quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Enxurrada em Três Passos

por Charles Moisés Müller
26 de novembro de 2009

Ontem dia 25 de novembro de 2009, a cidade de Três Passos passou por algo que nunca se imaginou em nossa região. Com uma chuva que no dia de ontem passou de 120 mm, áreas da cidade foram alagadas, famílias ficaram desabrigas, pontes no interior foram arrancadas, animais foram levados e mortos pela fúria das águas.

O município esta desolado, mais de 60 pessoas desabrigadas, prejuízos na cidade e no meio rural. Só nesse mês de novembro, as chuvas já passaram de 500 mm aqui no município. Algo do tipo nunca se viu aqui. Ao vermos enchentes na televisão, pensávamos que isso nunca se abateria sobre nós, mas não foi o que vimos ontem.

Aqui em casa mesmo, nos fundos do terreno, passa um pequeno córrego, que a primeira vista sempre foi inofensivo, ontem expressava sua fúria e voracidade. O nível d’água teve um aumento tão grande, que a mesma passou o leito do rio e veio subindo até chegar ao porão de minha casa, e lá atingir cerca 30cm. O corregozinho possui uma margem alta, e uma distancia de no mínimo uns 20m até minha casa, mas isso não impediu que tudo ficasse alagado. A cena não foi diferente ao longo do córrego que virou um forte rio, casas mais a baixo ficaram alagadas, trazendo prejuízos aos moradores.

Foto tirada por mim dos fundos de minha casa. A direita pode-se ver a casinha do cachorro, o qual tive que salvar, pois estava prestes a se afogar.

Foto tirada por mim, também dos fundos, mas mais ao lado. Daqui podemos ver o alagamento atingindo o vizinho. Nessa parte mais a frente o corregozinho já passa por tubos de concreto.

A chuva foi mais forte que o normal, pode ser um dos vários sinais que o mundo esta tendo de que o Planeta já agüenta mais tanta falta de caso com o mesmo. Reflexos de um mundo novo, que se não haver mudanças drásticas em nosso estilo de viver, a tendência é só de piorar. Para se ter idéia, a chuva veio com tanta força, que estamos sem água aqui no município, e sem prazo determinado para o abastecimento voltar ao normal. Escolas também suspenderam as aulas por essa semana.

Mas algo que muito contribui para tal fato da enchente nesse ponto e em alguns outros pontos da cidade, é o grande acumulo de sujeira, e muita dessa sujeira não é só terra, folhas e etc., mas como também lixo doméstico, como litros pet, sacos plásticos e outros. Junte tudo isso, temos as tubulações, “bocas de lobo” e bueiros entupidos, impossibilitando a vazão da água.

O que falta ainda ao povo é um pouco de consciência, que não se deve jogar lixo nos lugares indevidos, o município tem a coleta seletiva, que passa semanalmente, e para outros tipos de entulhos é só contatar a prefeitura ou serviços terceirizados.

Espero que a população aprenda um pouco com o desastre que ocorreu na última quarta-feira, e tome consciência, e pare de jogar lixo no meio ambiente, pois tudo o que jogamos e fizemos a ele, uma dia, mais cedo ou mais tarde, volta pra nós!

Para ajudar ao povo tomar um pouco mais de juízo, eu sugeriria a prefeitura falar com os lideres de bairro, e passar a mensagem para eles, e depois, a mesma mensagem ser repassada nas próximas reuniões que acontecem a cada dois meses nos bairros. As reuniões são de saúde, mas nada melhor que usar esse momento de falar algo tão importante. E torcer para que na próxima, pois não pensemos que essa foi a última vez que a chuva veio tão forte, estejamos livres do acumulo de lixo e sujeira, o que fará com que diminua e muito o risco de enchente. Para isso tem que ser feito uma cooperação, prefeitura e população, os moradores não jogando lixo, e a prefeitura mantendo sempre as aberturas e as saídas das tubulações, bueiros e etc. sempre limpas, com manutenção periódicas.

Veja os vídeos no meu canal do YouTube:
http://www.youtube.com/user/charlesmuller7

Mais algumas fotos:







terça-feira, 24 de novembro de 2009

91 anos da lendária Batalha das Toninhas!

por Charles Moisés Müller


Trago ao blog com muita alegria e um pouco de sátira, que dia 18 de novembro comemoraram-se os 91 nos da Batalha das Toninhas!


Não sabe o que é? Não fique tão surpreso, pouquíssima gente sabe, eu mesmo fiquei sabendo isso há pouco tempo, enquanto pesquisava sobre a I GM para o meu estagio no 3º ano do ensino médio no 1º semestre de 09.


O texto ai em baixo é feito por mim, baseado em algumas pesquisas em sites e vídeos sobre assunto. Espero que gostem, comemorem ou se espantem com o desenrolar da história. Leiam...

O Brasil na Primeira Guerra Mundial

No inicio manteve-se na neutralidade;


Abril de 1917, a navio brasileiro “Paraná” foi torpedeado ao largo da costa francesa por um submarino alemão;


O presidente brasileiro na época, Venceslau Braz, assina a declaração de guerra contra a Alemanha;


O Brasil envia para a Europa uma missão militar com o contingente da Marinha, Exercito incluindo aviadores e médicos;


10 aviadores brasileiros são incorporados a “RAF” (Real Força Aérea – britânica), mas recebem a função de missões de reconhecimento;


Brasil com a DNOG – Divisão Naval De Operações de Guerra;


O Brasil recebe a missão de, patrulhar o Estreito de Gibraltar no Mar Mediterrâneo e o Atlântico;


O que os livros de História não contam sobre a nossa participação na 1ª GM
Resumindo a nossa participação na guerra em uma palavra: PATÉTICA;


A junta médica teve um “trabalhinho” no sul da França;


Nós tínhamos só UMA MISSÂO, “cuidem do Estreito de Gibraltar”, só isso!


Mas resolveram dar um “pulo” no sul da Espanha. O único lugar que você não podia ir no mundo inteiro era no sul da Espanha. Por que? Pois lá havia uma epidemia de gripe, A Gripe Espanhola;


Tanto, que morreram alguns dos nossos pela gripe espanhola;


Avisados pelos britânicos, os quais delegaram a missão de cuidarmos do Estreito de Gibraltar, que poderia haver submarinos alemães naquele local;


Até ai, tudo beleza, a não ser por parte de a tripulação ter pegado gripe espanhola e morrido, mas tudo bem;


Em 18 de novembro de 1918, acontece um fato “decisivo” na Guerra;


Houve uma movimentação no mar, os oficiais mandaram abrir fogo, sob suspeita de um submarino alemão;


Acertaram! Acertaram sim... mas um cardume de toninhas (golfinho), eram sangue para tudo que é lado e golfinho voando...


