti em fazer isso em memória de mim”. Depois toma um copo de vinho tinto. Após proferir uma bênção, passa-lhes o copo, dizendo que bebam dele. Jesus acrescenta: “Isto significa meu ‘sangue do pacto’, que há de ser derramado em benefício de muitos, para o perdão de pecados.” — Lucas 22:19, 20;Mateus 26:26-28.
Durante esta noite momentosa, Jesus ensina aos seus apóstolos fiéis muitas lições valiosas, e entre elas a importância do amor fraternal. (João 13:34, 35) Assegura-lhes que receberão um “ajudador”, o espírito santo. Este os fará lembrar todas as coisas que lhes disse. (João 14:26) Mais tarde, naquela noite, devem ficar muito encorajados ao ouvir Jesus proferir uma fervorosa oração a favor deles. (João, capítulo 17) Após cantarem cânticos de louvor, saem da sala de sobrado e seguem a Jesus no fresco ar da noite.

Atravessando o vale do Cédron, Jesus e seus apóstolos vão para um dos seus lugares favoritos, o jardim de Getsêmani. (João 18:1, 2) Enquanto os seus apóstolos esperam, Jesus se afasta um pouco para orar. Não há palavras para descrever a sua tensão emocional quando pede fervorosamente ao Pai que lhe dê ajuda. (Lucas 22:44) A mera idéia do vitupério que se lançaria sobre o seu querido Pai celestial se ele fracassasse o deixa extremamente aflito.
Mal Jesus acaba de orar, quando chega Judas Iscariotes com uma multidão que carrega espadas, cacetes e tochas. “Bom dia, Rabi!”, diz Judas, beijando ternamente a Jesus. Este é o sinal para os homens prenderem Jesus. De repente, Pedro dá um golpe com a sua espada e corta a orelha do escravo do sumo sacerdote. “Devolve a espada ao seu lugar”, diz Jesus, ao curar a orelha do homem. “Todos os que tomarem a espada perecerão pela espada.” — Mateus 26:47-52.

Tudo acontece muito depressa! Jesus é preso e amarrado. Com medo e em confusão, os apóstolos abandonam seu Amo e fogem. Jesus é levado a Anás, o anterior sumo sacerdote. Depois é levado a Caifás, o atual sumo sacerdote, para ser julgado. Nas primeiras horas da manhã, o Sinédrio acusa Jesus falsamente de blasfêmia. A seguir, Caifás manda que seja levado ao governador romano, Pôncio Pilatos. Este manda Jesus a Herodes Ântipas, o governante da Galiléia. Herodes e seus guardas zombam de Jesus. Daí, ele é mandado de volta a Pilatos. A inocência de Jesus é confirmada por Pilatos. Mas os líderes religiosos judeus o pressionam para que condene Jesus à morte. Depois de sofrer consideráveis ultrajes verbais e físicos, Jesus é levado a Gólgota, onde é impiedosamente pregado numa estaca de tortura e sofre uma morte agonizante. — Marcos 14:5015:39; Lucas 23:4-25.
Teria sido a maior tragédia na História se a morte de Jesus tivesse acabado para sempre com a sua vida. Felizmente, isto não aconteceu. Em 16 de nisã de 33 EC, seus discípulos ficaram espantados de descobrir que ele tinha sido levantado dentre os mortos. Com o tempo, mais de 500 pessoas puderam confirmar que Jesus vivia novamente. E 40 dias após a ressurreição dele, um grupo de seguidores fiéis o viu ascender ao céu. — Atos 1:9-11;1 Coríntios 15:3-8.

A vida de Jesus e você

Como afeta isso a você — sim, a todos nós? Ora, o ministério, a morte e a ressurreição de Jesus magnificam a Jeová Deus e são decisivos na realização do Seu grandioso propósito. (Colossenses 1:18-20) São de vital importância para nós no sentido de que podemos ter nossos pecados perdoados à base do sacrifício de Jesus e assim ter uma relação pessoal com Jeová Deus. — João 14:6; 1 João 2:1, 2.
Isso afeta até mesmo os mortos da humanidade. A ressurreição de Jesus abre o caminho para eles retornarem à vida na Terra paradísica prometida por Deus. (Lucas 23:39-43; 1 Coríntios 15:20-22) Se quiser saber mais sobre esses assuntos, convidamo-lo a assistir à Comemoração da morte de Cristo em 30 de março de 2010, num Salão do Reino das Testemunhas de Jeová na sua região. 

(já passou... eu fui e muito interessante, ano que vem tem de novo, mas fica o convite para irem nas reuniões, é diferente do que você viu em outras religiões, eu garanto...)

posted by Charles...

Comemoração da Morte de Cristo

Comemoração da Morte de Cristo, Refeição Noturna do Senhor, Ceia do Senhor ou simplesmente Memorial são termos usados pelas Testemunhas de Jeová para se referirem àquela que consideram ser a mais importante celebração do ano, a única cujo aniversário se sentem na obrigação religiosa de comemorar. Trata-se de uma celebração em memória da morte de Jesus Cristo, que aceitam como o Filho de Deus. Outras denominações cristãs costumam referir-se a esta celebração pelo termo Eucaristia, no entanto, a cerimônia assume contornos bastante diferentes entre as Testemunhas.