Isso foi tirado dos livros de História;


Ficou conhecida como... A Batalha das Toninhas;


Ainda hoje se brinca sobre esse fato, que os alemães ficaram tão apavorados com o que fizemos com um cardume de toninhas, que pensaram, “se os caras fizeram tudo isso com as toninhas, o que eles vão fazer com agente?”. Por isso que no mesmo dia, 18 de novembro os alemães assinaram a rendição;


Mais sites sobre o assunto:
http://dokatano.blogspot.com/2009/04/i-guerra-mundial-sangrenta-batalha-das.html

http://brunopinheirom.blogspot.com/feeds/posts/default


sexta-feira, 20 de novembro de 2009

A Farsul contra o meio ambiente gaúcho


Do Blog de Juremir Machado da Silva:

“Quem é mais perigoso: o MST ou a Farsul? Parece provocação. E é. O MST andou derrubando laranjeiras em São Paulo. A Farsul quer derrubar toda a legislação ambiental gaúcha. Os agrochatos pretendem liquidar os ecochatos. Tramita na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul o PL 154, tramado meio na surdina, que propõe acabar com as Áreas de Proteção Permanente. Em lugar dos 30 metros mínimos, por exemplo, de preservação às margens dos rios, a Farsul e os seus ruralistas xiitas querem uma proteção de 5 metros. Eta mundo velho sem porteira! Se der, vai ter eucalipto dentro de rio. E não haveria diferença entre áreas intocadas e áreas já utilizadas.

A Farsul, como no caso dos transgênicos, faz da desobediência às leis vigentes o seu melhor argumento, o do fato consumado. A isso a Farsul chama de princípio de realidade. Ao mesmo tempo em que tenta crimininalizar os movimentos sociais e exigir deles que respeitem as leis mesmo quando as leis não foram respeitadas por quem grilou terras, não faz o mesmo quando é do seu interesse. Os deputados da base aliada estão empurrando com as enormes barrigas um projeto devastador e ardiloso, em nome, como sempre, da produção, da economia e dos ganhos sedutores e incomensuráveis. É a velha ganância travestida de razoabilidade e de progresso. Muita gente tem medo do MST. Faz sentido. Neste caso, eu tenho mais medo da Farsul. Salvo se tudo isso é ignorância minha. Afinal, todo dia um ruralista garante que sou muito ignorante e tolo. Acredito no IBGE”.

Fonte: http://rsurgente.opsblog.org/2009/11/11/a-farsul-contra-o-meio-ambiente-gaucho/

by charles...

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Lenda da Mandioca...





O Brasil é um País com uma invejável diversidade cultural... Pensando nisto hoje posto aqui a "Lenda da Mandioca"... Para desta forma conhecermos um pouco mais do imaginário indígena de nossa terra.

Lenda da Mandioca
Por: Claudia Zelini Diello
Nasceu uma indiazinha linda da tribo dos Tupis.
Todos na aldeia espantaram-se:

- Como é branquinha esta criança!
Chamaram-na de Mani.
Mani...
Comia pouco e pouco be
bia.
Mani era quieta e
triste.
Parecia esconder um mistério.
Uma bela manhã,
Mani não se levantou da rede.
O Pajé deu ervas e bebidas à menina.

Mani sorria, muito doente, mas sem dores.

E sorrindo Mani morreu.

Os pais enterraram-na dentro da própria
oca e regaram a sua cova com água.
Como era costume dos índios Tupis, mas também com muitas lágrimas de saudade.

Um dia, perceberam que do túmulo de Mani rompia uma plantinha verde e viçosa.

A plantinha desconhecida crescia depressa.

Poucas luas se passaram e ela estava alta, com um caule forte que até fazia a terra rachar ao redor.

- Vamos cavar?

- comentou a mãe de Mani.

Cavaram um pouco e, à flor da terra, viram umas raízes grossas e
morenas, quase da cor dos curumins, nome que dão aos indiozinhos.
Mas, sob a casquinha escura, lá estava a polpa branquinha, quase da cor de Mani.

- Vamos chamá-la de Mani-oca.

- resolveram os índios.

Transformaram a planta em alimento.

E até hoje, entre os índios do norte e do centro do Brasil, este é um alimento muito importante.

E em todo o Mundo, quem não gosta da Mandioca?

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Proclamação da República no Brasil


História da Proclamação da República, feriado do dia 15 de Novembro, crise da monarquia, Marechal Deodoro da Fonseca, movimento republicano, história do Brasil, fim da monarquia, democracia no Brasil.


A Proclamação da República (15/11/1889)


Introdução


No final da década de 1880, a monarquia brasileira estava numa situação de crise, pois representava uma forma de governo que não correspondia mais às mudanças sociais em processo. Fazia-se necessário a implantação de uma nova forma de governo, que fosse capaz de fazer o país progredir e avançar nas questões políticas, econômicas e sociais.
Crise da Monarquia


A crise do sistema monárquico brasileiro pode ser explicada através de algumas questões:


• Interferência de D.Pedro II nos assuntos religiosos, provocando um descontentamento na Igreja Católica;


• Críticas feitas por integrantes do Exército Brasileiro, que não aprovavam a corrupção existente na corte. Além disso, os militares estavam descontentes com a proibição, imposta pela Monarquia, pela qual os oficiais do Exército não podiam se manifestar na imprensa sem uma prévia autorização do Ministro da Guerra;


• A classe média (funcionário públicos, profissionais liberais, jornalistas, estudantes, artistas, comerciantes) estava crescendo nos grandes centros urbanos e desejava mais liberdade e maior participação nos assuntos políticos do país. Identificada com os ideais republicanos, esta classe social passou a apoiar o fim do império;


• Falta de apoio dos proprietários rurais, principalmente dos cafeicultores do Oeste Paulista, que desejavam obter maior poder político, já que tinham grande poder econômico;


Diante das pressões citadas, da falta de apoio popular e das constantes críticas que partiam de vários setores sociais, o imperador e seu governo, encontravam-se enfraquecidos e frágeis. Doente, D.Pedro II estava cada vez mais afastado das decisões políticas do país. Enquanto isso, o movimento republicano ganhava força no Brasil.


A Proclamação da República

No dia 15 de novembro de 1889, o Marechal Deodoro da Fonseca, com o apoio dos republicanos, demitiu o Conselho de Ministros e seu presidente. Na noite deste mesmo dia, o marechal assinou o manifesto proclamando a República no Brasil e instalando um governo provisório.


Após 67 anos, a monarquia chegava ao fim. No dia 18 de novembro, D.Pedro II e a família imperial partiam rumo à Europa. Tinha início a República Brasileira com o Marechal Deodoro da Fonseca assumindo provisoriamente o posto de presidente do Brasil. A partir de então, o pais seria governado por um presidente escolhido pelo povo através das eleições. Foi um grande avanço rumo a consolidação da democracia no Brasil.

Fonte: http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/proclamacaodarepublica.htm



HINO DA PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA
Letra: Medeiros e Albuquerque
Música: Leopoldo Augusto Miguez

Seja um pálio de luz desdobrado.
Sob a larga amplidão destes céus
Este canto rebel que o passado
Vem remir dos mais torpes labéus!
Seja um hino de glória que fale
De esperança, de um novo porvir!
Com visões de triunfos embale
Quem por ele lutando surgir!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!

Nós nem cremos que escravos outrora
Tenha havido em tão nobre País...
Hoje o rubro lampejo da aurora
Acha irmãos, não tiranos hostis.
Somos todos iguais! Ao futuro
Saberemos, unidos, levar
Nosso augusto estandarte que, puro,
Brilha, avante, da Pátria no altar!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!

Se é mister que de peitos valentes
Haja sangue em o nosso pendão,
Sangue vivo do herói Tiradentes
Batizou este audaz pavilhão!
Mensageiros de paz, paz queremos,
É de amor nossa força e poder
Mas da guerra nos transes supremos
Heis de ver-nos lutar e vencer!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!

Do Ipiranga é preciso que o brado
Seja um grito soberbo de fé!
O Brasil já surgiu libertado,
Sobre as púrpuras régias de pé.
Eia, pois, brasileiros avante!
Verdes louros colhamos louçãos!
Seja o nosso País triunfante,
Livre terra de livres irmãos!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!

Fonte: http://www.velhosamigos.com.br/DatasEspeciais/diarepub4.html

Autores:

. Leopoldo Miguez (1850/1902) - Filho de pai espanhol e mãe brasileira, Leopoldo Américo Miguez nasceu no Rio de Janeiro, em 08 de setembro de 1850, onde morreu em 06 de julho de 1902, deixando numerosa obra. Republicano convicto, o compositor inscreveu-se no concurso aberto à composição do Hino à Proclamação da República, realizado em janeiro de 1890, obtendo, entre 29 candidatos, o primeiro lugar. Ele foi o primeiro diretor do Instituto Nacional de Música, criado após a Proclamação da República, para substituir o Conservatório de Música. Além de compositor inspirado e regente, era um bom administrador. Com a autorização do Governo e sem ônus para os cofres públicos, ele viajou para a Europa. Visitou conservatórios e recolheu sugestões para serem aplicadas ao ensino, adquirindo nessa viagem instrumentos, aparelhos de acústica e livros para o Instituto. Ele também comprou um grande órgão de tubos da marca “Wilhelm Sauer”, que ofereceu ao Instituto com o prêmio de 20 contos que ganhou pelo primeiro lugar no concurso. Leopoldo Miguez ocupou a cadeira de composição de 1890 a 1896, abandonando-a para dirigir o curso de violino. Foi ele o responsável pela orquestração oficial do Hino Nacional Brasileiro, mantida até 1936. Em 1937, o Instituto Nacional de Música tornou-se a Escola Nacional de Música.

. Medeiros e Albuquerque (1867/1934) - José Joaquim de Campos da Costa de Medeiros e Albuquerque, nasceu em Recife, PE, em 04 de setembro de 1867, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 1934. O autor da letra do Hino da República era professor, jornalista, político, contista, poeta, orador, romancista, teatrólogo, ensaísta, memorialista, e membro fundador da Academia Brasileira de Letras. Ainda no Império, foi nomeado professor primário. Tomou parte ativa na propaganda republicana. Após a Proclamação da República foi nomeado secretário e depois diretor geral do Ministério do Interior. Foi presidente do Conservatório Dramático e diretor geral da Instrução Pública. Os hinos finalistas do concurso que escolheu o Hino da Proclamação da República, foram compostos sobre os versos de Medeiros e Albuquerque. Venceu o de Leopoldo Miguez.

Fontes: Música na Escola Primária, 1962, MEC (Ministério da Educação e Cultura); Escola de Música da UFRJ

by Charles...

20 anos da queda do Muro de Berlim: confira filmes e livros que retratam a divisão da Alemanha

Confira a lista de filmes, alguns até conteem trailler...
Matéria publicada no site zerohora.com

Clique aqui...

by Charles...
A BALAIADA
História da Balaiada, revoltas populares no século XIX, conflitos n
o Maranhão, a vida dos balaios
Por: Claudia Zelini Diello

No ano de 1838 surgiu um movimento popular no Maranhão. Este era contrário ao poder e aos aristocratas rurais que, até então, dominavam aquela região.

Em dezembro de 1838, Raimundo Gomes (líder do movimento), com objetivo de libertar seu irmão que se encontrava preso em vila Manga, invadiu a prisão libertando não só seu irmão, mas também todos os outros que se encontravam presos.

Após algumas conquistas dos balaios, como a tomada de Caxias e a organização de uma Junta Provisória, o governo uniu tropas de diferentes províncias para atacá-los. Contudo, Os balaios venceram alguns combates.

Outros líderes, como, por exemplo, o coronel Luís Alves de Lima e Silva também entrou em combate com os revoltosos. Entretanto, o comandante dos balaios, Raimundo Gomes, rendeu-se.

Após a morte de Balaio, Cosme (ex-escravo e um dos principais chefes dos balaios) assumiu a liderança do movimento e partiu em fuga para o sertão. Daí em diante, a força dos balaios começou a diminuir, até que, em 1840, um grande número de balaios rendeu-se diante da concessão da anistia. Pouco tempo depois, todos os outros igualmente se renderam. Com a completa queda dos balaios, Cosme foi enforcado.

'Operação Rosa’ levou apenas 5 horas para dividir Berlim com arame farpado

Muro foi construído numa madrugada de domingo para ser surpresa.


Separação visava evitar fugas do leste para o lado capitalista do país.

A construção do Muro de Berlim, que dividiu fisicamente a principal cidade da Alemanha por 28 anos e se consolidou como maior símbolo da Guerra Fria, pegou de surpresa quase todas as pessoas que teriam as vidas transformadas por ele a partir do dia 13 de agosto de 1961.

O mundo começa nesta semana a celebrar os 20 anos da queda do Muro, que marcou a reunificação da Alemanha e o fim da Guerra Fria.