Objetivo
A Comemoração da Morte de Cristo visa essencialmente recordar o que as Testemunhas consideram ser os maiores actos de amor jamais realizados, a saber, a entrega voluntária da vida de Jesus, em sacrifício, para redenção da humanidade e, acima de tudo, a dádiva do Pai, Jeová Deus, ao enviar o Seu Filho à Terra para esse propósito, conforme entendem de versículos tais como:
    João 3:16
"Porque Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, a fim de que todo aquele que nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna." (Tradução do Novo Mundo)

    Mateus 20:28
"Assim como o Filho do homem não veio para que se lhe ministrasse, mas para ministrar e dar a sua alma como resgate em troca de muitos." (TNM)

As Testemunhas entendem ainda que a Comemoração destaca a vida íntegra de Jesus, em defesa da Soberania Universal de Jeová, tendo sido ele recompensado com a ressurreição para uma vida imortal e gloriosa nos céus, aguardando à direita do Pai o momento de assumir o reinado sobre a Terra.

Utilização do termo Comemoração
Para alguns, o termo "comemoração" traz à ideia uma festa efusiva de diversão. No entanto, segundo a 7ª edição do dicionário Porto Editora, editado em Portugal, a palavra "comemorar" significa:
"fazer recordar, trazer à memória, solenizar para recordar; lembrar. (do latim commemorare, 'lembrar')"

Assim, o termo usado pelas Testemunhas visa "trazer à memória" e recordar solenemente o que consideram ter sido o mais nobre dos actos, a oferta voluntária da vida de Jesus Cristo. Tal como muitos países e instituições comemoram os aniversários do nascimento ou morte dos seus maiores heróis ou figuras de destaque, as Testemunhas consideram especialmente importante comemorar solenemente a morte daquele a quem consideram ser o Salvador da Humanidade. Encaram esta comemoração ou celebração, não como um momento de diversão banal mas, antes, como uma cerimônia solene, que convida à meditação e reflexão. Apesar do respeito e reverência com que encaram a ocasião, sentem-se particularmente felizes e alegres em estar presentes, visto que a morte e ressurreição de Jesus confere-lhes a esperança de um futuro brilhante, durante uma vida eterna.

Início da celebração
Visto que crêem na Bíblia, as Testemunhas remetem para os evangelhos a origem e instituição desta Comemoração.

Segundo o relato bíblico, Jesus, como judeu que era, celebrava anualmente a Páscoa judaica. Esta cerimónia recordava os acontecimentos da noite de 14 do mês de Nisã, ocorridos mais de quinze séculos antes, quando os hebreus então cativos no Egipto foram libertos sob a liderança de Moisés. Nessa noite, todos os israelitas foram instruídos a abaterem um cordeiro que deveria ser o alimento de cada família e cujo sangue deveria ser usado para marcar as ombreiras das portas. Esta marca livraria as casas assinaladas da morte de cada primogênito às mãos de um anjo executor que as passaria por alto. A própria palavra Páscoa deriva-se do antigo vocábulo hebraico pésach, ou "passar por alto" [em inglês, passover]. A morte dos primogênitos entre os egípcios, ou seja, a décima praga, acabou por levar o Faraó a deixar partir os cativos. Segundo as instruções divinas, esta libertação deveria ser comemorada por repetir a refeição daquela noite. Assim, por muitos séculos, a cada dia 14 de Nisã, pouco depois do pôr do sol (início do dia entre os judeus) os judeus tomavam esta refeição pascal e relembravam a libertação da escravidão no Egipto. Visto que, tanto Jesus como os seus doze apóstolos eram judeus, eles se reuniram para a Páscoa anual, refeição altamente simbólica. Era constituída por cordeiro assado, pão não fermentado (para recordar o precipitado êxodo ou fuga dos israelitas que não permitiu sequer que o pão levedasse) e ervas amargas (para lembrar a dura escravidão). A refeição era acompanhada de vinho.

Segundo o entendimento das Testemunhas, no final desta refeição pascal, Jesus mandou embora Judas Iscariotes, permanecendo na sala com os restantes onze apóstolos. Então, conforme o relato de Lucas 22:19, 20 (TNM), ele distribuiu entre eles um pouco do pão não levedado da Páscoa, dizendo:
"Isto significa meu corpo que há de ser dado em vosso benefício."
A seguir, Jesus fez passar um copo de vinho, dizendo:
"Este copo significa o novo pacto em virtude do meu sangue, que há de ser derramado em vosso benefício."
Ele disse também:
"Persisti em fazer isso em memória de mim."
Assim, esta última ceia, tomada talvez por volta das nove ou dez da noite, acabou por ser em antecipação da sua morte visto que Jesus morreu às três horas da tarde desse mesmo dia (do ponto de vista do calendário judaico).
O apóstolo Paulo, ao escrever aos cristãos em Corinto, descreveu esta cerimônia instituída por Jesus da seguinte forma:
    1 Coríntios 11:23-26
"Pois eu recebi do Senhor o que também vos transmiti, que o Senhor Jesus, na noite em que ia ser entregue, tomou um pão, e, depois de ter dado graças, partiu-o e disse: "Isto significa meu corpo em vosso benefício. Persisti em fazer isso em memória de mim." Ele fez o mesmo também com respeito ao copo, depois de tomar a refeição noturna, dizendo: "Este copo significa o novo pacto em virtude do meu sangue. Persisti em fazer isso, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim." Pois, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este copo, estais proclamando a morte do Senhor, até que ele chegue.

Assim, as Testemunhas entendem que a Comemoração da Morte de Cristo substituiu a celebração da Páscoa, deixando aquela cerimônia de ter qualquer significado para os cristãos. Para os seus seguidores, Jesus era o próprio cordeiro pascal que nesse mesmo dia seria sacrificado, e cujo sangue resultaria na libertação ou salvação dos crentes. As Testemunhas realizam anualmente esta cerimônia, não como um mero ritual formalístico, mas atribuindo-lhe importância central na sua forma de adoração.