Trabalhadores e soldados da Alemanha Oriental iniciam a construção do muro que dividiu a cidade usando blocos de contreto, em 13 de agosto de 1961


Uma operação ultrassecreta de codinome “Rosa”, comandada pelo Birô Político do lado oriental, levou apenas cinco horas para fechar completamente as fronteiras internas da cidade, proibindo a circulação entre as zonas ocidentais e a área sob influência da União Soviética.


Tudo foi feito sob sigilo, durante a madrugada de um domingo, para que não houvesse reação dos berlinenses ou dos Estados Unidos, maior potência que fazia oposição aos soviéticos. Além dos envolvidos na operação, ninguém foi informado sobre decisão de fechar as fronteiras, e mesmo os que viam a instalação das cercas de arame farpado que mais tarde se tornariam um muro de concreto achavam improvável que o fechamento fosse definitivo.


Tropas da Alemanha Oriental formam barreira próximo à fronteira entre os dois lados de Berlim, no portal de Brandemburgo, em 13 de agosto de 1961, dia em que a cidade alemã foi dividida.


Às 6h da manhã, enquanto a cidade dormia, era finalizada a primeira parte da operação que bloqueava 81 pontos de cruzamento e 193 ruas que atravessavam a fronteira, bem como os sistemas de transportes públicos. A cidade de 4 milhões de pessoas, que havia sido dividida de forma teórica após a Segunda Guerra Mundial, mas que na prática funcionava até então como um único organismo urbano, acordou cortada ao meio, separando famílias, amigos, casais e afastando trabalhadores dos seus empregos e estudantes de suas escolas. O dia ficou conhecido como “o domingo do arame farpado”.


O governo da República Democrática da Alemanha (RDA, o lado oriental) havia mobilizado 10 mil homens para garantir a segurança e evitar protestos após o fechamento da fronteira. À exceção de pequenos ataques de jovens do lado ocidental e de protestos menores do lado oriental, não chegou a haver confrontos violentos, nenhuma reação radical. Pego igualmente de surpresa, o governo norte-americano preferiu evitar o enfrentamento, permitindo que o lado socialista concluísse sua operação.


Contra desertores

A partir da operação “Rosa”, o objetivo era fechar a fronteira de 164 quilômetros em torno da Berlim Ocidental, ilha capitalista dentro da RDA. A antiga capital da Alemanha havia sido dividida entre os vencedores da Segunda Guerra Mundial, assim como o resto do país. Apesar de estar dentro do setor soviético, metade da cidade estava sob influência ocidental, vivendo num regime mais democrático e capitalista de que o restante da RDA.

Por mais que o lado ocidental fosse o alvo prático das cercas que mais tarde se tornariam um muro de concreto, a população oriental, no lado comunista, é que acabou se tornando prisioneira do regime.


Trabalhadores de Berlim Oriental aumentam o tamanho do muro para isolar ainda mais os dois lados em 1º de outubro de 1961


Segundo o historiador britânico Frederick Taylor, autor de “Muro de Berlim”, obra que narra em detalhes, e quase 600 páginas, a história da separação da cidade alemã e da Guerra Fria, este era o principal objetivo da separação.

Para os líderes do lado comunista, diz, era preciso interromper o fluxo de pessoas que fugiam definitivamente para o lado ocidental em busca do capitalismo que se desenvolvia lá, ou evitar a ação de “atravessadores de fronteiras”, que trabalhavam do lado ocidental de viviam na economia socialista oriental. Um mês antes da separação de fato, uma média de mil pessoas do leste passavam, por dia, para o oeste de Berlim, ritmo que diminuiria a população do lado socialista em meio milhão de habitantes em apenas um ano.

O que era visto como uma busca por uma vida mais digna pelo Ocidente era chamado “deserção” pela Alemanha Oriental, reflexo de um tráfico de seres humanos. A migração se dava porque, apoiada pelas potências capitalistas, a Alemanha Ocidental se desenvolvia muito desde o fim da guerra e tinha maior qualidade de vida, enquanto a Oriental vivia o que era considerado o equivalente socialista de uma recessão, com a economia mantida artificialmente com apoio soviético.

Durante o “domingo do arame farpado” e depois que a fronteira foi fechada definitivamente pelo muro de concreto, as deserções passaram a ser punidas com severidade, e os guardas da fronteira tinham permissão para atirar contra os alemães orientais que tentavam fugir. Dados oficiais dizem que a média de mil fugitivos por dia caiu para 28 na noite do domingo, 41 no dia seguinte e casos muito isolados desde então.


Guerra Fria

Desde o fim da Segunda Guerra, Berlim havia se consolidado como o principal palco de atuação das maiores potências em confronto durante a Guerra Fria. A cidade era usada como área em que Estados Unidos e União Soviética testavam suas políticas internacionais, pressionando o adversário e estudando a resposta inimiga.


Bem antes da separação com cercas de arames farpados e da construção do muro, Berlim Ocidental já tinha sofrido as conseqüências de um maior desenvolvimento econômico. O crescimento industrial de todo o lado ocidental era alto, chegando à ordem de 15% ao ano nos anos 1950, mas, antes disso, ainda em 1948, a área de influência de EUA, Inglaterra e França adotou uma nova e mais forte moeda, o marco alemão. Em resposta, em 24 de junho, um dia depois da reforma monetária, os soviéticos bloquearam todas as vias de acesso à cidade.


O Bloqueio de Berlim foi um dos primeiros eventos de grande relevância da Guerra Fria. Todas as ligações ferroviárias e rodoviárias para a cidade de dois milhões de habitantes (do lado ocidental) foram cortadas, e até o abastecimento de energia elétrica foi interrompido. Os governos ocidentais, entretanto, abraçaram a causa dos berlinenses como símbolo do bloco capitalista do conflito não-declarado contra os comunistas.


Evitando abrir uma guerra contra a União Soviética, iniciaram uma enorme operação aérea para abastecer a cidade usando aviões. Em pouco tempo, mais de 70 mil toneladas de alimentos eram desembarcadas nos aeroportos do lado ocidental de Berlim por mês, o que aumentou a admiração pelos Estados Unidos na cidade, e aproximou o Ocidente da Alemanha. O bloqueio durou menos de um ano, mas foi o primeiro sinal da divisão que a cidade enfrentaria até novembro de 1989, quando o muro de Berlim foi derrubado e deu início à reunificação da Alemanha.


Fonte: http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL1361418-17398,00-OPERACAO+ROSA+LEVOU+APENAS+HORAS+PARA+DIVIDIR+BERLIM+COM+ARAME+FARPADO.html

by Charles...

Alemão afirma ter 'plantado' Fusca comprado no dia da queda do muro

Obrigado Claudia pela homenagem!
muito obrigado!!!
vlw mesmo!
td d bom pra vc minha maninhah do coração!


seguindo as postagens...


Otto Weymann garante ter comprado o carro de 2 alemães orientais.

Ele largou-o no jardim e plantou árvores em volta do Volks de 46 anos.




Fusca de 46 anos com placa da ex-Alemanha Oriental é visto nesta segunda-feira (9) no jardim da casa de Otto Weymann, na cidade alemã de Fuldatal.



Weymann afirmou ter comprado o carro há exatos 20 anos, no dia da queda do Muro de Berlim, de dois alemães orientais que haviam acabado de passar pela fronteira recém-aberta pela queda da barreira. Ele estacionou o carro em seu jardim e cercou-o de árvores.


domingo, 15 de novembro de 2009

GRANDE DIA NA HISTÓRIA DO BRASIL...


Hoje é com certeza um "Dia Marcante"...
Dia do Nascimento "Do Grande Charles Müller"

Charles...
Antes de mais nada...
Meu melhor amigo...
Irmão,
Parceria,
Colega,
Enfim...
Pessoa mais que especial...

Neste dia quero te desejar...
Toda sorte,
Amor e paz do Mundo...

sábado, 14 de novembro de 2009

+Amanha...

Mais postagens amanha... se er tempo...

=>20 anos da queda do Muro de Berlin

&

=>15 de Novembro... o dia que marcou a História do Brasil... amanha saberão o porque...

se não der amanha... publico quando der...

teh+...

abração...

'Homenzinho do semáforo' e 'hot dog socialista' são herança do tempo do muro

Figura de sinal de pedestres da Alemanha Oriental usa chapéu.
Sanduíche impede a queda indesejada do ketchup.

A Alemanha Oriental não existe mais, mas pelo menos uma de suas criações conseguiu sobreviver contando com ampla simpatia da população e, mais do que isso, logrou se espalhar pelo "território capitalista" ocidental. Trata-se do "Ampelmännchen" ou "homenzinho do semáforo", como é conhecida a figura adotada pelo governo socialista nos sinais para pedestres.

A presença do homenzinho de chapéu nas ruas da Alemanha esteve ameaçada após a queda do Muro de Berlim, já que o governo queria padronizar a sinalização de acordo com os semáforos que havia do lado ocidental, similares aos do Brasil. Mas, graças à oposição popular, o personagem foi salvo e continua piscando em muitas esquinas da cidade até hoje, quando o país celebra os 20 anos da queda do muro (assista no vídeo)

O 'homenzinho do semáforo', que esteve ameaçado de ser substituído pela figura de linhas retas tradicional na maioria dos sinais.


Outro ícone do estilo de vida alemão oriental que ainda pode ser encontrado pelas ruas de Berlim é a 'Ketwurst' (união das palavras ketchup com salsicha em alemão), um tipo de cachorro quente desenvolvido nos anos 1970 por funcionários do regime encarregados de racionalizar os serviços gastronômicos do Estado.

Trata-se de uma salsicha que é mergulhada em ketchup e depois enfiada num pão que, em vez de ser cortado na lateral, é apenas perfurado com uma ponta de metal. Desta forma, além do preparo rápido, a ketwurst tem a vantagem de não respingar molho em quem a consome. Atualmente, a variante "socialista" do hot dog é encontrada em um ou outro quiosque da cidade.


A 'ketwurst', que não deixa cair ketchup em quem a consome.

Fonte: http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL1371686-17398,00-HOMENZINHO+DO+SEMAFORO+E+HOT+DOG+SOCIALISTA+SAO+HERANCA+DO+TEMPO+DO+MURO.html

by Charles...

Reunificação da Alemanha ainda não terminou, diz Angela Merkel

Declaração foi feita à TV pública no dia dos 20 anos da queda do muro.
Ainda falta fazer muito pela unidade alemã no aspecto econômico, disse.

A chanceler alemã Angela Merkel afirmou nesta segunda-feira (9) que, 20 anos após a queda do Muro de Berlim, "a unidade alemã" ainda não foi "totalmente concluída", em particular em nível econômico.

"A unidade alemã não terminou totalmente", porque entre o Leste e o Oeste permanecem "diferenças estruturais", destacou a chanceler durante entrevista ao canal público de televisão ARD, num momento em que a Alemanha celebra o 20º aniversário da queda do Muro de Berlim.

(Ver o Vídeo)

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, discursa nesta segunda-feira (9) durante as festas pelos 20 anos da queda do Muro de Berlim.


"Devemos estar atentos a isso, se quisermos chegar à igualdade, em termos de nível de vida" no Leste e no Oeste, acrescentou Merkel, lembrando que a taxa de desemprego nas regiões da extinta RDA - a então República Democrática Alemã - era duas vezes maior que a da antiga Alemanha Ocidental.

Angela Merkel, que cresceu na RDA e entrou para a política por ocasião da queda do muro, insistiu em dizer que o "imposto da solidariedade" que pagam os alemães do Leste e os alemães do Oeste para financiar a reunificação é "mais do que nunca necessário".

Cerca de 1,3 trilhão de euros foram transferidos do Oeste para o Leste da Alemanha em 20 anos para financiar a modernização da ex-RDA, revela um estudo.

Segundo pesquisa do Instituto IW, a riqueza da extinta RDA (República Democrática Alemã) é, hoje, equivalente a 70% da da extinta RFA (República Federal Alemã), em termos de Produto Interno Bruto por habitante, contra apenas 30% em 1991.

Fonte: http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL1372113-17398,00-REUNIFICACAO+DA+ALEMANHA+AINDA+NAO+TERMINOU+DIZ+ANGELA+MERKEL.html

Alemanha derruba 'dominó gigante' em homenagem à queda do muro

Ex-presidente da Polônia Lech Walesa começou a derrubada. Eram cerca de mil peças de dois metros e meio de altura. Um dominó gigante com cerca de mil blocos de dois metros e meio de altura foi derrubado na noite desta segunda-feira (9), horário local, durante a Festa da Liberdade, que celebrou os 20 anos da queda do Muro de Berlim (assista o vídeo no G1).

As peças, decoradas por estudantes do país, estavam no local desde sábado. Elas começaram a ser derrubadas pelo ex-presidente da Polônia Lech Walesa, um dos nomes importantes na história do fim da Guerra Fria.

O ex-presidente da Polônia Lech Walesa dá o 'start' para a queda de dominós gigantes em Berlim nesta segunda-feira (9).