Como realizam a Comemoração
Nessa reunião anual, as Testemunhas de Jeová reúnem-se após o pôr do sol, segundo o horário de cada região do mundo, no dia do actual calendário que corresponda ao antigo décimo quarto dia do mês de Nisã. Estas reuniões são realizadas no Salão do Reino local ou, caso a assistência esperada exceda a sua lotação, em salas alugadas para o efeito. Não é usada qualquer decoração especial ou adereços específicos, apesar de, especialmente no caso de salas alugadas, haver a preocupação de tornar o local digno para o evento. É colocada uma tribuna para o orador, usualmente com amplificação sonora, e uma mesa que contém os emblemas da Comemoração, ou seja, o prato com o pão ázimo, ou não levedado, e uma taça com vinho puro de uva, sem aditivos. Caso a assistência seja numerosa, o número dos emblemas poderá aumentar para permitir que a passagem entre os presentes se efectue em cerca de dez minutos.

A reunião dura cerca de uma hora e é constituída por uma palestra à base da Bíblia onde o orador recorda os eventos daquela noite de 14 de Nisã de 33 EC, segundo acronologia das Testemunhas. São destacados os atos de amor de Jeová e de Jesus e como estes beneficiam a humanidade escravizada ao pecado. A doutrina do resgate é considerada com pormenor, apresentando-se argumentos que relacionam o sacrifício de Jesus Cristo com a salvação da humanidade. Descreve-se também a crença de que apenas 144.000 pessoas, ungidas ou escolhidas, serão ressuscitadas para uma vida imortal no céu, junto com Cristo, com o objetivo de reinarem sobre a Terra. Para os restantes da humanidade, é apresentada a esperança de uma vida eterna na Terra, sob a liderança desse Reino de Deus.

Perto do final da palestra, é então iniciada a Comemoração propriamente dita sendo que, após uma oração proferida por um ancião local, o pão é passado por todos os presentes na assistência. O mesmo procedimento é seguidamente efetuado quanto ao vinho.
A reunião começa e termina com oração e cânticos apropriados à ocasião. Entendem assim repetir algo que o próprio Cristo fez junto com os apóstolos fiéis, conforme o seguinte relato:
    Mateus 26:30
"Por fim, depois de cantarem louvores, saíram para o Monte das Oliveiras." (TNM)

O pão e o vinho emblemáticos
O pão ázimo ou não fermentado e o vinho sem aditivos, representam respectivamente o corpo imaculado de Cristo e o seu sangue derramado em redenção dos humanos. São assim símbolos ou emblemas da vida perfeita do Cristo, ou Messias, o Filho de Deus, que ele entregou voluntariamente. As Testemunhas de Jeová rejeitam a doutrina da transubstanciação, a crença das grandes denominações ditas cristãs, segundo a qual após a consagração do pão e do vinho pelo sacerdote, estes se transformam literalmente na substância do corpo e do sangue de Cristo. Também rejeitam a doutrina da consubstanciação, a idéia que a sua carne e seu sangue se combinam com o pão e o vinho.

Para as Testemunhas, o pão e o vinho usados são meramente ilustrativos ou emblemáticos, ou seja, representam o corpo e o sangue do Cristo, mas não possuem qualquer poder milagroso ou similar.

Participantes dos emblemas
As Testemunhas crêem que apenas os homens e mulheres ungidos com espírito santo, portanto pertencentes à classe dos 144.000, devem tomar dos emblemas. Baseiam esta doutrina nos seguintes versículos bíblicos:
    Lucas 22:28-29
"No entanto, vós sois os que ficastes comigo nas minhas provações; e eu faço convosco um pacto, assim como meu Pai fez comigo um pacto, para um reino." (TNM)
Estas palavras foram proferidas por Jesus aos seus onze apóstolos fiéis. Para as Testemunhas, isto indica que os que tomam dos emblemáticos pão e vinho entram numa relação pactuada com Jesus, para reinarem com ele. Segundo elas, o número e a função destes escolhidos são indicados nos seguintes textos:
    Lucas 12:32
"Não temas, pequeno rebanho, porque vosso Pai aprovou dar-vos o reino." (TNM)
    Revelação 5:9-10
"Digno és de tomar o rolo e de abrir os seus selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste pessoas para Deus, dentre toda tribo, e língua, e povo, e nação, e fizeste deles um reino e sacerdotes para o nosso Deus, e hão de reinar sobre a terra." (TNM)
    Revelação 14:1-5
"E eu vi, e eis o Cordeiro em pé no monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que têm o nome dele e o nome de seu Pai escrito nas suas testas. [...] E ninguém podia aprender esse cântico, exceto os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da terra. [...] Estes foram comprados dentre a humanidade como primícias para Deus e para o Cordeiro, e não se achou falsidade na sua boca; não têm mácula." (TNM)
Assim, caso se encontre alguém na assistência que creia pertencer a este grupo, ou "pequeno rebanho" conforme a terminologia encontrada em Lucas 12:32 acima transcrito, ele ou ela comerá parte do pão e beberá um pouco de vinho. Isso indicará aos restantes que tal pessoa possui uma esperança de reinar com Cristo nos céus. Se existirem na congregação anciãos que já tomam dos emblemas por vários anos e ainda possuem capacidade para discursar, geralmente serão os convidados para proferir a palestra e as orações. No entanto, isso não acontece na vasta maioria das congregações das Testemunhas, conforme se pode verificar pelo facto de em 2007 terem comparecido à Comemoração da Morte de Cristo um total de 17.672.443 pessoas sendo que uma minoria de 9.105 tomaram dos emblemas, ou seja, apenas cerca de 0,05 por cento da assistência mundial.
As Testemunhas de Jeová que não possuem esta esperança celestial, ou seja, não consideram fazer parte do "pequeno rebanho", crêem pertencer a um grupo de "outras ovelhas", conforme as palavras de Jesus:
    João 10:16
"E tenho outras ovelhas, que não são deste aprisco; a estas também tenho de trazer, e elas escutarão a minha voz e se tornarão um só rebanho, um só pastor." (TNM)
Para tais estará reservada a vida eterna na Terra, conforme entendem da seguinte promessa bíblica:
    Salmos 37:29
"Os próprios justos possuirão a terra e residirão sobre ela para todo o sempre." (TNM)
Entendem que, a existir uma classe de governantes celestiais, deverá existir um grupo muito superior de súditos terrestres. Assim, ao passar pela sua frente o pão e o vinho, o acto de não tomar deles revela esta sua esperança. Apesar de não participarem dos emblemas durante a Comemoração, estes assistentes consideram ser um privilégio estarem presentes naquele dia como observadores apreciativos.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Comemoração_da_Morte_de_Cristo

+ no site:
http://testemunhas.wikia.com/wiki/Comemoração_da_Morte_de_Cristo
 
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Testemunhas de Jeová


A comunidade religiosa conhecida por Testemunhas de Jeová assume-se como uma religião cristã não-trinitária. Adoram exclusivamente a Jeová e são seguidores de Jesus Cristo. Crêem que a religião é a restauração do verdadeiro cristianismo, mas rejeitam a classificação de seremfundamentalistas no sentido em que o termo é comumente usado. Afirmam basear todas as suas práticas e doutrinas no conteúdo da Bíblia.

Possuem adeptos em 236 países e territórios autónomos, ascendendo a mais de sete milhões e trezentos mil praticantes, apesar de reunirem um número muito superior de simpatizantes. Nos últimos dez anos, mais de 2,7 milhões de pessoas foram batizadas, uma média de cinco mil novos membros por semana. Além disso, no ano de 2009, 18.168.323 pessoas assistiram à Comemoração da Morte de Cristo, constituindo um número bem superior aos dos membros ativos, o que significa que vários outros milhões de simpatizantes têm assistido às suas reuniões e/ou participado de seus cursos bíblicos gratuitos semanais.

As Testemunhas de Jeová são bem conhecidas pela sua regularidade e grande persistência na obra de evangelização de casa em casa e nas ruas. Possuem um dos maiores parques gráficos do mundo visando a impressão e distribuição de centenas de milhões de exemplares da Bíblia e de publicações baseadas nela. Como parte da sua adoração a Deus, assistem semanalmente a reuniões congregacionais e a grandes eventos anuais, onde o estudo da Bíblia constitui a principal temática. São ainda conhecidas por recusarem muitas das doutrinas centrais das demais religiões cristãs, pelo apego a fortes valores que afirmam ser baseados na Bíblia, nomeadamente quanto à neutralidade política, à moralidade sexual, à honestidade  e à recusa em aceitar transfusões de sangue.

Alguns as chamam de propagandistas cristãos, de um novo culto cristão, de uma seita cristã influenciada pelo judaísmo ou de fanáticos que rejeitam tratamento médico. Todavia, a Associação Mundial das Testemunhas de Jeová refuta tais afirmações. Segundo as Testemunhas de Jeová, não importa quanto lhes custe isso, dizem seguir à risca os preceitos bíblicos. Afirmam que não inventaram uma nova religião, mas apenas seguem o que está escrito na Bíblia, e que não importa qual seja a situação, ela contém as orientações e os conselhos para suas vidas. Afirmam que suas crenças, ensinos e atividades são baseadas nela, e por isso incentivam a sua leitura diária. Para ajuda ao entendimento bíblico, suas publicações são produzidas e distribuídas em muitas campanhas missionárias ao redor do mundo.

História e atividades básicas
As Testemunhas de Jeová iniciaram suas atividades nos tempos modernos a partir da década de 1870 do Século XIX, quando Charles Taze Russell, e alguns amigos formaram um pequeno grupo de estudo não sectário da Bíblia, em Allegheny (hoje integrada na cidade de Pittsburgo,Pensilvânia), nos Estados Unidos da América. Com o fim de publicar as suas idéias sobre o que considerava ser a verdade bíblica em contraste com erros doutrinais que atribuía a outras denominações religiosas, Russell começou a publicar A Sentinela, que se assume como a mais distribuída revista religiosa do mundo, bem como a mais traduzida revista de qualquer género. As pessoas que recebiam a revista começaram a reunir-se em grupos para estudo da Bíblia. Assim, acabaram por tornar-se conhecidos por Estudantes da Bíblia ou, quando A Sentinela começou a ser traduzida em outras línguas, Estudantes Internacionais da Bíblia.
 
Charles Taze Russell (1852–1916)

Originalmente, a impressão de A Sentinela e tratados religiosos era feita quase que inteiramente por firmas comerciais. Mas, visando uma maior divulgação pela página impressa, Russell fundou a Sociedade de Tratados da Torre de Vigia de Sião, sendo que esta associação religiosa é hoje conhecida como Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Pensilvânia. Estava deste modo formado o principal instrumento legal do grupo religioso que posteriormente viria a ficar conhecido por Testemunhas de Jeová, visando a realização da sua obra mundial de evangelização. Usualmente, ao se empregar a expressão Sociedade Torre de Vigia, pretende-se mencionar esta primeira Sociedade (Watch Tower Society), ainda em funcionamento hoje em dia. A diretoria desta Sociedade veio a constituir o que se convencionou chamar Corpo Governante, ou seja, o grupo de homens responsáveis pelas atividades mundiais das Testemunhas de Jeová. Durante muitos anos, a expressão "a Sociedade", usada pelas Testemunhas, era uma referência direta a este Corpo Governante. Finalmente, a partir da década de 1970, passou a existir uma clara distinção entre o Corpo Governante e as várias sociedades jurídicas que as Testemunhas usam em todo o mundo. Estas sociedades ouassociações, incluindo a mais antiga delas, são encaradas como simples instrumentos legais para as suas atividades.