O polonês fez o ato simbólico a partir da sede do Parlamento federal, o Reichstag, enquanto em um outro extremo, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso fazia o mesmo.

Cada peça pesa 20 kg e havia sido colocada a uma distância de 1,5 metro uma da outra.

Os dominós caíram ao som de "We Are One", criada pelo DJ alemão Paul van Dyk especialmente para a ocasião.

Veja mais fotos da queda dos dominós

Fonte: http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL1372286-17398,00-ALEMANHA+DERRUBA+DOMINO+GIGANTE+EM+HOMENAGEM+A+QUEDA+DO+MURO.html

20 Anos da Queda do Muro de Berlin

In front of the Brandenburg gate at the fall of the Wall, Copyright mauritius images / imagebroker
Passados mais de 28 anos da divisão na Alemanha, o muro de Berlin caiu de um dia para o outro, nos dias 9 e 10 de novembro de 1989 - um evento histórico e de impacto mundial. Hoje, 20 anos depois, a Alemanha, a Europa e o resto do mundo olha para trás para poder então olhar para a frente. Graças à revolução pacífica e à queda do muro, não só milhares de pessoas se uniram, mas a Alemanha, como um todo, também. O equilíbrio entre leste e oeste foi novamente estabelecido.
A woman and a man shaking hands at the Berlin Wall, Copyright CORBIS / Peter Tumley
Vivencie a história, onde ela realmente se desenrolou e descubra uma porção de terra virgem na Alemanha, cuja queda do muro transformou em símbolo de um novo recomeço, de esperança e de um novo futuro. Você também pode atravessar a fronteira e visitar locais históricos como: a igreja de São Nicolau em Leipzig, a passagem do muro, os diversos museus DDR na Turingia ou o lendário "Checkpoint Charlie" em Berlin. Além, é claro, da capital da Alemanha, que se apresenta de forma inovadora desde a reunificação. A Alemanha tem se tornado um país sem fronteiras, aberto aos visitantes de todas as partes do mundo. Um país impressionante na forma com que se conecta ao passado, ao presente e ao futuro; um país que o convida cordialmente a visitar as relíquias de seus tempos passados e a reviver sua história.

Fonte: http://www.visitealemanha.com/PTB/cultura_eventos/queda_do_muro.htm



by Charles...

domingo, 8 de novembro de 2009

Biblioteca Digital Mundial

A Biblioteca Mundial foi um recurso criado pela equipe da Biblioteca do Congresso dos EUA em parceria com particulares. Nela constam não apenas livros e manuscritos raros, mas imagens e vídeos também.

Recebe apoio da UNESCO e é de uso gratuito
Vale a pena dar uma olhada!

Biblioteca Mundial

Napoleão Bonaparte no Brasil?

Napoleão quase passou por aqui no Século XIX durante a Revolução Pernambucana de 1817!

Não, o imperador exilado não estava de férias nem seu exílio na ilha de Santa Helena foi trocado.

Em 1817, uma certa figura andava pelas ruas da então capital norte-americana, Filadélfia. Tal figura era o comerciante Antônio Gonçalves Cruz, vulgo Cabugá, o agente secreto de uma conspiração fabulosa que estava em andamento na capital pernambucana. Levava na bagagem 800 mil dólares, uma quantia absurda para a época. Hoje, atualizada pelo valor de compra, o montante chegaria a 12 milhões de reais! (estima-se que 1 dólar da época era o equivalente a 15 reais hoje em dia!).

Cabugá foi encarregado de realizar três missões nos EUA. A primeira era comprar armas para combater as tropas do rei D. João VI. A segunda, convencer o governo americano a apoiar a revolta republicana de pernambuco, e a terceira e mais espetacular missão era recrutar alguns antigos revolucionários franceses exilados em território americano para, com sua ajuda, libertarem Napoleão Bonaparte em seu exílio no atlântico sul.

Pelos planos de Cabugá, Napoleão seria resgatado na calada da noite e levado a Pernambuco para liderar a revolução. Tendo esta cessada, Napoleão voltaria para a França e retomaria o poder!

Porém, como naquela época as viagens duravam meses, quando Cabugá conseguiu aportar em Recife com os generais franceses e com o armamento adquirido, o movimento já estava quase completamente suprimido. Todos foram presos logo ao desembarcarem na capital pernambucana. Porém, não deixou de ser um dos muitos capítulos pitorescos da história do Brasil!


Pesquisa e adaptação: "1808". Gomes, Laurentino. Editora Planeta do Brasil - 2008
http://cafeehistoria.blogspot.com/2009/06/napoleao-bonaparte-no-brasil.html

A Unificação Alemã


I. Introdução

A Unificação Alemã está inserida no processo histórico denominado "Unificações Tardias", que foi a formação de estados soberanos que ocorreram no fim do século XVIII.
Em tais processos não se levava em consideração apenas a união física dos territórios, mas era vital também a união da língua, cultura e, principalmente, do sentimento patriótico.

I.i. Contexto Histórico e motivos

A Unificação da Alemanha sofreu influência do Congresso de Viena (1815), que formou, a partir da Confederação do Reno (união de estados germânicos feita por Napoleão após a derrubada do Sacro Império Romano Germânico), a Confederação Germânica, constituída por 39 estados de origem saxã (e de maioria Austríaca).

Áustria e Prússia disputavam a hegemonia do bloco, porém, dificilmente a Áustria conseguiria ou desejaria a unificação, visto que o império austríaco era muito heterogêneo, o que, inevitavelmente, levaria a muita segregações; já na vice-liderança, a Prússia queria construir um grande estado germânico para expandir ainda mais sua crescente economia industrializada.

A Áustria possuía o maior eleitorado da Confederação, era uma monarquia absolutista com base econômica tipicamente agrária.

Já a Prússia era uma monarquia liberal, fortemente industrializada e, conseqüentemente, possuidora de uma forte burguesia. Além de existir uma elite aristocrática, os Junkers, que eram nobres com mentalidade capitalista/burguesa, que uniram-se à burguesia industrial.


II. Início dos movimentos pró-unificação

Em 1834, a Prússia cria o Zollverein, uma união aduaneira (mais ou menos como é o Mercosul), onde foram extintas as taxas alfandegárias entre os países Germânicos. Essa união favoreceu mais efetivamente a Prússia, visto que seus produtos industrializados correriam mais livremente pelos Estados Confederados.

A Áustria, antiga rival da Prússia, não foi convidada, a princípio, para participar do tratado econômico, mas logo fez pressão e conseguiu entrar.
Nota-se nesse caso, a unificação econômica vindo antes da unificação política.