Hoje, as Testemunhas de Jeová constituem um grupo mundial de milhões de membros, agrupados em células locais designadas por Congregações, unidas sob uma estrutura mundialque coordena todas as suas atividades. Apesar de possuírem o que chamam de organização e nela existirem homens que assumem responsabilidades locais ou mais abrangentes, as Testemunhas não formam distinção entre clero e leigos, tal como acontece com muitas denominações religiosas. Os seus responsáveis não possuem títulos honoríficos, não usam vestimenta ou símbolos distintivos, não se lhes impõe o celibato, não são assalariados e espera-se que sejam os primeiros a dar o exemplo de boa conduta e moral aos restantes membros da congregação.
Preocupam-se também em divulgar os seus ensinos por publicarem milhares de milhões de páginas de informação em várias centenas de línguas, sem esquecer os que têmnecessidades especiais, tal como os surdos ou cegos. Aos interessados oferecem estudos domiciliares e gratuitos da Bíblia tentando depois trazê-los até aos seus centros de reunião, conhecidos por Salões do Reino. As suas reuniões e congressos, bem como a realização de cerimónias como casamentos e funerais, são sempre realizadas gratuitamente e nunca fazem coletas, nem se cobram dízimos. Aceitam contribuições voluntárias e anónimas para o financiamento da sua obra e dos seus locais de reunião. Mantêm ainda extensos programas de educação e de serviço voluntário em várias frentes.

As Testemunhas de Jeová continuam a experimentar um contínuo aumento entre as suas fileiras. Apesar de duramente perseguidas e proscritas em muitos países, sendo alvo decríticas e várias controvérsias devido à sua singular interpretação da Bíblia e apego intransigente às suas doutrinas que, na sua maioria, diferem da teologia da cristandade, rejeitando assim qualquer envolvimento no ecumenismo, mantendo uma estrita neutralidade política e militar.

Defendendo uma conduta moral bastante rígida, mostram um zelo notável, que alguns consideram proselitismo agressivo, no que chamam "obra de pregação das Boas Novas do Reino". Este serviço realizado voluntariamente distingue-as e torna-as conhecidas mundialmente, sendo habitual observá-las nas suas regulares visitas às casas dos seus vizinhos e no contato direto com o público onde quer que haja pessoas.

O seu nome distintivo

Afirmam que, desde o início, terá existido apenas uma religião verdadeira, constituída por aqueles que a Bíblia menciona como fazendo a vontade de Jeová, e que todas as outras formas de adoração podem ser englobadas num império mundial de religião falsa.  Consideram que uma das características principais que fazem com que qualquer grupo religioso, seja ele cristão ou não, seja incluído no conjunto da religião falsa é o desprezar ou simplesmente não reconhecer e divulgar o Nome de Deus.

As Testemunhas de Jeová têm orgulho em divulgar o Nome de Deus, preferindo em português a forma Jeová. Apesar de não considerarem incorreto o uso de Javé ou Iavé, preferem a forma Jeová (em português) por ser o uso mais comum em grande número das traduções bíblicas modernas bem como em outras obras seculares e na conversação diária.
Apesar de algumas pessoas, e até mesmo a imprensa ou determinadas obras literárias, designarem as Testemunhas de Jeová por "jeovistas" ou "jeovás", elas rejeitam estes termos considerando-os pejorativos e mesmo ofensivos contra o Deus que adoram, visto que consideram que o Nome Sagrado deve ser tratado com respeito e reverência.

Fundamentação das suas doutrinas
A única autoridade reconhecida pelas Testemunhas de Jeová em termos teológicos é a Bíblia. Usam frequentemente a NM - Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada pela Sociedade Torre de Vigia, embora usem diversas outrastraduções da Bíblia, conforme pode ser visto por uma análise das suas publicações. Além disso, muitas Testemunhas ainda não possuem aquela versão no seu idioma, recorrendo assim às versões mais populares disponíveis no país onde moram.

A interpretação do texto bíblico é feita segundo o entendimento aprovado pelo Corpo Governante das Testemunhas de Jeová e publicado pela Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados. Confiam no seu Corpo Governante como "porta-voz" de Jeová Deus, para fornecer ensino e entendimento bíblico no tempo apropriado. Este Corpo Governante é composto de anciãos, procedentes de vários países, e usa como base a sede mundial das Testemunhas de Jeová. Afirmam que este órgão central de homens mais experientes está sob a liderança de Jesus Cristo, promovendo e coordenando a obra das Testemunhas de Jeová em mais de cem mil congregações nos 236 países onde se encontram. No entanto, nem os membros do Corpo Governante nem qualquer outra Testemunha de Jeová afirmam ser inspirados por Deus, ao contrário do que crêem ter acontecido com os escritores bíblicos cuja escrita terá sido guiada pelo Espírito Santo. Assim, as suas publicações podem e são sujeitas a alterações a nível doutrinal, talvez quando um estudo mais detalhado de determinado assunto conduz a um ajuste de pensamento.

Divulgação das suas doutrinas
Trabalho de evangelização contatando as pessoas de casa em casa
As Testemunhas de Jeová procuram empenhar-se na divulgação mundial das suas crenças através de vários meios e, em especial, através da página impressa. Nas suas convenções anuais, são apresentados à comunidade novos livros, brochuras e outros artigos para divulgação doutrinária. Apesar de estarem presentes na Internet, atualmente não possuem quaisquer emissões de TV ou Rádio. No entanto, foram pioneiras no uso do cinema sincronizado com som e fizeram vasto uso de emissoras de rádio no passado, principalmente na década de 1930 e 1940, quando chegaram a montar as maiores redes radiofônicas da época.

Trabalho de evangelização contatando as pessoas de casa em casa
Hoje possuem um dos maiores parques gráficos do mundo, com capacidade para imprimir centenas de milhões de exemplares de publicações a cada ano, sendo que algumas das suas edições estão entre as mais distribuídas mundialmente. Apenas nos últimos 30 anos do Século XX, imprimiram-se mais de vinte mil milhões (vinte bilhões) de livros, folhetos, brochuras e revistas. Os títulos publicados são traduzidos individualmente em dezenas ou mesmo centenas de idiomas e apresentados em versões diferentes, tal como edições com caracteres de grandes dimensões ou em braille para os que possuem deficiências visuais, DVD's com língua de sinais, gravações áudio cassete e mp3 entre outros.

Desde 1926, a Sociedade Torre de Vigia, publicou mais de 159 milhões de exemplares de diversas versões da Bíblia, em 74 línguas. Além da Bíblia, sua mensagem é apresentada ao público,

Modo de vida
As Testemunhas de Jeová encaram a sua religião como um modo de vida, sendo que todos os outros interesses, incluindo o emprego e a família, giram em torno da adoração exclusiva que prestam a Jeová, Deus. Assim, não importam o que façam, incluindo a seleção de diversão ou de vestuário, de carreira na escola ou na profissão ou mesmo a escolha de cônjuge, o comportamento e interação com a comunidade, nos negócios ou em lazer, tudo isso é influenciado pela decisão que tomaram de dedicar a sua vida incondicionalmente a Jeová. A Bíblia é encarada como um manual de aplicação prática e obrigatória em todos os campos da vida. Pretendem aplicar seriamente a seguinte injunção bíblica:

    1 Coríntios 10:31
"Portanto, quer comais, quer bebais, quer façais qualquer outra coisa, fazei todas as coisas para a glória de Deus." (NM)
 
Afirmado-se cristãs, observam o exemplo de Jesus procurando imitá-lo, conforme a seguinte instrução:
    1 Pedro 2:21
"Fostes chamados para este proceder, porque até mesmo Cristo sofreu por vós, deixando-vos um modelo para seguirdes de perto os seus passos." (NM)

odas as Testemunhas de Jeová são incentivadas a serem diligentes estudantes da Bíblia e das publicações que afirmam basear-se nela, bem como a apresentar um elevado grau de compromisso com a sua religião. Crêem que todas elas, sejam homens ou mulheres, são ministros de Deus, ordenados no dia do seu batismo pessoal por imersão completa em água. Este passo não é permitido a crianças incapazes de tomar decisões, nem é imposto a adultos. Usualmente, alguém que se reúne com as Testemunhas necessita de vários meses, ou mesmo anos, para ser aprovada para o batismo e só depois de expressar convictamente o seu desejo de se tornar uma Testemunha de Jeová.
Além do seu estudo pessoal da Bíblia, espera-se que assistam a reuniões congregacionais, usualmente duas vezes por semana, em locais conhecidos por Salões do Reino ou em casas particulares, para instrução coletiva e encorajamento mútuo. Outras reuniões de maiores dimensões ocorrem, usualmente, três vezes por ano, em Salões de Assembleias mantidos por elas ou em instalações públicas alugadas, como estádios desportivos ou auditórios municipais.

Todas as Testemunhas, alistadas nos seus relatórios anuais, são também publicadores ativos da mensagem que consideram urgente transmitir. Participam regularmente em atividades formais organizadas localmente para contatar os vizinhos mas também aproveitam ocasiões informais para falar com conhecidos ou simplesmente com aqueles com quem se cruzam ao longo do dia.

Serviço voluntário das Testemunhas de Jeová
As Testemunhas de Jeová encontram-se entre as organizações que usam amplamente o serviço voluntário e, pertencendo a uma religião que se afirma cristã, encaram o amor ao próximo como um sinal identificador do cristianismo genuíno. Todos os seus membros são voluntários, usando as suas habilidades, tempo, esforço e recursos financeiros em projetos específicos promovidos pela organização a que pertencem.

Também se ressalta o trabalho voluntário realizado com os surdos. Em vários países, voluntários Testemunhas de Jeová ajudam milhares de surdos, desde a alfabetização na sua primeira língua, como a LIBRAS no Brasil e a LGP em Portugal, passando pelo idioma escrito de sua região, quando se aplica. Traduzem e distribuem Bíblias e outros livros para DVDs em vídeos em mais de 39 línguas de sinais para distribuição gratuita aos surdos. Além disso, tem-se dado atenção especial a estes, oferecendo seu trabalho voluntário como intérpretes em língua de sinais, acompanhando os surdos emescolas, médicos, advogados, entrevista de emprego, etc. Elas têm oferecido também aos familiares e até mesmo colegas de trabalho dos surdos a oportunidade de conhecerem a língua de sinais, e para isso usam DVDs visuais ou outra publicação produzida pelas próprias Testemunhas com o objetivo de facilitar o aprendizado e a inclusão social e espiritual dos surdos à suas famílias e às suas comunidades.

Outra forma de serviço voluntário prestado pelas Testemunhas de Jeová é a ajuda humanitária. Nessas ocasiões as Testemunhas não restringiram a ajuda humanitária a apenas seus concrentes. Desde a Segunda Guerra Mundial, as Testemunhas de Jeová têm organizado ajuda humanitária de socorro aos seus irmãos cristãos e outras pessoas que sofrem efeitos da guerra, desastres naturais ou outras calamidades. A sua experiência na organização de um grande número de voluntários que atuam em projetos de construções de Salões do Reino e em seus congressos anuais, contribuem para o seu sucesso neste respeito. Muitas vezes elas são a primeira agência de Socorro urgente a aparecer em cena.