II.i. Otto e a política do "ferro e sangue"

Em 1860, Otto Von Bismack é eleito Chanceller (espécie de primeiro-ministro) da Prússia, e será o condutor do processo de unificação.
Bismarck era um Junker, acreditava que a "união entre irmãos" só se daria em momentos de "ferro e sangue", ou seja, a união só viria em uma situação em que um necessitasse do outro em, principalmente, um problema militar.

Então, Bismarck iniciou a militarização da Prússia de uma maneira célere. Essa militarização não foi só no ponto de vista de armamentos, foi no âmbito ideológico também, tornando a população prussiana mais obediente ao Estado e, conseqüentemente, formando um exército mais disciplinado e organizado.

Por ser um Junker, Bismarck incentivou a industrialização prussiana, o que fortaleceu ainda mais a burguesia. Em pouquíssimo tempo a Prússia montou uma base industrializada muito pertinente, inclusive no desenvolvimento da indústria bélica.


III. O Processo de Unificação

A Unificação Alemã pode ser dividida em 3 partes:

A primeira fase foi marcada pela Guerra dos Ducados (regiões de terras com um líder nobre - Duque), que ocorreu por volta de 1866.

Na Dinamarca haviam três ducados de população alemã que foram reclamados pela Prússia, porém não foram entregues e isso gerou o conflito armado. A Prússia chamou a Áustria para lutarem juntos contra a Dinamarca, prometendo a partilha dos ducados ao fim da guerra.
Bismarck foi genioso ao projetar todo o processo de unificação. Já estava em seus planos incitar a Áustria de alguma forma.
A Prússia, como planejava, não cedeu a parte prometida à Áustria, rendendo matéria-prima para uma nova guerra. Além disso, a Prússia reconheceu o recém formado Reino da Itália, construído pela desintegração de parte do território austríaco.

E, de fato, em 1866, ocorre a Guerra das Sete Semanas, tendo a Prússia derrotado a Áustria facilmente. Com isso, Bismarck dissolveu a Confederação Germânica e formou a Confederação Germânica do Norte, sob hegemonia prussiana, excluindo a Áustria. A França se opôs à nova Confederação realizada por Bismarck e pressionou a Áustria (região sul) a fim de não se unir à Confederação do Norte.
Bismack utilizou-se desse pretexto e de outras invenções para fazer com que a França declarasse guerra à Confederação Germânica.

Em 1870, eclode a Guerra Franco-Prussiana, que uniu norte e sul contra o inimigo comum. A vitória da Prússia foi rápida e humilhante para a França, e como conseqüências dessa derrota, o país sofreu algumas imposições do tratado de paz imputado pela vencedora (Paz de Frankfurt): Napoleão III (Luís Bonaparte) abdicou, sendo preso e proclamando-se a Terceira República Francesa; foi obrigada a pagar uma grande indenização por danos e gastos de guerra; cederia os territórios da Alsácia-Lorena (ricos em carvão e ferro); e, como deboche direto, a festa da vitória prussiana e a celebração da formação do II Reich Alemão (o primeiro foi o Sacro Império Romano Germânico e o terceiro foi quase consumado por Adolf Hitler no século XX - Segunda Guerra Mundial) deu-se na sede do governo francês, o Palácio de Versalhes.

Toda essa humilhação fez nascer um ódio aos alemães por parte da França, o chamado Revanchismo Francês, que recrudesceu bastante ao longo de décadas e foi fator incisivo para a eclosão da Primeira Guerra Mundial.

Veja aqui como ocorreram as mudanças no território germânico ao longo do processo.

Fonte: http://cafeehistoria.blogspot.com/2009/06/unificacao-alema_03.html

by Charles...

O dia em que a Inglaterra quase decolou

27 de julho de 1956.

Acidentes de avião já são bastante terríveis. Mas imagine um avião caindo sobre um depósito de armas nucleares! Parece impossível, mas foi realmente o que aconteceu.

Durante a Guerra Fria, os EUA mantinham bombardeiros de médio alcance próximos aos alvos na antiga URSS. Um dos locais de operação de aviões era a base de Lakenheath, no leste da ilha inglesa. Nesse dia, durante um treino de pouso e decolagem, um B-47, avião de médio porte, chocou-se contra um paiol que guardava 3 bombas atômicas do tipo Mark 6. Cada uma delas tem poder dez vezes maior do que a bomba de Hiroxima!

Os tripulantes da aeronave morreram na colisão e os bombeiros correram para tentar conter o incêndio, conseguindo apagar o fogo antes que o calor fizesse as bombas detonarem.

Num telegrama "top secret", o comandante da base afirma: "um milagre que nenhuma das bombas tenha explodido". Quando o relatório veio à tona em 1979, especialsitas estimaram o estrago: A detonação poderia destruir todo o leste da Inglaterra!

Veja o mapa qual seria a dimensão da destruição:

http://img269.imageshack.us/img269/311/mapainglaterracopy.jpg

Adaptado de: Revista Mundo Estranho - ed.74, 2008. Editora Abril
http://cafeehistoria.blogspot.com/2009/06/o-dia-em-que-inglaterra-quase-decolou.html

A Terceira Guerra Mundial quase começou em 1995!

Cessada a Guerra Fria, a URSS saiu como "perdedora". E como todo perdedor tem medo de tomar um pisão no rosto, a Federação Russa não baixou a guarda perante os EUA.

No dia 25 de janeiro de 1995, o presidente russo, Boris Yeltsin, é acordado com um alerta: radares detectaram um míssil a caminho de Moscou! Yeltsin chegou a pegar a maleta usada para comandar o disparo de mísseis nucleares.

Porém, momentos antes da decisão drástica, o míssil mudou de direção.

Mais tarde descobriu-se que ele havia sido lançado de uma base americana na Noruega para fazer fotos aéreas do Pólo Norte. Conforme manda a regra, os americanos enviaram um comunicado oficial avisando os países que seriam sobrevoados pelo míssil.

Por alguma razão, o comando russo não recebeu a mensagem e a Terceira Guerra Mundial quase começou por uma simples falha de comunicação!

Adaptado de: Revista Mundo Estranho. ed. 074 - abril 2008
http://cafeehistoria.blogspot.com/2009/06/terceira-guerra-mundial-quase-comecou.html

As bombas atômicas perdidas

No mundo existem, no mínimo, duas bombas atômicas perdidas!

Durante a Guerra Fria, americanos e soviéticos sempre mantinham aviões carregados com ogivas nucleares no ar para alguma eventual "emergência".

Pelo menos duas dessas aeronaves americanas tiveram problemas.

Em 1961, um bombardeiro sobrevoava o estado americano da Carolina do Norte quando teve uma pane, pegou fogo e explodiu soltando duas bombas atômicas. Uma delas caiu sobre um campo aberto, a outra mergulhou 45 metros num pântano e nunca pôde ser removida.

Em 1968, outro avião com quatro bombas caiu na Groenlândia. Três delas foram achadas, mas até hoje não se sabe onde foi parar a quarta!

Agora imagine o que pode ter acontecido no lado soviético... Cuidado onde pisa!


Adaptado de: Revista Mundo Estranho. ed. 074 - abril 2008
http://cafeehistoria.blogspot.com/2009/06/as-bombas-atomicas-perdidas.html

sábado, 7 de novembro de 2009

A guerra mais longa da história

A partir da Idade Média, nenhuma outra disputa entre dois povos durou tanto quanto a Guerra dos Cem Anos (Inglaterra X França - 1337-1453). Para se ter uma idéia da organização dos Estados envolvidos na batalha, países hoje em dia mal conseguem sustentar conflitos de 10 anos! Imagine 116!

O troca-tapas começou em 1337, quando o rei francês invadiu uma região no atual sul da França, que na época era pertencente à Inglaterra. A resposta do monarca britânico foi a invasão do país rival, dando início à disputa que quase não teve fim.

As duas monarquias queriam expandir sua área de influência sobre feudos que até então tinham uma grande autonomia. Ou seja, por trás da batalha estava rolando um processo de centralização nas mãos dos dois reis e o início do processo de formação dos dois Estados Nacionais.

Vale lembrar que os combates tiveram intervalos de trégua, período usado apenas para reorganizar as tropas para as próximas batalhas. Apesar de os ingleses terem levado a melhor nas primeiras décadas, eles terminaram perdendo os territórios.

A Batalha de Castillon, vencida pelos franceses em 1453, é considerada o marco histórico final da Guerra dos Cem Anos.

Alguns fatos curiosos que aconteceram ao longo da guerra:

Nova Geração: O rei Henrique VI, que estava no trono inglês quando a guerra terminou, nem havia nascido quando a disputa teve início. Ele só veio ao mundo 80 anos depois!

Quinteto Real: O arranca-rabo durou tanto que no período a Inglaterra e a França tiveram cinco reis!
Na Inglaterra: Eduardo III, Ricardo II, Henrique IV, Henrique V e Henrique VI.
Na França: Felipe VI, João II, Carlos V, Carlos VI e Carlos VII.

Da Flecha ao Canhão: No ínício do conflito, os arqueiros foram fundamentais para o predomínio inglês. Já nas décadas finais foram os canhões que ajudaram a França a virar o jogo!


Adaptado de: Revista Mundo Estranho. ed. 074 - abril 2008
http://cafeehistoria.blogspot.com/2009/06/guerra-mais-longa-da-historia.html

O mito dos Vampiros

Na Mesopotâmia, Grécia e Roma Antiga já existiam boatos sobre sugadores de sangue, porém, foi na Europa Moderna que a história ganhou força. O pavor era tanto que muitos foram assassinados sob acusação de ser uma dessas criaturas.

Essa histeria residia, sobretudo, na ignorância sobre o ciclo de decomposição do corpo humano e no fato de que algumas doenças podem originar comportamento e aparência vampirescos:

Exumação: Se um caixão fosse aberto e o corpo estivesse preservado, retorcido, ou se houvesse presença de sangue na boca e nariz do morto, não havia dúvida: tratava-se de um vampiro. O que ninguém sabia é que, dependendo da temperatura, umidade e tipo de solo, os corpos levam mais tempo para se decompor; que por causa de erros de diágnósticos comuns pelo atraso na área da medicina da época, as pessoas tentavam sair do caixão após serem enterradas vivas, como portadores de catalepsia; e que durante a decomposição, é possível que sangue e outros fluidos sejam expelidos pelas cavidades do corpo.

Doenças: Certas pessoas acusadas de vampirismo podiam, no fundo, ser portadores de porfiria, doença rara catalogada apenas no fim do século XIX. As vítimas são altamente sensíveis à luz solar, podem sofrer delírios e ter boca e dentes avermelhados. Por não saírem de dia, são pálidas como vampiros. Além disso, mortes em série atribuídas a vampiros eram, na verdade, fruto de epidemias, como raiva, cólera ou a peste bubônica, pouco conhecidas na época. Para agravar, portadores da peste bubônica podiam sangrar pela boca e portadores da raiva são sensíveis à luz.

Confira abaixo alguns personagens históricos que eram "vampiros na vida real":


Vlad III (1431-1476): Nascido na região da Transilvânia (atual Romênia), o príncipe Vlad III foi um guerreiro implacável. Na defesa do seu reino contra turcos-otomanos, ele e seu exército mataram mais de 40 mil invasores - boa parte empalada viva! Vlad era membro de um grupo religioso chamado Ordem do Dragão, onde ficou conhecido por Draculea (filho do dragão). Não à toa, inspirou Bram Stoker a criar o personagem Conde Drácula.





Elizabeth Báthory (1560-1614): Nascida na atual Eslováquia, a Condessa Báthory era louca por um sanguinho alheio. Sua maior obsessão era banhar-se com sangue de jovens virgens para preservar sua juventude. Estima-se que ela tenha sacrificado mais de 600 pessoas até ser condenada à prisão perpétua em 1610.












Peter Plogojowitz (1666-1728): Este foi um dos primeiros casos supostamente reais de vampirismo documentados. Rolou em Kisolowa, vilarejo sérvio. Segundo relatos, após sua morte, em 1728, Plogojowitz surgiu para seu filho pedindo comida. O pedido foi negado e o rapaz apareceu morto. Depois, várias pessoas morreram com sinais de perda de sangue naquela região. Quando o corpo de Plogojowitz foi exumado, tinha os olhos abertos e sangue na boca. Bastou para que uma estaca fosse gravada em seu peito e seu corpo fosse queimado.






John George Haig (1909-1949): A biografia desse inglês, o Vampiro de Londres, é tão assustadora que ele ganhou até estátua no Museu de Cera de Madame Tussauds, em Amsterdã. A coisa já começou na infância, quando Haig multilava seus própios dedos para sorver o sangue. Ele cortava o pescoço das vítimas, bebia o sangue delas e derretia os corpos numa tina de ácido. Foi condenado à forca pelo assassinato cruel de 9 pessoas. Na hora de sua execução, em 1949, gritou: "Deus, salve meu filho da maldição do Drácula!".





Adaptado de: Revista Mundo Estranho. ed.088 - junho 2009
http://cafeehistoria.blogspot.com/2009/06/o-mito-dos-vampiros.html