Conceito sobre outras religiões
As Testemunhas de Jeová crêem praticar a religião verdadeira (ou seja, o primitivo Cristianismo), e por fazer isso, serão salvas como grupo, o que não significa que toda Testemunha individual seja salva. Ensinam que, para alguém poder ser salvo, a pessoa tem de obter conhecimento sobre a vontade de Deus (João 17:3), conforme expressa na Bíblia, e pôr em prática aquilo que aprende, mantendo a sua integridade até o fim (Mateus 24:13).

Já por muitos anos, as suas publicações têm expresso a opinião que todas as outras religiões são falsas, particularmente as religiões da cristandade, ou seja aquelas que professam ser cristãs. A todas as religiões acusam de permissividade moral, envolvimento na política e nos conflitos mundiais, divulgação de ensinos que consideram pagãos e antibíblicos, ostentação material, conduta imprópria ou destaque pessoal dos seus líderes e que, por essas razões, todas elas serão destruídas. Crêem que isso acontecerá às mãos dos governos políticos do mundo que abolirão a religião e que, sem se aperceberem, apenas estarão a executar o julgamento de Deus.

Embora sejam criticadas por serem intolerantes com as outras religiões, elas respeitam as diferenças de opinião e não procuram impor as suas crenças. Criticam as organizações religiosas nas suas doutrinas e práticas que consideram biblicamente erradas, mas nunca a fé individual e a sinceridade dos seus crentes. Sobre este assunto, a revista Despertai! afirmou:

"Sentimos interesse bondoso e amoroso pelas pessoas de todas as religiões, mas quando as crenças e práticas religiosas delas são falsas e merecem a desaprovação de Deus, trazer isto à atenção delas, por expor a falsidade, significa mostrar amor a elas. Jesus mostrou claramente o erro das práticas religiosas dos escribas e fariseus de seus dias, dizendo que a religião deles era vã."

Oposição às Testemunhas de Jeová

Durante o Século XX e XXI, as Testemunhas de Jeová são consideradas como um dos grupos religiosos mais perseguidos por todas as vertentes do poder, seja religioso, seja político. Além de esta afirmação ser várias vezes mencionada nas suas publicações,[26] outras fontes também se referem a esta oposição. Sobre isto, o editor da en:United Church Observer, que se assume como uma das mais antigas e respeitadas revistas religiosas do Canadá, escreveu:

"Não é sempre que os representantes da religião organizada se erguem a favor das Testemunhas de Jeová. No entanto, são um grupo corajoso e, provavelmente, aguentaram mais perseguição por menos ofensas do que qualquer outro grupo religioso do mundo. […] O registo histórico das Testemunhas na Alemanha nazi foi um dos mais corajosos do mundo. Não ouvimos falar muito sobre o modo em que fizeram face a Hitler. […] Nenhuma outra organização religiosa permaneceu tão firme e sofreu tanto em proporção ao seu tamanho."

A oposição a este grupo religioso, espalhado pelos vários continentes, ainda permanece viva em quase três dezenas de países, onde as suas atividades estão banidas oficialmente e vários dos seus membros estão encarcerados. Segundo as Testemunhas, a perseguição movida contra elas, mesmo em países considerados democráticos, tem tomado muitas formas distintas, desde a intolerância na família, na escola, no emprego e na sociedade em geral.

Oposição durante os governos de Vargas e Dutra
Entre 1940 e 1947 no Brasil, meio aos governos de Getúlio Vargas e Eurico Gaspar Dutra, à Segunda Guerra Mundial e ao início da Guerra Fria, a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados teve suas publicações confiscadas, membros presos e seu registro de atividades de Associação jurídica proscrito no país. Sob alegações diversas e contraditórias, as Testemunhas de Jeová foram acusadas de propagandear o nazismo, o fascismo, o anarquismo e o comunismo.

Em outubro de 2007 o site da Universidade de São Paulo, publicou um trabalho acadêmico, contendo uma dissertação de mestrado com o título: A torre sob vigia: as Testemunhas de Jeová em São Paulo (1930-1954). Esta dissertação tem o objetivo de analisar a ação das Testemunhas de Jeová em São Paulo entre os anos de 1930 e 1954 e a repressão imposta pelo Estado. O trabalho foi muito bem pesquisado e está balizado em documentos da época, acessados pelo autor tanto em órgãos públicos quanto no museu histórico da Associação Torre de Vigia em Cesário Lange, SP.
A dissertação busca perceber até que ponto a perseguição policial e judicial empreendida contra essa organização religiosa, que contava com menos de 1000 adeptos até 1947, encontrava eco no estreitamento de interesses entre a Igreja Católica e o Estado brasileiro.

Posições controversas das Testemunhas de Jeová
Ao longo da sua história, as suas crenças, doutrinas e práticas religiosas têm sido, amiúde, alvo de algumas controvérsias. Especialmente visadas têm sido as suas doutrinas sobre a vinda iminente de um Armagedom mundial, o seu trabalho intenso de proselitismo, a sua neutralidade e distanciamento quanto atradições seculares ou assuntos políticos, a prática da excomunhão ou desassociação de membros, a rejeição do uso de sangue na alimentação e na medicina, entre outras temáticas.

Muitos médicos têm reconhecido, que a posição contrária à transfusão de hemocomponentes por parte das Testemunhas de Jeová, incentivou a pesquisa de tratamentos alternativos, permitindo efetuar cirurgias complexas sem a necessidade do uso de sangue total e hemoterapia, técnicas que beneficiam tanto as Testemunhas como outros pacientes. Uma parte da comunidade médica, porém, continua crítica em relação a opção religiosa, recusando-se a dar tratamento ou submeter a cirurgias a menos que seja permitida a transfusão sanguínea. Isto obriga estes pacientes a buscar tratamento em outros hospitais ou buscar um médico disposto a utilizar as diversas técnicas disponíveis para se evitar transfusões.

Fonte:

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O que é o Ofício de Trevas?

**Ofício das Trevas**
Por: Claudia Zelini Diello
Na quarta-feira, quinta-feira e sexta-feira santa realiza-se, à tarde, os ofícios chamados das trevas.Durante o ofício das trevas cantam-se as lamentações do Profeta Jeremias sobre Jerusalém.
O Oficio das Trevas é uma celebração medieval que relembra a Paixão de Cristo. Todas as pessoas devem estar vestidas de preto, as luzes da igreja estarão apagadas e será iluminada apenas por velas
Na celebração são utilizadas matracas que contém um som seco e oco, esse som remete que Cristo está caminhando para a morte. Por não ser um momento de festa, as pessoas utilizam roupas da cor preta.
Os cantos na cerimônia são gregorianos (latim). No altar existem 15 velas que relembram os 150 salmos da Biblia que pouco a pouco são apagadas. Restará apenas uma vela acesa (Cristo) e será escondida atrás do altar.
Neste momento, o barulho das matracas irá ressoar por toda Capela, fazendo alusão que as Trevas teriam vencido a Luz. Entretanto, a vela escondida (Cristo) ressurge representando que o nosso Senhor Jesus Cristo ressuscitou e venceu a morte.
Essa é uma tradição dentro da Igreja Católica.

terça-feira, 30 de março de 2010

**A Quaresma**

Postado por: Claudia Zelini Diello
Pode-se entender melhor o significado da Quaresma, decidida pelo Vaticano II,conhecendo a história deste tempo litúrgico.A celebração da Páscoa, nos três primeiros séculos da Igreja, não tinha um período de preparação. Limitava-se a um jejum realizado nos dois dias anteriores. A comunidade cristã vivia tão intensamente o empenho cristão, até o testemunho do martírio , que não sentia a necessidade de um período de tempo para renovar a conversão já acontecida com o batismo. Ela prolongava, porém, a alegria da celebração pascal por cinqüenta dias ( Pentecostes). Após a Paz de Constantino, quando a tensão diminuiu no empenho da vida cristã, começou-se a perceber a necessidade de um período de tempo para admoestar os fiéis sobre uma maior coerência com o batismo.Nascem assim as prescrições sobre um período de preparação à Páscoa. No Oriente, encontramos os primeiros sinais de um período pré-pascal, como preparação espiritual à celebração do grande mistério, no princípio do século IV. Santo Atanásio nas "Cartas pascais" (entre os anos 330 e 347), São Cirilo de Jerusalém nas Protocatequeses e nas Catequeses mistagógicas (347), fala desse período como realidade conhecida. Eusébio (+340) em De solemnitate paschali fala do "quadragesimo exercitium......santos Moyses e Eliam imitantes" (Cf. PG 24,697). No Ocidente, temos testemunhos diretos somente no fim do século IV. Falam desse período Etéria (385) em seu Itinerarium (27,1) pela Espanha e Aquitânia; Santo Agostinho para a África; Santo Ambrosio (+ 396) para Milão. Não sabemos com certeza onde, por meio de quem e como surgiu a Quaresma, sobretudo em Roma; apenas sabemos que ela foi se formando progressivamente. Ela tem uma pré-história , ligada a uma praxe penitencial preparatória à Páscoa, que começou a firmar-se desde a metade do século II. Até o século IV, a única semana de jejum era aquela que precedia a Páscoa . Na metade do século IV, já vemos acrescentadas a esta semana outras três, compreendendo assim quatro semanas.A partir do fim do século IV, a estrutura da Quaresma é aquela dos "quarentas dias", considerados à luz do simbolismo bíblico, que dá a este tempo um valor salvífico-redentor, cujo sinal é a denominação "sacramentum". Celebrar a Quaresma é portanto, reconhecer a presença de Deus na caminhada, no trabalho, na luta, no sofrimento e na dor da vida do povo.Como o povo de Israel, que andou 40 anos no deserto antes de chegar à terra prometida, terra da promessa onde corre leite e mel. Como Jesus, que passou quarenta dias de retiro no deserto antes de anunciar a vinda do Reino. Que subiu a Jerusalém para cumprir a missão que o Pai lhe confiou: dar a sua vida e ser glorificado.A Quaresma, e isso é bem evidenciado na sua história, é um tempo forte de conversão e de mudança interior, tempo de deixar tudo o que é velho em nós, tempo de assumir tudo o que traz vida para a gente.Tempo de graça e salvação, em que nos preparamos para viver, de maneira intensa, livre e amorosa, o momento mais importante do ano litúrgico, da história da salvação, a Páscoa, aliança definitiva, vitória sobre o pecado, a escravidão e a morte. A espiritualidade da quaresma é caracterizada também por uma atenta, profunda e prolongada escuta da Palavra de Deus. É esta Palavra que ilumina a vida e chama à conversão, infundindo confiança na misericórdia de Deus. O confronto com o Evangelho ajuda a perceber o mal, o pecado, na perspectiva da Aliança, isto é, a misteriosa relação nupcial de amor entre deus e o seu povo. Motiva para atitudes de partilha do amor misericordioso e da alegria do Pai com os irmãos que voltam convertidos. Fazer da Quaresma um tempo favorável de avaliação de nossas opções de vida e linha de trabalho, para corrigir os erros e aprofundar a vivencia da fé, abrindo-nos a Deus, aos outros e realizando ações concretas de fraternidade, de solidariedade.
Autor: Padre Gian Luigi Morgano

Fonte:http://www.catequisar.com.br/texto/materia/celebracoes/quaresma/16.htm